Data da última Atualização: 04.12.2007 9:39

Análise de Conjuntura Política: cenários e projeções - Dejalma Cremonese


Comentários:


 

É perceptível a falta de solidariedade, o que mais encontramos, pelo menos na região noroeste do RS, é o assistencialismo.

As pessoas acreditam que a ajuda do governo para as famílias carentes é mais do que suficiente, sendo que a solidariedade não envolve só a ajuda financeira e material, a solidariedade é uma ação humana, uma relação de carinho pelo ser humano.

Faltam ações, às vezes encontramos pessoas dispostas a ajudar e que realmente efetuam suas ações que devem ser elogiáveis, mas na maioria das vezes os caminhos da solidariedade esbarram na justiça.

O desperdício de comidas em restaurantes é um exemplo de como as leis prejudicam a ação solidária (claro que existem os motivos para isso ser esbarrado, como a questão da alimentação saudável e os riscos à saúde de contaminação, mas poderia haver algum tipo de regularização ou procedimento que permitisse a distribuição).

Estela Hoffmann


O caráter individualista do povo brasileiro


Apesar do desempenho econômico do povo latino-americano terem melhorado nos últimos anos, as pessoas têm se tornado egoísta e individualista, talvez por estarem decepcionadas com vários acontecimentos desde o século passado até os dias de hoje dentro do contexto social em que vivemos, deixando marcas e seqüelas no decorrer da vida. Portanto, perderam o estímulo de desenvolver sua capacidade solidária em prol dos outros e passaram a se preocupar consigo mesmo, cada vez mais se isolando por falta de confiança caracterizando-se pelo particularismo e individualismo; “antes só do que mal acompanhado”.

No Brasil, existe a tradição cultural, onde apenas para manter os interesses restritos entre as famílias dominantes pratica-se a solidariedade inter-familiar exclusiva a determinado grupo.
Além disso, o comportamento do povo brasileiro político-partidário há inexistência de colaboração, pois não se preocupam em participar da vida pública, distanciando-se das relações interpessoais sem interesse na solidariedade, civismo e em alguns projetos de bem-estar social.


Eliana Melo Menezes – FACE-Ba.



O caráter individualista e pouco solidário do brasileiro

Qual a origem de tanto individualismo, deste caráter pouco solidário, dessa falta de confiança no próximo, desta desconfiança? Com dados do informe do Latinobarômetro 2007, se tem noção que o desempenho econômico e social dos latino-americanos tem melhorado nos últimos 25 anos. Melhoras quanto à redução da pobreza, do desemprego, e uma melhor distribuição de renda, redução da inflação e um aumento no nível de consumo da população. Mas temos por outro lado, um problema gravíssimo que aumenta a cada ano, a falta de solidariedade, o individualismo e desconfiança.

Nesta afirmação fica explicito a situação do povo brasileiro, que melhora em níveis da economia e estabilidade do governo, mas a desagregação quanto à solidariedade e o coletivo caem por terra, reina o individualismo. Trazendo a tona a questão cultural, educacional, da conduta, moral e ética.
O estudo do Latinobarômetro demonstra que os Brasileiros são individuais, pouco solidários e individualistas. Sendo os mais solidários, os venezuelanos e porto-riquenhos, já os chilenos, equatorianos e paraguaios são os mais individualistas. Claro que tudo se tem uma explicação e no caso brasileiro, podemos retornar ao período da colonização, os primórdios do Brasil colônia, a exploração, o que por si só explica a conduta atual e responde todas as questões. Mas se levando em consideração os povos latino-americanos, considerados mais e menos solidários que o Brasil, será grande assim a diferença de origem e cultura desses povos para o superarem.

Com essa origem, cultura e forma de educação se criaram no Brasil traços de individualismo e desconfiança, não houve a formação da solidariedade social, hábitos de cooperação, nem mesmo espírito público e de participação. E se criou o contrário, o egoísmo e individualismo de todo um povo, cujo qual, que vive de forma isolada. Estes traços refletem um passado sem glórias, sofrido e com grandes perdas, todo o problema se encontra na raiz da tradição cultural. Pois o que realmente existe no povo brasileiro é uma solidariedade aparente, tudo ocorre bem desde que se mantenham os interesses fechados entre as famílias dominantes. O que também acaba por se refletir no âmbito do comportamento político-partidário, onde se fica explicito a carência de motivações coletivas, inexistência da cooperação, pouca participação na vida pública, adiando assim ainda mais o projeto da construção do Estado-nação, que pudesse tentar reconstruir a identidade de uma nação, dando assim um novo sentindo a ela..

Mestranda: Claudia Cristina Wesendonck
Data: Ijuí, 26 de novembro de 2007.


“O CARÁTER INDIVIDUALISTA E POUCO SOLIDÁRIO DOS BRASILEIROS”

Os seres humanos constroem suas características, assim como sua própria história, de modo que sabemos que os homens não são bons ou maus por natureza. O que determina o grau de solidariedade, sociabilidade e cooperação, que irá estar presente na convivência entre os demais, é o processo de autotransformação que passam enquanto sujeitos sociais. Ao longo das experiências serão delineadas as características sócio-econômico-político-culturais do individuo, agregando também elementos afetivos e subjetivos, diversos de uma sociedade para outra.

O psicanalista Erich Fromm, no livro A Anatomia da Destrutividade Humana, define sociedades pacíficas e sociedades agressivas, estabelecendo que:

nas pacificas há um mínimo de hostilidade, violência ou crueldade. A punição rigorosa, o crime, a instituição da guerra estão ausentes ou desempenham nelas um papel extremamente pequeno. As crianças são tratadas com amor e bondade. As mulheres geralmente são consideradas iguais aos homens; não são exploradas ou humilhadas e, em geral, há uma atitude permissiva e afirmativa com relação ao sexo. Há pouca competição, cobiça, inveja , individualismo ou exploração. Prevalece nessas sociedades uma atmosfera geral de confiança, auto-estima e bom humor. No caso das sociedades agressivas, o que as caracterizam são violência interpessoal, destrutividade, agressividade, malicia e crueldade, seja dentro da tribo ou contra os de fora. A atmosfera geral é de hostilidade, medo e tensão. Há excesso de competição, dá-se grande ênfase à propriedade privada, as hierarquias são rígidas, e o comportamento é belicoso. (Apud BARRETO, 2003, p. 300).

Já com relação a sociedades onde há mais cooperação, temos como exemplo, de um modo geral, as sociedades primitivas remanescentes, principalmente indígenas e esquimós, devido ao caráter comunitário de sua vivência. A cooperação e a solidariedade estão sempre estimuladas, sendo essenciais para a sobrevivência coletiva.

No caso brasileiro, mesmo havendo uma quantidade significativa da população indígena que habita o país, a característica da solidariedade não resistiu às constantes transformações sócio-culturais advindas com os processos de colonização e exploração. Deste modo estabeleceu-se uma sociedade complexa na qual o anseio desenvolvimentista domesticou os indivíduos para a competição, principalmente sob o regime capitalista.

Essa competição impede que os atores sociais estejam engajados em prol de um objetivo comum/coletivo e leva a sociedade a se tornar altamente individualista, pois estimula
um modo de competição que, se necessário, ignora a norma e transforma seu objetivo com vistas à destruição do outro, o concorrente, tornando a questão, não raro, uma disputa pessoal que beira a patologia, capaz de conduzir a sociedade a um alto grau de violência e, no limite, à sua desagregação. O pragmatismo dos fins coloca os meios em segundo plano e torna a convivência uma luta fraticida. (BARRETO, 2003,p. 293).

A violência também é situação característica de nosso tempo, acentuada pela globalização. Há uma violência estrutural que resulta da tirania do dinheiro e da competitividade da globalização perversa. O dinheiro e o consumo regulam a vida individual, de modo que a acumulação se torna uma meta e impõe a competitividade em todos os planos, como regra de convivência na qual tudo vale: “sua prática provoca um afrouxamento dos valores morais e um convite ao exercício da violência”. (SANTOS, 2003, p. 57).
Tudo isso se dá com o poder, utilizando-se da força, cuja finalidade é competir e fazer mais dinheiro. A solidariedade foi abandonada e convivemos com inúmeros medos, nessa fábrica de perversidades que a sociedade se tornou. Os dados a respeito da fome, do desemprego, do analfabetismo, da falta de condições dignas de vida são escandalosos, conforme salienta Santos (2003), ainda mais porque essas condições se ampliam cada vez mais, para mais indivíduos. E o que gera isso é a competitividade, a corrupção, a morte da política, a desordem mundial.

Muito desse processo de desagregação social é incutido de forma ideológica, mas não é uma construção definitiva. “Cabe aos homens trabalhar pela edificação de relações interpessoais e sociais que expressem os valores que respondem aos seus anseios de uma vida em coletividade”. (BARRETO, p. 303).
A construção de uma cultura de cooperação – seja no caso brasileiro ou em qualquer outra sociedade – passa pela elaboração de uma concepção de ser humano. Passa sobretudo pela “construção de relações sociais, políticas, simbólicas e econômicas que se estabelecem na convivência diária, marcada por fatos corriqueiros e simples reprodução da própria vida, todos eles impregnados de relações vinculares que, em última instância, nos remetem a nossas experiências identitárias”. (BARRETO, p. 306).

Isso não é fácil, sobretudo em um país onde os níveis de emprego e de renda demonstram extrema exclusão e desigualdade social, mas cabe aos indivíduos transformar o capitalismo que está incorporado em si. Para tanto, as mudanças não devem ser somente nos campos da política e da economia.
A cooperação deve ser o processo utilizado para resgatar a solidariedade e proporcionar a verdadeira emancipação do ser humano, que viabilize a construção de uma visão crítica de mundo, a consolidação das identidades e, enfim, a construção da cidadania.

Amarthya Sen (2000, p.178), em sua obra Desenvolvimento como Liberdade, refere-se à democracia como papel instrumental e construtivo das liberdades, pois oferece oportunidade de participação do cidadão, sendo que

Os direitos civis e políticos dão às pessoas a oportunidade de chamar a atenção eficazmente para necessidades gerais e exigir a ação pública apropriada. A resposta do governo ao sofrimento intenso do povo freqüentemente depende da pressão exercida sobre esse governo, e é nisso que o exercício dos direitos políticos (votar, criticar, protestar, etc.) pode realmente fazer diferença.

A cidadania poderá ser traçada por liberdades mais afirmativas se colaborar sempre que possível com os outros intervenientes políticos, incluindo os Estados e os agentes do sector privado” (FALK,1999, p. 301). E com participação, pois

constitui um meio de garantir todos os direitos inerentes ao estatuto de membro, envolvendo inclusivamente não só as responsabilidades de protecção por parte do Estado à luz do direito internacional mas também o dever de lealdade do indivíduo para um determinado Estado. (FALK, p.256).

Para a sociedade civil global é necessário “obter o consenso ou acordo em relação à democracia normativa como base de uma teoria e prática coerentes e coesas e empreender uma luta no sentido de alterar a abordagem e a orientação das instituições de governação a nível do quadro da globalização”. (FALK, p.252).
Apesar das ameaças à cidadania, os cidadãos são os únicos agentes que podem proteger as conquistas existentes e avançar na implementação dos direitos humanos, sem deixar que se torne mais um artifício ideológico ou que “a invocação do estatuto da cidadania poderá servir como um outro pretexto para impor barreiras e dificuldades aos membros mais vulneráveis de uma determinada sociedade”. (FALK, p.274).
E essa é a forma apontada pelos autores, em sua maioria, para modificar o que as experiências históricas demonstram, as quais afirmaram a cidadania relacionada ao aspecto sócio-econômico, garantindo apenas a igualdade formal, bem como superar os efeitos da globalização que enfraquece cada vez mais os laços territoriais entre as pessoas e o Estado e desgasta, desse modo, as bases de solidariedade e cooperação e os fundamentos da cidadania tradicional.

Referências:
FALK, Richard. Globalização predatória: uma crítica. Tradução de Rogério Alves. Lisboa: Instituto Piaget, 1999. P. 231-302.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 10a. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.
BARRETO, André Valente de Barros. Cultura da Cooperação: subsídios para uma economia solidária. In: Uma outra economia possível: Paul Singer e a economia solidária. André Ricardo de Souza, Gabriela Cavalcanti Cunha, Regina YONEKO Dakazuku (orgs). – São Paulo: Contexto, 2003, p. 287-313.

Vera Eliane dos Santos Grimm
Mestranda em Desenvolvimento – Unijuí.RS


Olá Dejalma,

O texto sobre o caráter Individualista do povo Brasileiro pode ter explicação nessa nova forma de pensar e agir que vivemos neste século. Não podemos deixar de considerar que as novas tecnologias, podem ter participação significativa nesta questão.Muitas vezes podemos mudar nossa concepção de mundo, de acordo com a situação sócio- econômica. Passamos a crer que nos bastamos a partir do momento em que conseguimos atingir bons patamares de vida.É a aquisição de um bom celular, de um laptop,de um carro importado, mesmo que usado, uma viagem de férias, um emprego com bom salário, e por ai vai, pois já estamos bem, porque importar-se com os outros? O individualismo e egoismo podem caminhar juntos, porém temos um histórico de colonialismo que também traz reflexo negativos para a nossa e qualquer sociedade. Afinal tivemos que correr atrás para adquirir uma melhor condição, agora os outros que o façam. Talvez isso possa explicar o nosso modo de pensar, nos rotulando de "pouco solidário". Em nosso país a desigualdade social é assustadora, portanto estamos sempre disputando para alcançarmos uma boa condição, ou lutando para nos mantermos onde estamos. Mas e o outro? Bom, o outro é sempre um perigo, um concorrente,uma amiaça, para que ser solidário com ele?

Um forte abraço,

Adair Chaves - Unijui.


Partindo do estudo apresentado, sob análise da insolidariedade, é notório que o mundo está individualista, inseguro, descrente, frágil e ainda incerto. A única certeza que temos é da morte, pois do resto, é ver amanhecer e anoitecer o dia sob o cansaço das longas jornadas de trabalho, para garantir no dia-a-dia o mínimo das necessidades para se sobreviver.

Assim, as pessoas passam o ano todo trabalhando, tentando acumular riqueza, para um dia com a ajuda do Bom Deus, poder desfrutar das férias merecidas, e quem sabe da aposentadoria almejada.

Deixamos, boa parte da nossa vida, no ambiente de trabalho, sem falar na mulheres, que como se não bastassem trabalhar durante o dia, à noite ainda são donas de casa, mãe, e aos finais de semana, quem dera poder realmente descansar...., ouvir um apelo de um amigo.., solucionar problemas...

O brasileiros parecem serem solidários e participativos, somente quando o assunto é futebol, como por exemplo copa do mundo e também com os preparativos com o carnaval.

É difícil, num país como o nosso, onde há efetividade no exercício religioso, que conseguimos ficar nessa posição apresentada no estudo. Onde está a solidariedade dos brasileiros? De que adianta ir na missa todos os domingos ou sábados, confessar-se, rezar, pedindo e agradecendo pelas coisas boas da nossa vida, se não praticamos um pingo de solidariedade, quando nos é pedido? Será que realmente, esta vida, capitalista, monetarista, nos levará pra onde almejamos? Ou seremos humanos fracassados e frustrados, porque não conseguimos competir neste mundo injusto, desigual, e individualista? Até quando, deixaremos de viver com qualidade de vida, em poder praticar tudo que gostamos, em sermos solidários uns aos outros..

Diante disso, repenso na frase: “ajude e será ajudado”, é realmente só quem precisa sabe dar valor pra solidariedade e somente quem é solidário tem uma vida melhor.. porque no fundo, independente de classe, condição social, do idioma, da profissão, o que todos nós queremos é a felicidade, é se realizar como humanos, é ter uma qualidade de vida, e isso está longe dos objetivos capitalista.

Abraço!
Anelise Regina Zambra
Mestranda em Desenvolvimento pela Unijuí.


Mais Estado e menos mercado


Os governos que antecederam o presidente Lula deixaram marcas consideradas. Destacamos, porém e os planos econômicos que foram vários e que causaram desconforto e prejuízos a muitos brasileiros a exemplo dos planos cruzado e Collor.

Todos esses aparatos de ações governistas são na verdade ações pré-definidas e impostas em sua essência pelo FMI e instituições financeiros internacionais como o banco mundial, são os cupins financeiro mundial.

As reformas impostas ao Brasil nos anos 90 podem ser vistas como ações de resultados oportunos em alguns aspectos bons e terríveis em outros.

Toda ação que estimula a economia promovendo a competitividade pode render bons resultados, porém pouco importa a solidez econômica. Basta tão somente que o capitalismo, seja defendido em seus interesses, que coincide com os interesses das grandes potências mundiais.

No início as reforma neoliberais pareciam grandes ações. Os impactos eram fortes depois se viu que foram muitos os erros, isso até hoje pode ser claramente visto no caso da privatização do vale do Rio Doce, que terá só este um lucro liquido cinco vezes maior do que o valor que ela foi arrematada.

Com as privatizações, que foram intensos nos anos 90 o Brasil viveu um momento de adaptação que exigiu da população muita flexibilidade.

O estado que deveria manter-se como principal pilar de sustentação e defesa dos interesses sociais passou a ser limitado e a sociedade ter que aceitar as regras impostas pelo capital privado.
A desigualdade das economias, o nível de desenvolvimento é de uma diferença tão grande, que acaba castigando os mais fracos. O povo é que perde. Precisamos, entretanto definir regras que possam resgatar as perdas sofridas, para obtermos assim, dignidade dos mais humildes que anseiam por igualdade.

Discentes –
Avaneide Macedo Sobral
Ana Cristina Rodrigues
Jane Meire Silva Souza
Marluce de Jesus Silva
Sonia Bonfim
Vanuza Lima


Os Desafios da Democracia na América Latina


A democracia é um regime político que dá a maior liberdade de expressão ao indivíduo como ser pensante, consciente de seus direitos e deveres. Esta é o meio político que acreditamos.

Passamos anos e anos esperançosos, vivenciando um governo neo-liberal, a população reclamando da falta de oportunidades nos diversos setores: econômico, político e social.

A falta de políticas públicas, a desigualdade mais acentuada, e, ao mesmo tempo, a população anciosa com as promessas da esquerda.

Fomos as urnas, com a esperança de uma democracia mais justa, um mundo menos desigual, acreditamos com esperança de dias melhores, demonstrando nossa cidadania.

Partindo do princípio que, a democracia liberta o indivíduo, reconhece e protege a maior diversidade possível, pergunto: porque o Brasil é um país tão rico em belezas naturais e tão desigual na distribuição de rendas, das políticas públicas sociais e regionais?

Pode-se citar como exemplo, a regiao nordeste, o quanto a população vive a falta de saneammento básico, educação, moradia, distribuição de rendas, oportunidades do primeiro emprego, escolas técnicas que forma o indivíduo, apto para o ingresso ao mercado de trabalho. Estes, era a ideologia do partido da esquerda, e o sonho dessa população tão desigual.

Portanto, concordo plenamente quando Djalma comenta: O sujeito mais do que eleitor, é cidadão. De que adianta democracia se os problemas sociais e econômicos da maioria da população ainda persistem?

Segundo Alain Touraine, o objetivo maior da democracia é permitir que os indivíduos, grupos e coletividade, tornem-se sujeitos livres, produtores de sua história, capazes de unir, sua ação, o universalismo da razão e a particularidade de uma identidade pessoal e coletiva.

.Enfim, é preciso que haja união de todos nós cidadãos brasileiros em prol de uma consciência política, com a convicção que poderemos ter uma sociedade mais justa, verdadeiramente democrática, com a maior diversidade possível, e, com protagonistas da nossa história.

Maria José Edington Coutinho dos Reis
Aluna do Curso de Bacharelado em Sociologia-FACE/UNIJUI



Mais mercado e menos estado

Neste processo de globalização econômica, política, social e cultural o estado moderno precisa cumprir algumas metas para atingir seu objetivo. Dessa maneira, promove mudanças nas áreas política e administrativa e também na forma de conduzir o processo para alcançar uma determinada lógica que garanta seu espaço e sua presença na sociedade. Essa forma de administrar a sociedade se baseia no principio da privatização da coisa pública, possibilitado com isso, dá um caráter privado a forma de organizar e conduzir o bem público.

Essa forma de administrar a coisa pública não deu certo, porque tem como ponto básico o lucro, é como se fosse uma empresa privada que usasse a exploração do homem para poder alcançar o maior lucro possível. Dessa forma, não se dá prioridade ao social, porque na lógica destas empresas o que se busca é o capital, independente de qualquer outras eventualidades.

A reforma administrativa do estado moderno conduz a uma situação mercadológica, desvinculando da ótica social e isso provocou uma grande insatisfação social que acabou reprovando este sistema de privatização. Há uma consciência nas pessoas de que o que é público não funciona, não presta e talvez por conta disso, também se recorre ao processo de privatização. Mas que fique claro que este processo é decorrente de uma lógica capitalista de privatização dos principais serviços da sociedade.
O estado precisa cumprir seu papel de controlador, administrador, condutor, servidor e estruturar os anseios da sociedade. Deve ocupar seu espaço como organização institucionalizada pelo modelo moderno capitalista. Se o estado não cumpre seus serviços sociais, quem mais poderá realizar estes serviços? Por que reduzir o tamanho do estado? Que estado mínimo é esse? Vem de qual projeto político? Para atender a quem? O que está por traz deste projeto de privatização?

Estas questões nos movem pensar que o estado capitalista moderno tem com referencia a busca incessante do capital nem que para isso tenha que destruir o outro. Nem que para isso tenha que destruir as culturas, os valores e os princípios humanistas. E o estado nesta lógica acaba sendo o condutor do processo de alienação econômica da sociedade, centralizando toda sua estrutura econômica e administrativa.

Julival Alves (julival51@hotmail.com)


Prof Dejalma:

Mais uma vez, estamos diante da crise do poder do Estado, sufocado pelo poder do Comércio. O que aconteceu ontem, aqui na Bahia, no Estádio Otávio Mangabeira, conhecido como “Fonte Nova” foi lamentável por ser um fato que além de ceifar vidas de pessoas que queriam apenas um pouco do lazer que ainda lhe é concedido, prova que o Estado não sabe pra quem governa, se para o Social ou para o Comércio. Consta nas reportagens que o Ministério Público já havia expedido ordem de interdição do local pelas condições em que o estádio se encontrava, mas nada foi cumprido. Consta também que além de muito tempo sem reforma, o patrimônio sofreu abalos na sua estrutura por conta das explosões feitas para a construção do metrô que passará ali perto, mais um avanço da tal Modernidade. A ganância em adquirir muito dinheiro não deixa determinados órgãos pensarem na vida das pessoas, nem no social. A Bahia e o Bahia estão de luto. O futebol é ainda o lazer do pobre, a alegria de ver seu time ganhar títulos ou posições privilegiadas amenizam um pouco a dura realidade econômico-social em que se vive, e até esse lazer o povo está ficando sem direito por conta das inseguranças (em vários aspectos) em todos os estádios do Brasil.

É lamentável, mas, mais uma vez está comprovado que o Estado Nacional está perdido em relação ao seu poder. E o capitalismo é quem está definindo a vida do ser humano.

Edelzuite Sodré Ramos da Cruz – Sociologia (FACE-Bahia)

Sapeaçu, 26/11/2007.


Mais estado e menos mercado

Com a reestruturação e a tentativa de reconstrução do Estado, nos âmbitos administrativo, social e econômico, eclodiram programas e recessões tais como: administrativa, previdenciária e econômica, ingresso do capital externo, desemprego, aumento do trabalho informal, conflitos sociais, flexibilização dos direitos trabalhistas, precariedade e o desmonte dos sistemas de seguridade social, de saúde e de educação.

Foi com este sistema falido, cheio de reformas falhas, que culminaram no recesso econômico, na busca de identidade do povo, que a perdeu não apenas com a precariedade dos direitos e de sua segurança e também com a desmoralização de um sistema e suas tentativas frustradas de se reerguer.
No Brasil a reforma administrativa mais significativa foi a “Bresser-Pereira” em 90, uma política de reestruturação. Mas esta se mostrou falha, pois seu próprio autor nos anos seguintes expôs sua decepção alegando a falta de confiança na economia e a sua vulnerabilidade frente às crises mundiais, culminando no aumento da dívida com tal flexibilização, fazendo assim o povo meros marionetes do mercado internacional.

Com as privatizações, medida esta que encontrou grande resistência pública, ocorreu a reduzam do tamanho e função do Estado. Com a precariedade da época dos serviços públicos foi fácil a manipulação das transações, mesmo com a opinião contrário do grande público, mas atualmente se vê o contrário, há bons serviços na esfera pública que suprem as necessidades da população, pois o povo almeja à volta do Estado a gerenciar, cumprindo sua função social.


Mestranda: Claudia Cristina Wesendonck
Data: Ijuí, 27 de novembro de 2007.


Contribuição ao texto: “Mais Estado e menos mercado”

Começo minha contribuição citando a parte final do texto “Mais Estado e menos mercado”, mais especificamente a afirmação de que “a maioria da população quer um Estado forte com maior proteção social”.

Valho-me inicialmente, para poder fazer alguma contribuição, do pensamento de Milton Santos ao referir que a tirania do dinheiro e da informação objetivam transformar as relações sociais e interpessoais de forma a influenciar o caráter das pessoas. Neste contexto a competitividade é fonte para novos totalitarismos, melhores aceitos em decorrência da confusão dos espíritos instalada. Com a sensação de desamparo da população (aqui reside a relação com o texto), retrocede a noção de bem público e de solidariedade, ocorrendo o encolhimento do Estado e a ampliação da pobreza. Com isso as empresas dominam cada vez mais a vida da sociedade. Diante disso, a competição norteia nossas ações, o consumo nos torna inertes, e a confusão dos espíritos faz com que não tenhamos clareza de nós e do que nos cerca.

Então, se o indivíduo já não sabe mais quem é e se ele tem cada vez menos oportunidade de conseguir um emprego que lhe dê sustentabilidade, é natural que volte-se para o Estado em busca de sua parcela de dignidade e seus meios de sobrevivência perdidos. Entretanto, segundo Bauman (2000) o Estado não tem mais como dar garantia de segurança aos cidadãos, em face da grande exigência de competitividade, eficiência e flexibilidade a qual está submetido. Isso tudo porque a economia globalizada sobrepuja a nação-Estado. O indivíduo, entretanto, busca a segurança onde não é possível encontrá-la: no Estado. Se é que ela pode ser encontrada em algum lugar, ou em alguma coisa.

Em outro sentido, percebe-se que os 74% da população entrevistada que considera ser o Estado responsável pelos serviços essenciais da população vai ao encontro dos dados referidos por Zygmunt Bauman ao tratar do percentual de indivíduos considerados supérfluos na sociedade. A tendência atual, segundo Baumann é que 20% da força de trabalho global baste para manter a economia funcionando, tornando economicamente supérflua 80% da população mundial capacitada. Então, de 74% para 80% pode-se considerar uma diferença pequena, mas que representa, de forma clara, que o índice de cidadãos sem possibilidade de vida digna na atualidade é algo praticamente sem possibilidade de controle. Pode ser por isso que Bauman considera que já não se pensa no que pode ser feito a respeito disso, mas sim em quem pode fazer. Mas, mesmo assim conclui ele, não há quem possa tornar menos insegura a situação da população mundial.

A partir deste prisma pode-se concluir que realmente a maioria da população não pode esperar outra coisa do Estado, senão a proteção social. Para essa população, talvez esta seja a única chance de sobrevivência, mesmo que, por meio do ensinamento de muitos estudiosos, já se saiba de antemão que, por este caminho, isso não é possível.


Marcelo Matte Sagave


Estimado Ariovaldo!

Agradeço o teu comentário...

As tuas críticas são bastante contundentes...

Só queria dizer que, como politicólogo (analista) tento compreender a conjuntura política brasileira. Tenho acompanhado este processo nos últimos 20 anos. Não estou defendendo esta ou aquela teoria (socialista ou capitalista). Também penso que o socialismo caiu pelas suas limitações (burocratismo estatal, corrupção, ineficência). Nem por isso acho o livre mercado (capitalista) privativista,Xenófobo e excludente seja vitorioso (veja a tese de Fukuyama - Fim da História). Defendo que é preciso fortalecer o Estado para frear as grandes corporações econômicas transnacionais para que, logo após o Estado seja suprimido. Sou a favor da volta da Política (República - entendida como bem público que está à serviço de todos os cidadão) e, não de uma política patrimonialista e clientelista que defenda os interesses de grupos (privados). Ou o Estado (a Política) é para todos, ou se configura a degeneração do próprio Estado.

No entanto acho que há um equívoco na sua afirmação em dizer que as reformas neoliberais são de fundo socialista (acho que é forçar a barra). Você fala: "e o tal neo-liberalismo nada mais é do que a mudança de cor do vermelho comunista, que se transformou num palavrão, para o café-com-leite "socialista light"!! Neo-liberalismo não é invenção de capitalista, é de socialista mesmo, e como sempre, herda do socialismo ser como carretão sem graxa, porém já convencido de que Estado é sinônimo de incompetência".Francamente não tenho visto nenhuma manifestação socialista nos últimos tempos no BRasil, até mesmo o governo Lula (que trazia este ideário em seu programa) está muito longe dessa proposta. O que se vê são as regras econômicas sendo priorizadas e defendidas. Restam algumas migalhas para a população... (bolsa família)

O que escrevo é apenas uma visão que tenho da realidade. Não é a verdade. Também não acho que escrevo a algum "clube do bolinha". Acho que críticas e colocações como as suas enriquecem o debate...

Continue a escrever.

Dcremonese


Caro Djalma Cremonesi, seu artigo me parece mais outro equivoco da doutrina socialista marxista, que procura se ajustar conforme o camaleão. Vamos por partes:

Os anos 90, coincidem com a falência Soviética e também com o desmoronamento do muro de Berlim, marcando exatamente o instante em que as elites culturais socialistas se sentiram como peixes fora d'água, e o tal neo-liberalismo nada mais é do que a mudança de cor do vermelho comunista, que se transformou num palavrão, para o café-com-leite "socialista light"!! Neo-liberalismo não é invenção de capitalista, é de socialista mesmo, e como sempre, herda do socialismo ser como carretão sem graxa, porém já convencido de que Estado é sinônimo de incompetência. A nova tese é continuar arrancando do "burguês", porem agora sem mesmo responsabilidade para fazer nada, isto é, o Estado enxuto de responsabilidades e obeso de dinheiro para não fazer absolutamente nada!! Quem não faz nada, no máximo é vagabundo, mas não pode ser responsável por nada, esse é o tal neo-liberalismo da moda socialista!! Há algum país "neo-liberal", evidentemente socialista, em que a prática seja diferente? Na AL com certeza nenhum, exceto Cuba que ainda vive das esmolas de algum outro país "irmão". Algum país com um pouco de juízo, como era o Chile, agora parece que está andando para trás, com o saudosismo socialista!!

Falando especificamente do Brasil, a constituição de 88 é uma obra monumental da esperteza dos socialistas e comunistas "tupiniquim", claro, ajudados pela burrice militar. Simplesmente substiruíram uma ditadura militar, por uma "ditadurazinha socialista das bananas". Então, se implantou no Brasil um socialismo sui-gêneris, com a mesma "aptidão" de surripiar o "burgues", agora através de um sistema de tributos para lá de estúpido e burro, e deixar que o mesmo burguês produza de qualquer forma, bastando que se pague o "pedágio", que político não é de ferro!!! Além de espertalhão, passou também a ser o Estado vagabundo, associado descaradamente com o que sempre existiu de lixo na nossa política. Aliás, os socialistas conseguiram surpreender em termos de corrupção e roubalheira, até mesmo os profissionais da safadeza política!!
E temos aí o Estado Brasileiro, surripia quase 50% de tudo o que se produz, e não serve absolutamente para nada. Essa é a virada de que voce fala, começada em 88!!

Há uma confusão entre sociedade democrática, que significa a sociedade onde as leis estão acima de todos e cumprida por todos, pouco importa se presidente, rei, ou até mesmo ditador, ou um simples gari de rua, da sociedade autocrática, onde as leis, "ora leis..."!! E se confunde mais ainda com qualquer "governozinho democrático pelo voto", em geral de cabresto!! Coisa do socialismo comunista, e das velhas ditaduras para lá de asquerosas, que se auto denominam de "república democrática", uma piada!!
Os serviços principais ainda continuam com o tal Estado, que voce ainda acha "magro", como os transportes, a saúde, a educação, a segurança, a justiça, a segurança, etc., e como sempre, graças à ineficiência socialista, continuam a mesma porcaria que sempre foram, aliás um pouco pior!! E ainda continua com algumas grandes empresas produtivas, que quando lucrativas, são pelo simples fato de serem imensos monopólios manuseados escandalosamente por políticos, via de regra, socialistas de carteirinhas. Um Estado que de serviços entende quase nada e de indústria então, é menos do que um zero à esquerda!. Agora alguns socialistas frustrados, saem por aí querendo fazer plebiscito para retornar privatizações, como da Vale! Se houve bandalheira, o sistema já era socialista e as leis são as mesma de hoje, que se aplique a lei!!

Lei?! Que lei? Há alguma lei em algum tipo de ditadura? Meu amigo, acho que estamos em dois mundos diferentes!!! O plebiscito é o artifício da desmoralização das leis, que começa pela impunidade, típica de qualquer socialismo, cuja essência é a ditadura!!! Veja a porcaria que está instalada no Brasil, e está aí meu, caro sua teoria de Estado, certamente a mesma do guru Marx. Socialismo é isso mesmo, frustra até os próprios "crentes".

Compare essas ditaduras crônicas que sempre foram os países da América Latina, com os países que hoje estão no que entendemos como primeiro mundo, tanto faz serem repúblicas, ou impérios, reinados etc., e tire você mesmo a conclusão em tudo o que puder comparar. A não ser que se apoie na mentira da doutrina socialista, você vai encontrar estados enxutos que praticamente faz apenas o que precisa fazer, até estados fortes, como por exemplo, da Suécia, ou Noruega, ou Suiça, etc., onde o cidadão tem os serviços desde a saúde, até mesma a diversão, bancados regiamente pelos respectivos Estados. Em nenhum deles voce vai encontrar o fanatismo absurdo da religião "marxista", equivocada por principio. Coloque o comunismo em qualquer desses países, e virarão outros 'satélites' estropiados da antiga URSS, é isso que quer dizer com Estado?.

Gostaria de poder comentar coisa mais sólida sobre seu texto, mas evidentemente você estava falando para algum clube do bolinha, onde a resposta é "amém", infelizmente, não pertenço a esse clube, e estou tentando lhe mostrar o tamanho de seus equivocos. Precisamos de elites culturais mais arejadas, que coloquem a moral e a ética acima de tudo, mesmo de igreja e ideologias utópicas, tudo que não se pode encontrar em nenhuma ditadurazinha latina, inclusive no Brasil. Está aí, um Estado mais do que forte, e ainda ainda perdulário, corrupto, incompetente, injusto, etc. etc., a essência de qualquer socialismo e comunismo que se preze! Basta dar uma olhada pelo resto do mundo. Algumas grandes nações socialistas que sobraram, estão correndo como cachorros loucos atrás de qualquer tipo de capitalismo, os demais, estão vivendo à sombra de ajudas, venham de onde vier. A solução são os países capitalistas? Que cometem tremendos erros? E se não cometessem erros? Onde estariam? A solução é a sociedade democrática onde as leis são perenes, acatadas, respetiadas, que pune da mesma forma que premiam, pouco importa se presidente ou rei ou ditador. Pouco importa a forma de governo, meu amigo, onde a sociedade seja democrática. Onde a sociedade é autocrática, nem Jesus Cristo resolve, até por isso mesmo foi crucificado!!


Um abraço, e um bom dia.
Ariovaldo Batista – Engenheiro

Arioba07@ig.com.br


MAIS ESTADO, MENOS MERCADO.

Embora a Constituição de 1988 tenha consagrado o ideário da universalização das políticas sociais no Brasil, a partir de 1990 o país passou a adotar o receituário Neoliberal. Disso decorre que antes mesmo da implementação em sua plenitude do Estado do bem-estar social no Brasil, ele já estava passando por uma crise.

Defende-se nesse sentido que essa profunda crise deve estimular reflexões e proposições capazes de redimensionar as relações entre o Estado e a sociedade, particularmente para favorecer a ampla maioria dos que se encontram excluídos dos benefícios da riqueza e do bem-estar. Necessário nesse sentido, opções políticas no sentido de aumentar os investimentos por parte dos governantes, para a prestação de serviços públicos e proteção à população, de modo a priorizar a sua destinação, para dar conta da realidade de miséria, pobreza e exclusão social brasileira. Merece ressaltar nesse sentido, que em 2006 o atual governo destinou somente 1% do seu PIB para programas sociais como bolsa família e no projeto de renda básica.

Ao final cumpre ressaltar que o Estado garantidor de direitos é condição fundamental para a realização da democracia. Embora, no Brasil, muitas das vezes direitos sejam confundidos com privilégios, somente a prática democrática será capaz de garantir os direitos de cidadania tais como foram definidos na Constituição de 1988. E assim, impedir que as forças do mercado regulem a nossa vida.


Maris Angela Kunz
Mestranda em Desenvolvimento - UNIJUÍ


O encolhimento do estado em nossa economia, naquele momento, foi bastante salutar, uma vez que o Estado administrava mal e as empresas estatais privatizadas estavam inchadas e só acumulavam prejuízos, ao mesmo tempo serviriam para reforçar o caixa e conseqüentemente, equilibrar o orçamento. Mas como foi feito, foi um desastre econômico, pois foi utilizado capital do BNDES para financiarem muitas daquelas operações, e os compradores fritaram o porco com a própria banha, em outras palavras os financiamentos foram quitados com recursos proveniente dos faturamentos destas mesmas empresas, que para o estado deficitárias e para os investidores: rentabilíssimas, adquiridas por uma pechincha.

Concordo com uma maior ação do Estado, já que eles se apoderam de aproximadamente 40% do PIB em impostos, tem que oferecer um retorno compatível com a espoliação a que submete o seu povo, mas não é em forma de esmola, como o bolsa família. É com uma educação, saúde infra-estrutura e dignas de acordo com os impostos que arrecadam.

O que os nossos governantes tem feito ao longo do tempo pelos pobres e miseráveis mini-fundiários que dependem de “São Pedro” para garantir a sua colheita de subsistência.

A moda agora é produzir matéria-prima para o bio-diesel (mamona, dendê, pinhão manso, amendoim, girassol, etc.), mas cadê a tecnologia, cadê a irrigação, cadê a água, para que se consiga produzir o ano inteiro, pois só assim esses pobres miseráveis poderiam conseguir uma rentabilidade, através de uma produção intensiva.

Estamos reféns do capital “gafanhoto”, aquele que come e quando não interessa mais vai embora. O Estado deveria incentivar o cooperativismo e o associativismo para que pudéssemos nos tornar mais fortes a fim de enfrentar os exploradores. O Estado não deveria assumir o papel de explorador.

Somos o país que mais desperdiça alimentos, produzimos bastantes frutas e legumes, porém com apresentação desqualificada para o mercado, mas que mercado? Esse mercado inacessível ao pequeno, livre só para os grandes. Acredito que seria muito oportuno uma ação do Estado como um agente aglutinador e coordenador.

Portanto, nesse momento, acredito que seria de fundamental importância uma ação do estado no mercado, promovendo a inclusão dos pequenos produtores.


Margarida Silva Rocha de Carvalho
Acadêmica em Sociologia – Face/Unijui
E-mail: meg_carvalho@yahoo.com.br


O Estado deve cumprir seu papel social ao bem-estar da nação, pois dessa forma, ratifica seus objetivos e propostas e os cumpre perante o povo brasileiro, demonstrando assim verdadeiramente um Estado Democrático de Direito.

Um Estado forte é aquele que mesmo endividado pode sim, atender às necessidades essenciais de um país, honrando com suas dívidas, negociando-as em determinados períodos, mas mantendo em primeiro lugar o essencial ao cotidiano das pessoas brasileiras, isto é, saúde, educação, transporte, segurança, trabalho, emprego, um salário mínimo digno e decente, para que as pessoas possam usufruir no melhor que desejarem, para que possam obter uma qualidade de vida melhor, haja vista, que com uma melhor qualidade de vida proporcionada pelo Estado, alcançaremos também mais cidadania e mais democracia, além de desenvolver muito melhor nosso país.

Portanto, o Estado pode sim, manter o cumprimento do bem-estar social, o que se necessita é uma melhor administração, melhor distribuição de renda, cortes de gastos públicos desnecessários, pois somente com prioridades estabelecidas e mantidas é que se fortalece um Estado, mas para isso é essencial ética, solidariedade e amor pela nação.

Anelise Zambra - Acadêmica do Mestrado em Desenvolvimento


Mercado x Estado


A década de 1990 foi, em nível mundial, a década gloriosa do livre mercado. Desde a crise de 1929, quando este modelo mitológico ruiu, a sociedade construiu, de forma imperfeita, porém progressiva, dois grandes sistemas econômicos que de uma forma ou outra, buscavam conter o imperativo do lucro sobre a pessoa humana: o regime soviético e o Estado de bem estar social.

O regime Soviético conseguiu dar a população níveis de desenvolvimento social, de forma relativamente igualitárias, que o sistema de mercado nem de longe consegue acompanhar, porém, fez isto, sacrificando o mais democrático dos sistemas, que era a própria democracia soviética, que se tornou apenas uma fachada para a ditadura stalinista. O Estado de bem estar, sobretudo Europeu, conseguiu níveis excelentes de qualidade de vida para sua população, em regimes relativamente mais democráticos, porém o fez isso a custa da exploração de outros povos, em especial os africanos e latino americanos.

Com a falência de ambos os regimes novamente a visão de livre mercado triunfa, e pior, se apropria do patrimônio coletivo que era gerido pelo Estado ao longo do século XX. Tanto na Europa, como nos antigos paises soviéticos, ou mesmo na China, e especialmente na América Latina, não só a economia passa a ser regida pelo mercado, como as privatizações desmontam os estados nacionais.

As promessas do livre mercado, porém, não se sustentaram nem por uma década. O aumento da pobreza e as crises, fruto da financeirização da economia, agora mais global em seus resultados nefastos, levaram muitos paises as crises, sobretudo na América Latina, onde o socialismo não chegou – exceto Cuba – onde o Estado de Bem Estar Social nunca se completou, mas onde o livre mercado sempre dominou, aliado aos interesses das elites, especialmente agrárias e financeiras.

Nesta primeira década de séc. XXI, rediscutimos a retomada do papel do estado na economia e na sociedade. Parece ser uma visão novamente hegemônica de que este tem papel a cumprir. Porém, este papel é para a maioria apenas o combate a pobreza, sem mexer na riqueza.

Um estado moderno, mais do que democrático e participativo, deve ser o orientador da economia, buscando diminuir sensivelmente as desigualdades sociais, para tanto, precisa retomar o que foi privatizado diretamente, ou semi-privatizado (ex.: Vale do Rio Doce, Petrobrás, Banrisul), necessita estabelecer taxações progressivas ao capital especulativo, as grandes fortunas, as heranças, realizar uma reforma agrária que não apenas elimine as grandes extensões de terra, mas mude a base agrícola nacional, atualmente voltada para produção de commodities.

Para estas e outras tarefas, será necessário um estado de novo tipo, capaz de organizar uma economia mista, onde a inserção do mercado seja controlada e subordinada aos interesses da sociedade e esta atendida em suas necessidades (saúde, educação, segurança alimentar, previdência, trabalho), por sistemas públicos geridos pelo Estado democrático e participativo.

São ações, não apenas no campo econômico, mas sobretudo político, que exigem uma postura de sociedade, que só pode ser tomada a partir da hegemonia política daqueles que não são os donos dos meios de produção, ou seja, da maioria do povo.

Um bom exemplo a seguir é a Venezuela, onde apesar da mídia latino-americana apontar a questão da reeleição como a questão central, é fácil perceber que o que esta em jogo no país visinho é se o mercado perderá ou não poder para a sociedade, representada no Estado Bolivariano da Venezuela.

Fabio Lemes
e-mail: lemescst@yahoo.com.br
MSN: flemes2007@hotmail.com
Fone: 55 8407 4087
Ijuí/RS


Mais Estado e menos mercado


A pesquisa demonstra que há preferência pelos serviços prestados pelo Estado, e que a maioria da população quer um Estado forte com maior proteção social. Não basta querer, é preciso ação frente á realidade de privatizações das empresas estatais, e esta somente se dará com o voto consciente da população, voto em pessoas que defendam os interesses nacionais e que realmente estejam preocupados com o desenvolvimento do Brasil !

Leila Cristiane Wathier
Aluna de SPC/EaD – Ciências Biológicas



Mais Estado menos mercado

Falar de privatizações é sempre uma questão complicada, pois envolve muitas questões de cunho ideológico-partidario.

Vou tentar realizar uma análise dos fatos através de uma abordagem empírica, haja vista a notoriedade dos dados.

Obviamente os serviços privatizados melhoraram visivelmente, principalmente serviços de telefonia e energia, que são os mais utilizados pela população em geral, tem melhorando muito, embora os preços tem aumentado sobremaneira. Entretanto, cabe indagar, o que vale mais, a utilização de um serviço estatal com um preço mais baixo, mas com baixa qualidade, ou a possibilidade de acesso ilimitado a um serviço de qualidade e com alta tecnologia com um preço mais elevado?

Outra questão importante a ser vislumbrada é a corrupção, mazela infelizmente muito difundida em nossos órgãos públicos. A lógica é a de que, quanto maior o tamanho do Estado, maior a possibilidade de corrupção.

Também é relevante compreender que as agências reguladoras exercem um papel controle destes serviços, portanto o Estado não perde totalmente o mando sobre os serviços privatizados, embora o controle seja exercido sem a devida eficácia.

Assim, a idéia demonstrada pela população de que a privatização é algo ruim, demonstra uma opinião desprovida de conhecimento sobre o assunto e com alto grau de ideologismo.

Assim, acredito que as privatizações são, na atual conjuntura estatal brasileira, um movimento bom de modernização e agilização de serviços públicos relevantes, entretanto cabe ressaltar que a forma de privatização poderia ser alterado para implementação de mais responsabilidade as empresas compradoras, bem como o sistema de controle, realizado pelas agências reguladoras estatais, poderia ser bem mais desenvolvido.

Adriano Mauss – Mestrando em Desenvolvimento – UNIJUI



MAIS ESTADO MENOS MERCADO

Inegável e indiscutível foi à aderência do Brasil, as políticas neoliberais impostas pelo FMI e Banco Mundial nos anos 90. Entretanto tais políticas foram necessárias naquele momento da economia, eis que, o país necessitava de recursos dessas Instituições, para sanar ou pelo menos tentar sanar problemas sociais, decorrentes de situações históricas vividas ao longo de anos de repressão e Ditadura Militar. Cabe destacar que as políticas neoliberais, visam criar um Estado mínimo, transferindo à iniciativa privada serviços e atendimentos a população que deveriam ser oferecidos pelo Estado. O Estado engessado, diante das circunstâncias e do dever de atender as políticas exigidas pelo FMI e Banco Mundial, acabou por acatar tais determinações, privatizando a maioria das Estatais que o país possuía. Porém, a expectativa criada pela população, que esperava uma melhor prestação de serviços em todos os segmentos privatizados, não está tendo a resposta esperada, além de ter que pagar um valor muito mais elevado pelos serviços prestados.

Cabe ainda destacar que a população solicita a volta do Estado, como responsável pelos serviços que de regra deveriam ser de sua atuação, em razão do atual governo brasileiro desenvolver políticas voltadas para o social, buscando a redução da desigualdade social, situação que ocorreu em menores proporções em governos anteriores. Diante de um Estado (governo), mais voltado para questões sociais à população está ciente dos deveres e dos serviços que o Estado tem que realizar junto a ela, sendo possivelmente a razão que esta mesma população almeja a volta do Estado como executor de serviços essenciais e forte em questões sociais.

Elisa Adriana Haubert e Cleder Marcelo Ohse Ecker
Mestrandos em Desenvolvimento - UNIJUI



Breves considerações ao texto: Desafios da democracia na América Latina

Inegável a importância do momento político nacional, tendo em vista que nunca o Brasil chegou tão longe no seu intento democrático. Inegável, também, que a democracia representativa existente no Brasil não é suficiente para que a cidadania seja consolidada e para que o cidadão seja incluído nos processos decisórios do país, inclusão esta tão almejada por todos.

Entretanto, uma das grandes inquietações levantadas no texto é a questão que se refere à verdadeira importância da democracia no contexto, extremamente problemático, social e econômico da população. A pergunta é: “de que adianta democracia se os problemas sociais e econômicos da maioria da população ainda persiste?”

Neste ponto, vale lembrar que, segundo Baumann , a economia de um Estado já não é mais controlada pelos seus governantes. Ela depende diretamente do capital volátil, resultante da Globalização econômica, que circula pelo mundo e se mantém onde for mais interessante para os grandes conglomerados transnacionais. Ao lembrarmos que este capital especulativo é maior do que a soma do capital dos bancos centrais de todos os países, percebe-se a facilidade com que um Estado, cuja política não siga o modelo global, pode ser destruído por esse capital. Não há fronteiras para o dinheiro e, em pouquíssimo tempo, ele pode deixar de ser aplicado em um país que contrarie seus ditames. Essa é uma das causas da manutenção dos problemas econômicos e sociais do Brasil e, por isso, não há muita chance de o governo, por maior que fosse a sua democracia, conseguir suplantar esse paradigma. Mesmo assim não se pode abrir mão dos avanços políticos alcançados com relação à democracia.

Por outro lado, a economia de mercado vigente na atualidade, é incentivadora do consumo exacerbado. Na sociedade pós-moderna não há tanta necessidade de mão-de-obra industrial em massa e de exércitos recrutados, mas há necessidade de engajamento de seus membros como consumidores. Assim que a sociedade pós-moderna molda seus membros: como consumidores.
Mas mesmo fazendo parte de uma sociedade consumista o indivíduo não tem garantia de poder participar ativamente desta sociedade. Todos podem querer entrar na onda do consumismo, mas nem todo mundo pode ser um consumidor. Desejar não basta. Vivemos uma vida de opções, mas nem todos têm condições de fazer as suas próprias opções. Isso torna a população carente cada vez mais consciente de sua condição de hipossuficiência, fazendo com que assuntos como regime autoritário sejam considerados aceitáveis se, em contrapartida, houvesse uma resposta às demandas sociais não garantidas hoje.

Então, o regime democrático de um país acaba ficando refém da Globalização, pois sempre os seus destinos vão depender da vontade dos detentores do poder global para se concretizarem.
De qualquer forma, segundo Correa , sempre que houver uma sociedade de classes [como a brasileira] haverá desrespeito a direitos, mas também haverá uma esperança de que os direitos humanos sejam concretizados por meio da luta dos que procuram desestabilizar as relações sociais capitalistas.

Então, mesmo que a globalização econômica não permita que tenhamos uma democracia da forma com que sonhamos, mesmo que ainda tenhamos muitos problemas econômicos e sociais para vencer, não podemos permitir que haja um retrocesso político no Brasil, não podemos abrir mão de conquistas alcançadas arduamente. A Democracia ainda é, dentre as experimentadas pelo Brasil, a melhor forma de governo que poderíamos querer.

Marcelo Matte Sagave



Os desafios da democracia na América Latina

Estamos em plena fase da conquista da democracia no Brasil e América Latina, no Brasil está prestes a completar 24 anos de Democracia ininterrupta o que marca um avanço histórico, devido a sua origem conturbada como colônia de exploração, o que já mostra ser histórica a dominação das elites. Mas, ao mesmo tempo em que a democracia, prevalece, existe problemas de ordem econômica e social que deixam claro a real situação do Brasil, que não ver ser esse slogan de democracia que divulgam nos meios de comunicação.

Os eleitores não têm em mente o que seja uma democracia direta e participativa, tal como era na Grécia antiga se prevalecia, mas sim votantes manipulados pelas massas, sendo apenas expectadores, deixando de ter a chance de mudar os rumos do país, de exercer a real democracia, onde os cidadãos votam, opinam e participam de toda a conjuntura política.

Já em um comentário geral no âmbito da democracia na América Latina, podemos mensurar que se trata de uma democracia que fracassou, na questão dos direitos humanos, onde se prevalece o autoritarismo. A democracia delegativa, que acaba por mostrar a deficiência e fragilidade quanto aos governos e seus planos, a desestruturação do todo poder.

Falta a responsabilização dos atos dos governantes, o real controle, a moral e ética dos dirigentes, uma cobrança das atitudes, que acabam refletindo nesta nossa suposta democracia, que vai ser ainda mais desmoralizada com a proposta de eleição ininterrupta de Chavez e o plebiscito para terceiro mandato do Lula, o que acaba lançando por terra a tentativa de uma consolidação e fortalecimento da democracia em todo o continente.

clau wesendonck (clauw84@hotmail.com)


Ao alcançar 24 anos consecutivos de eleições diretas para presidente o Brasil parece ter enterrado os anos de chumbo e o seu passado populista e oligárquico. Mas, até que ponto o governo eleito pelo povo está governando para o povo? A alcançada democracia eleitoral não pode dissociar-se da democracia cidadã e deve buscar insaciavelmente a solução dos problemas sociais e econômicos da população. Essas demandas econômico-sociais talvez expliquem porque boa parte da população latino-americana admite a possibilidade de submeter-se a um regime autoritário desde que este possa vir a solucioná-las. Especialistas observam que a democracia da região não tem proporcionado liberdades cívicas, instituições sólidas e respeito aos direitos humanos; havendo uma predominância do clientelismo, burocracia, corrupção, patrimonialismo e do culto à personalidade. Assim, torna-se necessária a existência de controles externos com poderes de responsabilizar e punir o governo. O fato de um presidente ter sido eleito democraticamente pelo povo não lhe confere o direito de achar que tudo pode. Por fim, a alternância do poder é cláusula pétrea da democracia, e para consolidá-la e fortalecê-la deve-se repelir casuísmo do tipo: eleições ininterruptas para Hugo Chaves – “por que não te calas?” ou plebiscito para o terceiro mandato para Lula.

Maria de Lourdes Vita de Oliveira (vita@sefaz.ba.gov.br)


 

Breves considerações ao texto: Desafios da democracia na América Latina

Inegável a importância do momento político nacional, tendo em vista que nunca o Brasil chegou tão longe no seu intento democrático. Inegável, também, que a democracia representativa existente no Brasil não é suficiente para que a cidadania seja consolidada e para que o cidadão seja incluído nos processos decisórios do país, inclusão esta tão almejada por todos.

Entretanto, uma das grandes inquietações levantadas no texto é a questão que se refere à verdadeira importância da democracia no contexto, extremamente problemático, social e econômico da população. A pergunta é: “de que adianta democracia se os problemas sociais e econômicos da maioria da população ainda persiste?”

Neste ponto, vale lembrar que, segundo Baumann , a economia de um Estado já não é mais controlada pelos seus governantes. Ela depende diretamente do capital volátil, resultante da Globalização econômica, que circula pelo mundo e se mantém onde for mais interessante para os grandes conglomerados transnacionais. Ao lembrarmos que este capital especulativo é maior do que a soma do capital dos bancos centrais de todos os países, percebe-se a facilidade com que um Estado, cuja política não siga o modelo global, pode ser destruído por esse capital. Não há fronteiras para o dinheiro e, em pouquíssimo tempo, ele pode deixar de ser aplicado em um país que contrarie seus ditames. Essa é uma das causas da manutenção dos problemas econômicos e sociais do Brasil e, por isso, não há muita chance de o governo, por maior que fosse a sua democracia, conseguir suplantar esse paradigma. Mesmo assim não se pode abrir mão dos avanços políticos alcançados com relação à democracia.

Por outro lado, a economia de mercado vigente na atualidade, é incentivadora do consumo exacerbado. Na sociedade pós-moderna não há tanta necessidade de mão-de-obra industrial em massa e de exércitos recrutados, mas há necessidade de engajamento de seus membros como consumidores. Assim que a sociedade pós-moderna molda seus membros: como consumidores.

Mas mesmo fazendo parte de uma sociedade consumista o indivíduo não tem garantia de poder participar ativamente desta sociedade. Todos podem querer entrar na onda do consumismo, mas nem todo mundo pode ser um consumidor. Desejar não basta. Vivemos uma vida de opções, mas nem todos têm condições de fazer as suas próprias opções. Isso torna a população carente cada vez mais consciente de sua condição de hipossuficiência, fazendo com que assuntos como regime autoritário sejam considerados aceitáveis se, em contrapartida, houvesse uma resposta às demandas sociais não garantidas hoje.

Então, o regime democrático de um país acaba ficando refém da Globalização, pois sempre os seus destinos vão depender da vontade dos detentores do poder global para se concretizarem.

De qualquer forma, segundo Correa , sempre que houver uma sociedade de classes [como a brasileira] haverá desrespeito a direitos, mas também haverá uma esperança de que os direitos humanos sejam concretizados por meio da luta dos que procuram desestabilizar as relações sociais capitalistas.

Então, mesmo que a globalização econômica não permita que tenhamos uma democracia da forma com que sonhamos, mesmo que ainda tenhamos muitos problemas econômicos e sociais para vencer, não podemos permitir que haja um retrocesso político no Brasil, não podemos abrir mão de conquistas alcançadas arduamente. A Democracia ainda é, dentre as experimentadas pelo Brasil, a melhor forma de governo que poderíamos querer.

Marcelo Matte Sagave - Aluno do Mesrtado em desenvolvimento da Unijuí


 

REFORMA AGRÁRIA

A reforma agrária é um conjunto de medidas que visam promover a melhor distribuição das terras mediante modificação no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios da justiça social e ao aumento de produtividade, conforme o estatuto da terra. É também uma reorganização do espaço rural que tem como objetivo a distribuição mais igualitária das terras e que, ao mesmo tempo, promova a tecnificaçao das pequenas e médias propriedades, tornando-as mais produtivas.

A luta pela terra é um fato histórico que remonta às primeiras civilizações, desde a antiguidade clássica: romanos, gregos, macedônios tiveram que reestruturar sua estrutura fundiária para que as populações rurais tivessem acesso à terra, ampliassem a produção de alimentos e melhorassem a qualidade de vida da sua população. Há muitas controvérsias sobre o método e a estratégia a se seguir para a democratização da terra.

Existem duas propostas divergentes que se destacaram na historia do Brasil. Numa vertente temos a proposta da Reforma Agrária, que é a distribuição da terra feita através da lei,em outra vertente existe a proposta da Revolução Agrária, que consiste numa reforma agrária feita na força.

Alguns países conseguiram democraticamente fazer a reforma agrária dentro do jogo político institucional, a Itália é um exemplo: no país, o imposto sobre os grandes latifúndios foi aumentando muito. Assim, os grandes proprietários venderam suas terras a pequenos produtores, que recebiam empréstimos a baixos juros do governo italiano.

No Brasil, a Constituição de 1988 garante a desapropriação do latifúndio improdutivo para finalidade pública e interesse social, como a desapropriação da terra com finalidade de reforma agrária ou para a criação de reservas ecológicas. Nesses casos os ex-proprietários são indenizados. Contudo há falta de ajuda financeira para aos camponeses assentados, acaba por criar um novo êxodo rural. Êxodo rural é o termo pelo qual se designa o abandono do campo por seus habitantes, que, em busca de melhores condições de vida, se transferem de regiões consideradas de menos condições de sustentabilidade a outras, podendo ocorrer de áreas rurais para centro urbanos. Em outras experiências políticas como a da Republica Popular da China, a revolução teve seu ensejo através da revolução agrária e posteriormente com uma guerra civil de 20 anos. Neste cenário a distribuição da terra se deu pela a expropriação violenta do latifúndio feita pelos próprios camponeses. Com a ascensão de Mão Tsé-tung, os proprietários de terra foram aniquilados, para que a distribuição fosse terminada.

Outro cenário semelhante ocorreu na Revolução Russa e na Revolução Cubana, onde os latifundiários foram expropriados sem indenizações.

No Brasil em dois momentos históricos do século XX os movimentos campesinos defenderam a tese da revolução agrária. O primeiro se deu entre os anos de 1920 e 1930 com a Coluna Prestes e a criação do PCB. Outro momento se deu na década de 60 com a criação da Ligas Camponesas (como lema “Reforma Agrária na lei ou na marra”) e no episodio da Guerrilha do Araguaia.

No Brasil existem vários movimentos organizados por camponeses, o que mais se destaca é o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), cuja proposta é a melhor divisão das terras brasileiras, exigindo que o governo federal propicie medidas complementares ao simples assentamento, como a eletrificação e irrigação do campo, concessão de créditos rurais, e execução de programas que visem estimular a atividade agrária e a subsistência do rurícola e de sua família.


Julenilda Pereira (julenilda_pereira@hotmail.com)


REFORMA AGRÁRIA

A reforma agrária é necessária, em primeiro lugar,para a questão da justiça no campo. O campo tem sido palco da maior injustiça, porque grande parte transformou-se em latifúndio improdutivo.

A reforma agrária restabelece a democracia com a participação camponesa na terra. Não ser impedido, não ser enxotado, não ser perseguido, morto, porque busca o acesso à terra, tanto para os povos indígenas, quanto para os quilombos, como para os sertanejos e os lavradores, camponeses de modo geral. Então, a reforma agrária atende a esse apelo de redemocratização do campo.
Depois do ponto de vista das culturas, estabelece todo um universo cultural que é variadíssimo no Brasil. Umas coisas são as populações no semi-árido, outra, do centro-oeste do cerrado; outras das florestas, os ribeirinhos, com respeito à sua tradição, pela sua cultura. Isso é o que está na base da reforma agrária.

Com a eleição de Lula ocorreu uma revitalização desse sonho, pois ele colocou a reforma agrária como uma das coisas mais importantes para o processo de mudança no país a começar pelo combate á fome.

Com tudo há uma forte disputa e ela se explicita na dificuldade para desencadear efetivas iniciativas que conduzam a algumas mudanças na estrutura fundiária do país, devido as “pedras” e á “areia movediça “ que o governo Lula tem encontrado no caminho.

Mas acredita-se que um governo comprometido com o povo colocaria em prioridade a reforma agrária, dando as condições necessárias para o crescimento desta população, em qualidade, em cultura, em articulação e dando também, aquilo que foi sempre negado a população pobre. Sobre tudo das população negras.

O Brasil tem uma divida imensa com os povos negros que foram escravizados durante três séculos e depois, de uma hora para outra, libertados da escravidão, mas sem indenização nenhuma. A reforma agrária seria uma forma de restabelecer a justiça para com estes injustiçados da terra: índios, negros e camponeses.

Raimundo Pereira (rai_cleuza@hotmail.com)



O PMDB e o fisiologismo Político

O PMDB provém do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partindo da oposição durante a ditadura militar ( 1964 – 1985 ) no momento o PMDB é o maior partido brasileiro e se situa no centro, fazendo reformas para deixar as coisas como estão, que com seus votos os peemedistas procuram pleitear um espaço maior no governo Lula.

O partido do PMDB é o que mais transparece a ganância pelo poder seja com interesses ou vantagens pessoais ou partidários, muitas vezes suas ações políticas ou decisões são tomadas em trocas de favores, mas o certo é que nenhum partido que chegue ao poder hoje, no Brasil pode prescindir da participação do PMDB.

No entanto, é mais provável que na próxima eleição o PMDB não lançara candidato à presidência e tentará pleitear os cargas que lhe interessa para continuar no poder.



Os Desafios da Democracia na América Latina

O atual cenário político, econômico e social em que se encontra o Brasil e América Latina. Da década 60 até a década de 80 a América Latina e em especial foi governado por regimes autoritários e governos Liberais e Neo Liberais que não trouxeram desenvolvimento, estabilidade econômica, social e política para este continente. Por isso, que a partir de 1998 foram eleitos e reeleitos Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, Daniel Ortega, Rafael Correia, Nestor Kaichner, Michele Bachelet,René Preval, que são governos de esquerda e progressistas que terão um grande desafio de alterar o modelo de desenvolvimento vigente a décadas, para um novo padrão em que o crescimento econômico se articule com a democracia e acabe com as exclusões sociais.Hoje, do Alasca à Patagônia, em particular na América Latina, vivemos uma situação especial na história, em que os povos não aceitam mais as políticas impostas por Washington, Banco Mundial, FMI que ameaçam afundar a humanidade em guerras, miséria, desemprego,degradação ambiental e desagregação nacional.

Percebemos que é uma verdadeira revolução democrática, que nos desafios na América Latina e no Brasil para ser consolidada. No Brasil, com a eleição e reeleição de Lula diminuiu-se a miséria, criou-se milhões de empregos, o salário mínimo teve aumento real, realizou-se políticas sociais. Cabe agora ao governo executar uma política econômica que combine crescimento com forte distribuição de rendas. Com medidas que democratizem a política, comunicação, soberania nacional e integração continental. Também se faz necessário implementar e aperfeiçoar as reformas:Agrária Urbana ,Educacional, além de ampliar o SUS e democratizar a mídia. Portanto, quando os regimes autoritários são cogitados, é bom lembrar o legado que a ditadura militar nos deixou. ´por isso a democracia em nosso país está se consolidando tanto no aspecto econômico como político e social, mas há, ainda muito que avançar. No tocante, a um provável plebiscito,o povo entender que poderá estender o mandato do Presidente Lula é democracia se fazendo presente, já que é o povo quem está decidindo.

A democracia é fundamental para o país, ainda mais um país como o nosso, onde há uma diversidade cultural muito rica.

Ana Cristina Silva, Avaneide Macedo, Jane Meire, Marluce Silva, Sonia Bomfim, Vanusa Farias - Formandas em Sociologia – Unijui.



Os desafios da democracia na América Latina

Em minha opinião, a democracia que exercemos na é satisfatória. De que adianta sermos livres para escolher em quem votar, se quando cobramos não somos ouvidos. Uma democracia que beneficia poucos, somente aqueles diretamente envolvidos no dia a dia do governo. Nossos governantes
deveriam abrir os olhos e não pensar somente lucros, mas no bem estar social e econômico de cada um. São inúmeras famílias que não tem o que comer por quatro longos anos, ao final desse período trocam seu voto por uma cesta básica. Será que isso que chamam de democracia?

Somos constantemente influenciados pelos meios de comunicação, como TV e rádio, e de certa forma acabamos fazendo o que nos induzem. Não sei até que ponto essa democracia que temos é válida e benéfica. As leis da forma que são, muito raramente são cumpridas.

A idéia de um terceiro mandato consecutivo pelo atual presidente do Brasil, no meu ponto de vista, é um atraso para o desenvolvimento do país, e com certeza diminui as chances da consolidação e de fortalecimento da democracia no Continente, mas principalmente no Brasil.

Andressa Feyh - andressa.feyh@unijui.edu.br



Cirurgia plástica, a beleza falsificada.

A humanidade passa por processos de transformação a todo tempo e cada momento histórico revelando características novas e deferentes das anteriores e pegando todos de surpresa. Os valores, os princípios morais, éticos, sociais, econômicos, estéticos, políticos e humanistas sofrem ou passam por modificações e dessa maneira, o processo civilizatório também sofre estas conseqüências e o objeto desta metamorfose é o homem, que para validar esta realidade refaz, constrói seu ser, fazer e agir.

Neste momento histórico em que vivemos o mundo também passa por profundas transformações em todas as esferas políticas, econômicas, sociais, ideológicas, éticas e isso traz um grande desequilíbrio muito grande nas pessoas e com isso, impõe uma grande insegurança na humanidade. Não temos certeza de nada e, por conseguinte, duvidamos de tudo. A forma única de se ver as coisas e a realidade não mais atende as perspectivas da atualidade.

Há uma razão moderna de ser neste momento que se caracterizou como modernidade e nesta concepção política, econômica, estética, social existe uma lógica a ser perseguida incansavelmente, que é o consumismo. Esta razão de ser é imposta ao homem de varias formas e dentro de uma perspectiva de que este individuo necessita ter para alcançar a felicidade, o prazer, e neste sentido, precisa ter uma beleza individual que atenda e responda a realidade em que vive. Daí, procura meios a todo custo para conseguir modificar sua estrutura física natural.

Nesta perspectiva, algo leva o individua tomar atitude de se tornar belo, bonito, incluído no rol das estrelas e dos ídolos. Esta nova forma de ver, sentir e compreender a realidade parte de princípios apreendido/vivido/convivido/compartilhado neste processo de massificação de uma lógica moderna de existência que desvincula o homem da condição de ser uma potencia de múltiplas belezas existenciais para uma vertente de algo consumível, superficial, aparente e momentânea.

A razão imposta, por uma beleza aparente, faz o individuo modificar suas concepções, princípios identitários em sua vida e por conta disso, acaba caindo nas armadilhas da modernidade capitalista desumana. O advento das cirurgia plásticas é um chamado do consumismo que não preserva as identidades. Desnaturalizar o corpo para servir a superficialidade e se incluir e se tornar uma estrela é o pensamento de muitos que vê neta razão de ser o caminho da e para a felicidade.

Portanto, que identidade pessoal, social, estética, ética e moral está construindo uma pessoa que recorre a esses artifícios? Que razão de ser se tem quando se toma uma atitude dessas? O que se pensa da vida quando se realiza algo desta natureza? O que é beleza neste contexto? Estas perguntas estão presentes em nossas mentes e são respondidas a partir do lugar que compreendo as minhas implicações sociais, políticas e existenciais. A beleza é algo muito pessoal e de grande amplitude humana, assim diz Kant sobre o que é belo, o belo é aquilo que agrada universalmente, ainda que não se pode justificar intelectualmente.

Julival Alves (julival51@hotmail.com)


Os desafios da democracia na América Latina

Como se constrói um modelo político democrático? De onde vem à democracia? A quem interessa? Como viver e conviver num regime democrático? As pessoas compreendem o que seja esta democracia tão falada? Se a democracia é o regime mais cobiçado, por que nela se encontra graves problemas sociais, políticos e econômicos não resolvidos? O regime democrático deve ser simplesmente representativo ou precisa ser participativo? Estas são algumas questões que faço para nortear uma reflexão acerca da democracia na América Latina.

Pensar na democracia latina-americana é está sempre se perguntando, inferindo, problematizando, não aceitando o que está posto, sinalizando sobre como fazer política neste continente, porque em matéria de política esta situação não é clara, não se evidencia uma concepção política firma, sistematizada, participativa, humanista, onde a população possa construir juntamente com os governos uma sociedade mais justa e equilibrada.

Nesta perspectiva, se observa que neste continente o modelo político implementado traz consigo raízes de autoritarismo, a partir de uma ideologia moderna capitalista que subtrái os anseios das populações. Os problemas sociais não são prioridades nesta lógica política e dessa maneira, se construíram uma camada política que acabou comandando o fazer, ser e existir na forma de conduzir as ações política administrativa desta região.

O Estado, nesta concepção, executa de forma autoritária ações que legitimam um modelo anti-social moderno capitalista, separando de forma bruta a realidade social e as ações governamentais. A sociedade menos favorecida se posiciona na condição de dependência dos serviços sociais, ela não participa do processo de construção da sociedade.

Não se pode falar em democracia se assistimos grande parte da sociedade alijada do processo social. Um regime democrático que se preze deverá incluir a sociedade e com ela construir uma realidade que permita a todos uma vida mais justa e verdadeira. Neste sentido se observa uma lógica de centralização política e a personificação do poder nas mãos de uma só pessoa. Este regime representativo presidencialista legitima uma razão de ser que unidireciona as ações, uma única pessoa decide a vida de uma nação do jeito que compreende que seja.

Neste pensar, se percebe que as vozes, as manifestações, os movimentos populares não são ouvidos. Há uma razão política enraizada na classe política de sustentar e legitimar um regime que anula as manifestações e a fala do povo. Há uma razão que amordaça qualquer tipo de movimento social de reivindicação e, quando acontece, à força do Estado está presente para aniquilar tal movimento.

Pensar na democracia Latina americana é passar por todos estes desafios e acima de tudo, compreender que a história política desse continente foi construída por muitos através de um fazer autoritário e hoje, o que há são resquícios de um modelo atrasado, colonial, autoritário e anti-social. Reconstruir este modelo é a tarefa desta sociedade, apesar de no memento, não se sentir esta segurança, pois, vemos um presidente, Hugo Chaves, experimentando uma forma disfarçada de autoritarismo, onde o mundo está assistindo este individuo mudar da forma mais sórdida possível à constituição de seu país para se beneficiar. Fica difícil pensar numa democracia quando temos líderes políticos desta estirpe.

Julival Alves (julival51@hotmail.com)



Os Desafios da Democracia na América Latina

A que ponto chegamos ! Se por um lado vivencia-se a consolidação da democracia no país, completando 24 anos de idade, por outro conforme demonstra a pesquisa do PNUD as pessoas estão preferindo até mesmo o autoritarismo, desde que funcione. Os problemas de ordem social, econômica de distribuição e gerenciamento das nações em especial da América Latina ganham proporções tamanhas que o povo prefere abrir mão das conquistas sociais como o caso da democracia, pelo desespero de ver a lei ser cumprida, de ver as instituições estatais cumprindo seu papel.

Pode-se verificar que a crise do contrato social moderno consiste na predominância dos processos de exclusão sobre os processo de inclusão (Santos). Considerando que as garantias democráticas necessitam exatamente do oposto, ou seja, da inclusão traduzida na participação da sociedade civil organizada por óbvio que as incertezas se agudizam ainda mais nos processos sociais.

O mundo, e não somente a América Latina sofrem de uma apatia política progressiva, em que o espaço público ( a àgora), para união ou aproximação entre público e privado deixou de existir. E o preço da má política é o sofrimento humano (Bauman 2000).

Em suma, a conseqüência neoliberal para o indivíduo foi e é essencialmente a reafirmação individual, a autenticidade do eu, imiscuída do sentido de solidariedade humana. Os sofrimentos oriundos do sistema não podem ser curados pela partilha de sentimentos. A afirmação do individual faz com que a aproximação com o outro se torne um pesadelo, contrário á lógica vivenciada. Mas a amargura deste modo de vida, se demonstra pelas agruras sociais impostas e principalmente pela apatia do ser democrático, que mesmo se questionando não consegue mais dar as mãos ao vizinho do lado pra enfrentar a batalha.

Enquanto a lógica se perpetua, destaques democráticos, como a possível perpetuação do governo Chaves e outros absurdos por aí afora vão se consolidando.


Infidelidade Partidária

Falar sobre política tornou-se um assunto polêmico, devido a vários casos de corrupção que a anos estão nas páginas dos jornais e nas tvs do Brasil. Vários políticos estão envolvidos, alguns tentam se estabelecer do lado dos partidos que possuem menos casos de corrupção, sendo assim considerado ainda bem vistos pela maioria da população ou partidos considerados fortes para que possam se eleger, buscando benefícios imediatos para estar no poder.

Acontece que após estarem eleitos, muitos dos candidatos trocaram de partidos para terem mais chances de estar em posições melhores no governo ou procurando sempre o beneficio próprio. Essa situação vem sendo bastante discutida nos últimos dias, pois segundo a justiça o mandato pertence ao partido e não ao candidato o que ocasionou a perda desses mandatos por muitos, de vários escalões da nossa política.

A justiça eleitoral deve ser rígida para com todos esses políticos para deixarmos de ser um país desigual e pensar no bem-estar de todos. Quando houver realmente justiça para punir corretamente todos aqueles que cometem crimes contra a sociedade, podemos ser um país desenvolvido em todos os sentidos.

Aluna: Georgina Mª de Oliveira e Silva
FACE – Bahia


O lulismo é maior que o petismo?

Sim, o lulismo com certeza é maior que o PT.
Essa popularidade atribuída ao presidente Lula, não é somente percebida nas camadas mais pobres da sociedade mas em todas as outras classes sociais brasileira, sendo comparada ao populismo da Era Getulio Vargas.

As reformas políticas conduzidas pelo governo Lula não obteriam êxito se não estivessem pautadas em um governo com a liderança tida nas bases dos partidos de centro e direita, outro líder não conseguiria.

O lulismo dá continuidade a leitura tradicional de esquerda brasileira e rompe com o que havia de mais inovador do petismo, reaproxima a prática das esquerdas as praticas das elites políticas do país.

Aluna: Georgina Mª de Oliveira e Silva
FACE – Bahia



Os Desafios da Democracia na América Latina

Ao término do segundo mandato do governo Lula, completa-se 24 anos de democracia, o que é inédito, mas a muitas coisas para resolver de ordem estrutural.

No Brasil até o momento pode-se dizer que alcançamos uma democracia eleitoral e suas liberdades básicas, teríamos agora que lutar para consolidação de uma democracia cidadã e inclusiva, passando assim de eleitores para cidadãos.

Através de pesquisas percebe-se uma alta porcentagem de cidadãos que acreditam o presidente possa ignorar as leis para governar. A democracia ideal ( o associativismo, confiança e cooperativismo) teriam que ser aprimorados em busca da justiça social e da emancipação humana.
Por fim, pode-se afirmar a existência de frágeis instituições políticas, em que ocorre crises de ordem sócio-econômico e para isso é preciso outras formas e de controle e responsabilização dos atos administrativos de pessoas que ocupam cargos públicos.

elani.gutkoski@yahoo.com.br


 

O MITO: SARADO E CONSCIENTE

Ao que parece desde que os seres humanos tiveram concreta em sua mente a capacidade de raciocinar, passaram a tentar entender os fenômenos que ocorriam a sua volta. Porém, na falta de elementos científicos de compreensão, adotaram – ou se revestiram – das lentes do mito para descreverem o que era evidenciado.

O mito se moderniza, seus símbolos se modificam, mas continua sendo o mito. O ser humano se encontra carente de respostas. Seus anseios não se suprem. Bem por isso, se utiliza de novos elementos, elementos modernos, inseridos no contexto atual de sociedade, para tentar explicar aquilo que lhes parece nebuloso.

Em que pese não haver nenhuma relação entre a boa forma física e a ignorância, e a boa forma, como expressão de saúde deva ser incentivada sim, as incertezas fazem com que o homem moderno seja imediatista ao extremo, não arquitetando de forma planejada o futuro. É a política do fugaz, que tem como lema o VAMOS FAZER TUDO, E VAMOS FAZER AGORA.

A falta de perspectivas torna o homem um ser vazio, carente de projetos. Suas dúvidas fazem com que se apegue a conceitos superficiais, e a elementos criados por um conceito consumista, marqueteiro, o qual não importa o passado e, ao qual não se reflete o futuro.

A tecnologia, por sua vez, embora aproxime virtualmente as pessoas, as afasta fisicamente, e assim, o fenômeno do “encapsular” humano passa a ser um elemento da modernidade. As relações se tornam impessoais e superficiais, onde a amizade verdadeira e princípios como a transparência, a confiança e a boa-fé têm sido deixados de lado, substituídos pelo receio, medo, desconfiança, entre outros, como forma de auto-defesa contra o mundo externo, onde tem imperado a “lei do mais esperto” do inescrupuloso, que deixou de lado valores fundamentais ao bom convívio.

Assim, em um paradoxo imposto pela modernidade, quanto mais o mundo se cientificisa, maiores são as dúvidas dos habitantes da “nave Terra”. As bases que até então serviam de elementos solidificantes da sociedade como a família e o emprego – como forma de satisfação pessoal e não meramente financeira – tem seu sentido desvirtuado, lançando o indivíduo à própria sorte, o que resulta em uma séria crise de identidade.

Pode se dizer então que a geração atual carece de um fundamento, algo que legitime sua existência, e faça frente ao fugaz, que hoje se apresenta como característica dos atos da maioria. A realidade atual se traduz na frase proferida por Dalai Lama, quando questionado sobre o que mais lhe intrigava na humanidade; ele assim respondeu: O próprio ser humano, ... que vive como se jamais fosse morrer; e morre como se jamais tivesse vivido.

Então, vamos à academia sim, pois tal ato é uma forma de respeito para consigo mesmo, e com àqueles que convivem conosco; faz com que nos sintamos melhores com nós mesmos, melhorando a aparência, e com ela a auto-estima, elemento fundamental para que se ensejem as mudanças. Mas permaneçamos na tal academia por no máximo uma hora e trinta, o que já é suficiente, e aproveitemos as outras vinte e duas horas e meia restantes do dia para dar um sentido à vida, não apenas individualmente, mas em sociedade, de forma sustentável, desenvolvendo principalmente o ser, e, por conseqüência, o mundo a nossa volta.

Renato Mesquita Filho


Os desafios da democracia na América Latina.


Para iniciarmos uma reflexão sobre a democracia é necessário a principio suscitar um questionamento: Vivemos em uma verdadeira democracia?

Democracia significa governo do povo ou poder do povo, onde a institucionalização do poder do Estado vem da vontade e do consenso da maioria da população. Sempre nos deparamos com políticos exaltando a democracia de nosso país e se utilizando dela como justificativa do próprio governo ou de feitos alcançados.

Entretanto, percebemos que a democracia atualmente é vista apenas como forma de organização política (Touraine), aonde os eleitores vão até as urnas e elegem seus representantes, esquecendo – se de que a idéia de democracia está associado a espaço político onde o sujeito é capaz de reconhecer –se e libertar-se , onde possa expressar suas indignações, reclamações e vontades.

Analisando todos esse pontos, fica difícil imaginar que no Brasil há uma democracia onde o acesso à cultura e à educação é praticamente restrito a uma pequena parte da sociedade, onde a corrupção avança com a impunidade e o descaso com a diversidade e identidade social e cultural tem-se alastrado.
A responsabilidade pela construção de uma nova consciência política e democrática é de todos nós. Cabe ao sujeito, cidadão, ator social reavaliar os ideais democráticos desse país e pensar em democracia não como algo dado, mas sim, como algo a ser construído.

Claudia Gonçalves dos Santos (claudiasociologa@hotmail.com)

Algumas reflexões...

Os desafios da democracia na América Latina são muitos. A administração pública brasileira continua burocrática e a participação popular se dá somente a nível de discursos.

Acredito no modelo de gestão social, que aparece como uma alternativa de gestão pública, na qual, nas palavras de Tenório (2002, p. 134), o cidadão é o sujeito privilegiado de vocalização daquilo que interessa à sociedade nas demandas ao Estado e daquilo que interessa ao trabalhador na interação com o capital. Isto é, a cidadania é vista não apenas como a base da soberania de um Estado-nação, mas também como expressão do pleno exercício de direitos exigíveis em benefício da pessoa e da coletividade.

Habermas (1987) na sua idéia de mundo da vida, mostra a racionalidade dos indivíduos mediada pela linguagem e comunicatividade. Na teoria da ação comunicativa a única força admissível é a força do melhor argumento, o que está em questão é exclusivamente o potencial de racionalidade de cada posição assumida, e vencerá aquela posição que puder apresentar os melhores argumentos.

Sob o mesmo ponto de vista, Tenório & Rozenberg (1997) afirmam que quando a participação é concedida, dificilmente se verifica um processo de internalização desse direito por parte dos beneficiários. A participação requer consciência sobre os atos e que os envolvidos possuam compreensão do processo que estão vivenciando. Somente a participação consciente possibilita o reconhecimento das relações de interesse e poder que estão associadas ao processo participativo.

O objetivo é construir um Estado que responda às necessidades de seus cidadãos, que reconheça que a comunidade tem capacidade de contribuir para o seu próprio desenvolvimento. Se houver vitalidade democrática, podermos construir um novo modelo de administração pública.

Sabrina Dallepiane – Aluna do Mestrado em Desenvolvimento da UNIJUÍ


Os Desafios da democracia na América Latina.

As eleições para Presidente no decorrer dos últimos 24 anos de democracia ininterrupta deram ao Brasil um avanço significativo para a história política do país. Mas se conquistou no Brasil, uma democracia definitiva e genuína, porem questionável na sua essência porque é preciso que esse sistema seja de inclusão, onde o cidadão seja mais participativo e que os problemas sociais e econômicos renda-se aos anseios da sociedade.

Mais da metade dos cidadãos latino-americanos estariam dispostos a aceitarem um governo autoritário, enquanto outra parte estaria a favor de uma administração progressista, mesmo que colocasse em risco a democracia apesar da participação da sociedade ser primordial na busca de uma democracia ideal, com justiça social, emancipação humana e de uma política plena.

Alem da democracia autoritária, que já faz parte da cultura latino-americana, impera também, um sistema delegativo, criando frágeis instituições políticas onde existe a corrupção patrocinando crises de ordem socioeconômicos, silenciando e deixando venerável a opinião publica, que fica exposta ao autoritarismo do Presidente da Republica e de sua equipe pessoal.

Finalmente, a sociedade e a mídia, devidamente organizada, podem criar mecanismos para controlar e punir os desmandos e o excesso de poder praticado pelo governo través de sanções legais. Precisa-se urgentemente fortalecer a democracia e ensinar ao povo os seus direitos de cidadão e de eleitor, em primeiro lugar temos que dar um basta a qualquer plebiscito sobre o terceiro mandato de Lula, e a perpetuação de Chaves no Poder, isso seria uma vergonha para a democracia na América Latina.

Jorge Bomfim de Jesus Melo – Aluno do curso de Sociologia – FACE Ba.


"OS DESAFIOS DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA”


Na América Latina e, em especial, no Brasil, a Democracia passa por desafios que colocam em choque um processo novo, que ainda está em construção.

Isso se dá, principalmente, pela contradição existente entre crescimento da democracia e agravamento dos problemas estruturais da sociedade brasileira, sobrecarregada pelo elevado custo social que vivencia na atualidade.

A herança dos regimes autoritários assombra o cenário político dos países da América Latina, fazendo com que as fraquezas de outrora se façam sempre presentes. E, com a característica de apresentar um misto de relações e de instituições políticas, muito do sucesso do processo democrático vai depender da liderança que o está comandando.

Segundo Weffort, “uma liderança anti-democrática (ou incompetente) pode talvez destruir” enquanto que “lideres democráticos e competentes podem restaurar e reconstruir” (1992, p. 8). Só que tanto no caso da América Latina quanto no caso especificamente do Brasil, carecemos de líderes democráticos autênticos, assim como de instituições verdadeiramente democráticas, ainda mais porque não há fidelidade partidária e sendo um processo democrático extremamente novo, os próprios lideres são oriundos dos períodos de ditadura.

Além de tudo isso, há o fato de a cidadania não poder ser exercitada plenamente, já que nestes países faltam condições sociais básicas para a maioria da população. Este aspecto, somado aos fatores destacados acima, possibilita demonstrar que as lideranças não revelam responsabilidade para com a representação que exercem, gerando a incerteza sobre saber se estão trabalhando para a consolidação do regime democrático ou somente para viabilizar interesses particulares.

São tantas as discrepâncias entre o modelo de sociedade e de governo que almejamos, que até os membros da população que não têm acesso a estudos detalhados sobre o assunto podem afirmar categoricamente que estamos longe de possuir um processo democrático que, entre outras coisas, seja cidadão e inclusivo. No entanto sabemos que, mesmo em meio a um período de tantas transições, é ao cidadão que cabe o destino de sua própria sociedade e, portanto responder e reagir aos inúmeros desafios que ora se apresentam.

WEFFORT, Francisco. Novas democracias: Que democracias? Revista Lua Nova, número 27-92, p. 5-29.

Vera Eliane dos Santos Grimm
Mestranda em Desenvolvimento – Unijuí/RS


O futuro da política brasileira

O Brasil precisa urgentemente de uma reforma em sua estrutura política para que os representantes eleitos pelo povo, possam desenvolver suas funções com mais seriedade, justiça, eficiência e honestidade.

Diariamente assistimos graves acusações feitas aos políticos, que se aproveitam do cargo para aumentarem suas contas bancárias, à custa do nosso dinheiro, do dinheiro público. Diante de tanta corrupção e de tantos descaminhos no cenário político brasileiro, é chegada à hora de questionar, também, a nossa responsabilidade como eleitor, quando escolhemos para nos representar, homens e mulheres que não têm nenhum compromisso com a ética na política, que praticam irregularidades, aceitam subornos e ainda são reeleitos. Enquanto eles “nos representam” com seus megas salários, o brasileiro que consegue entrar no mercado de trabalho recebe por mês, um salário mínimo.

No entanto, a reforma política tão sonhada e desejada por todos, só existirá, quando houver uma mudança de postura ética dos legisladores e uma tomada de consciência das pessoas através da educação. Uma educação de base, com qualidade, renovadora, que prepare o cidadão para o exercício da cidadania, onde todos sejam conhecedores de seus direitos e praticantes dos seus deveres, onde o interesse passe a ser coletivo, as propostas sejam voltadas para solucionar os problemas econômicos e sociais e não existam mais as políticas de clientelismo, dos favores em troca do voto.

Cícero Niury Oliveira
Graduando em Sociologia – UNIJUI


É sabido que a democracia tornou-se o regime político dominante no século XX quando alcançou-se o sufrágio universal. Hoje não deveria mais aceitar-se um conceito tão limitado de democracia. Considerando principalmente o cenário político com o qual nos deparamos, de centralização de poderes por parte dos políticos e da total falta de interesse no trato das questões sociais do povo brasileiro. Como se tão somente os seus “representantes” possam ter os seus direitos de cidadania garantidos, e aos eleitores de forma massiva restasse somente o descaso e o desprezo por parte daquele.

Infelizmente o povo brasileiro somente é lembrado em épocas de campanhas eleitorais, nas quais ocorre uma verdadeira competição entre os partidos e/ou candidatos pelo voto dos mesmos. Mas não é de se espantar, pois quanto mais miseráveis forem os eleitores, mais fácil de manobrá-los politicamente.

Embora os sindicatos tenham se organizado, partidos políticos de centro-esquerda tenham vencido as eleições, não contamos ainda com uma democracia efetivamente viável, no qual ocorra a participação dos cidadãos no processo políticos. Isso somente será possível quando o Terceiro Setor assumir o seu papel de intermediação entre a sociedade civil e os seus representantes. Nesse momento em que a globalização e a crise do Estado exigem o reexame das relações Estado/sociedade e Estado/mercado, o espaço público não-estatal desempenha o papel de intermediário.

Nesse sentido, para Boaventura de Souza Santos e Leonardo Ayritzer, a democracia participativa é uma das principais formas das quais a emancipação social está sendo reiventada no início do século XXI. Reconhecem que novos atores devem ser levados em conta no processo democrático. (apudBRESSER-PEREIRA.Luiz Carlos.Democracia republicana e participativa. Disponível em: http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/04-85Democracia Republicana&Participativa-CEBRAP.pdf. Acesso em julho de 2007.

Ainda cabe colacionar a posição de Putnam o capital social de uma dada comunidade ou Estado-nação será tanto maior quanto mais forte forem as redes sociais entre os indivíduos. (apud BRESSER-PEREIRA.Luiz Carlos.Democracia republicana e participativa. Disponível em: http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/04-85Democracia Republicana&Participativa-CEBRAP.pdf. Acesso em julho de 2007.

Maris Angela Kunz
Mestranda em Desenvolvimento na UNIJUÍ - RS


Os desafios da democracia na América Latina

Apesar do Brasil ter melhorado de posição (de 12ª para 8ª posição) em relação à democracia latino-americana, a exclusão social que reina neste país ainda se mostra um grande empecilho para que a real democracia seja consolidada. A falta de moradia, o desemprego, a educação de péssima qualidade, geram uma incontrolável exclusão social, esta que leva a outros meios de se favorecer da política para cobrir as faltas que o próprio sistema criou ao longo dos anos. E é aí que a democracia vai se perdendo, onde um assistencialismo, um populismo e um paternalismo político, acirrados, desafiam a sociedade na questão de seus direitos e deveres de cidadãos democratas. A troca de favores entre eleitores e candidatos é tão vergonhosa que fazem do dinheiro público a fonte para manter esse processo, desencadeando, assim, o caos na administração pública do povo, pelo povo e para o povo.

Para que o Brasil se junte ao grupo de países com democracia latino-americana mais desenvolvida (Chile, Costa Rica e Uruguai), só vejo uma saída: educação de qualidade para formar os futuros cidadãos, onde a real democracia seja estudada já nas escolas, bem como a ética e os valores morais que se perderam no tempo. Por mais que se puna o administrador corrupto, o caráter destes adultos já está formado disvirtuosamente. O que vemos é o escândalo de equipes que julgam, de repente também estarem envolvidos em graves atitudes que ferem a democracia. Se, através de um plebiscito, o povo entender que poderá estender o mandato do presidente Lula, é a democracia se fazendo presente, já que é o povo quem está decidindo.

Edelzuite Sodré Ramos da Cruz
Aluna do Curso de Sociologia – FACE - Ba



Olá Dejalma, lembra dessa canção???

“Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse”

Será que estamos num país democrático???? Muitos pensadores argumentam que as democracias não são realmente democráticas, mas na verdade apenas uma ilusão criada pelas classes dominantes, que exercem o poder real. Na análise comunista, a classe trabalhadora nas democracias não tem um voto realmente livre, já que as classes dominantes controlam a mídia e o público em geral já foi doutrinado pela propaganda da classe dominante.

Vale lembrar também que a América Latina tem um legado histórico pouco propício ao florescimento da democracia, pois não podemos esquecer do patrimonialismo colonial, a escravidão, o latifúndio, o mandonismo local, sob as formas do coronelismo, do caciquismo e do caudilhismo e manifestações correlatas na cultura de submissão, clientelismo e dependência dos estratos inferiores para com os superiores. Também, sobretudo ao longo do século XX, marcaram nossos países o corporativismo, o intervencionismo militar na política, a constante quebra da legalidade e as interrupções da evolução partidária, entre outros aspectos.

O cientista político Robert Dahl, um dos pensadores contemporâneos mais interessados na questão democrática, distingue, na evolução das sociedades em direção à democracia, duas dimensões, que devem ser olhadas simultaneamente. “Uma é o grau em que a sociedade permite a existência de oposição pública (ou seja, não confinada às discordâncias no interior do grupo governante, sem publicidade). A outra, o grau de expansão da cidadania política, pelo direito ao voto (e, correlativamente, o direito de ocupar cargos eletivos) estendido a número cada vez maior de pessoas.”

Portanto buscar uma situação social e econômica mais igualitária é um pressuposto da implantação estável da democracia, sem essa condição, o conflito político tende a ser muito polarizado, com características de guerra de classes, em que um grupo não pode correr o risco de ver o outro assumir o poder, porque isso poderá implicar danos irremediáveis à sua situação.

José Adair Chaves – formando de sociologia – jxavierster@gmail.com


Os desafios da democracia na América Latina

Penso que a partir da democracia é que podemos exercer nosso papel de eleitor, onde votamos em quem achamos que merece a nossa confiança, também o regime democrático nos dá o poder de fazermos apontamentos ao sistema imposto pelo governo. Acredito que com a democracia estamos caminhando para um Brasil melhor, devemos lutar pelos problemas sociais reivindicar nossos direitos.

No entanto a democracia deve ser séria, e deve respeitar os direitos humanos e também as leis vigentes, eu particularmente não gostaria de ver o Brasil com um outro sistema político, pois se trata de um país muito extenso, e as falcatruas iriam continuar acontecendo, em minha concepção concordo plenamente com o artigo onde está escrito que deve haver órgãos externos que fiscalizem as ações do governo, também podendo punir no caso de fraudes.

Portanto, acho que a democracia é fundamental para o país, ainda mais um país como o nosso, onde há uma diversidade cultural muito rica. Acredito que a política de um país nunca vai chegar a agradar a toda a sua população, pois quando está bom para uns está ruim para outros.


Sem mais... MARCOS MARCELO NACHTIGALL
ALUNO TEORIA POLITICA A DISTANCIA


Prof. Dejalma minha pequena contribuição.

A Democracia no Brasil é recente mas pode-se dizer que avançou bastante, embora muitos são os desafios a serem enfrentados para a consolidação de uma Democracia inclusiva, mais cidadã.

Um dos grandes problemas é que o cidadão possui apenas um único poder que é o voto, através dele escolhe seus representantes e entrega assim as decisões a uma pequena elite política suspeita de usar o Estado para benéficio pessoal e os interesses do povo ficam esquecidos, e um povo que não disponha de condições básicas para uma vida digna não estará em condições de exercer a soberania, que segundo o ideário democrático, é o seu papel, triste ciclo vicioso....

A qualidade da Democracia é uma condição indispensável para um desenvolvimento equitativo e sustentável, para a cosntrução de uma Democracia sólida, governo e sociedade devem manter uma relação horizontal num processo de diálogo e ação para o desenvolvimento social, político e econômico de um pais.

A Democracia requer o desenvolvimento integral da cidadania.

Quanto a Hugo Chavez, presidente da Venezuela citarei Simon Bolivar, pois resume tudo o que penso sobre este governo: "Fujam do país onde um homem só exerce todos os poderes. É um país de escravos".

Um Grande Abraço

Aline Luciane Lopes- Aluna do Mestrado em Desenvolvimento - UNIJUI


O Mito Nosso de Cada Dia

“Só a reflexão pode explicar o mundo e entender a vida.” também recorremos á história do passado para entender uma reflexão sobre o momento atual, porque para nós essa ciência, a sua alma, contempla o seguinte: em momento algum se explicam fenômenos sociais sem compreender a dimensão histórica que eles carregam, sem compreender a dimensão social do momento em que vive. "O mundo tornou-se uma "aldeia global"(comunidade única)." Consumir transformou-se em um dilema pontiagudo e uma obsessão incontrolável dos tempos modernos. por outro lado, estamos certos de que está errado que uma multidão não tenha condições para adquirir os produtos de necessidade básica. E isso se deve á contradição que dá sustentação ao capitalismo globalizado.De outra parte,há uma ordem que parece vir de todos os quadrantes do mundo e que estimula o consumo para além das necessidades.

Como seres coletivos que somos, temos o direito de consumir segundo as nossas necessidades, mas não podemos transformar todo os desejos emergentes em necessidades!

Ana Cristina Silva, Avaneide Macedo, Jane Meire,

Marluce Silva, Sonia Bomfim, Vanusa Farias.

Formandas em Sociologia - Unijui


COMENTÁRIO REFERENTE O ARTIGO SOBRE OS MITOS DO DIA 03-11-2007

É Verossímil que a sociedade historicamente tem se potencializado a partir da crença em determinados mitos, que acredita ser a explicação mais obvia para certos tipos de comportamentos.
Mais certo ainda, é que a ciência trouxe em si a crença, de que poderia resolver todos os problemas da humanidade, o que de fato não ocorreu. O progresso se deu concomitante à destruição dos recursos naturais, à exclusão social acentuada, principalmente nos países subdesenvolvidos, a fome que é sem dúvida um dos maiores extremos deste paradoxo, uma vez que, quanto mais são criadas modernas técnicas de melhoramento genético e aumento da produtividade, maiores são as cifras da fome no mundo. Sem falar na tecnologia que acaba gerando a destruição do homem pelo próprio homem.

A globalização é para poucos, ou seja, para aqueles que têm “condições” de competir com objetivos cada vez mais individuais é claro. A busca da satisfação pessoal tornou-se uma obsessão centrada no “ter” acima de tudo. O imediatismo é a palavra chave dentro do contexto de bem-estar. Atingir os padrões de beleza que a mídia nos oferece, das mais variadas formas, transformou muitas mulheres em “escravas” de tratamentos dos mais variados tipos para “concertar” qualquer “defeito” indesejável. E o pior é que muitas vezes a valorização feminina tem se subordinado a certos estereótipos fixados como padrão pela sociedade moderna.

A felicidade para muitos tem sido sinônimo de aquisição de bens de todos os tipos e, como se não bastasse, o mito do “dinheiro fácil” tem sido o impulsionador de várias práticas perversas que se tem vivenciado. Ser honesto passou a ser sinônimo de ingenuidade. É incrível, mas percebe-se que em pleno século XXI o mundo parece estar retrocedendo em certos aspectos. É uma reflexão que com certeza dará ainda muito “pano pra manga”.


Elisa Adriana Haubert Vanoni
Cleder Marcelo Ohse Ecker
Adriano Mauss
Mestrandos em Desenvolvimento - Unijui


Achei bastante relevante esse artigo sobre “O mito nosso de cada dia” é o relato do nosso quotidiano, as pessoas estão perdendo a essência da vida, da natureza, a beleza e o consumismo tornaram-se fatores predominantes na vida dos indivíduos, o conceito de família praticamente não existe mais, as pessoas cada vez mais restrita a si mesma no seu mundinho fechado, a concorrência pelo poder, enfim estamos trilhando um caminho sem fim no qual a natureza, a vida em grupo, a família entre outras coisas que há pouco tempo era sinal de qualidade de vida esta ficando cada vez mais escasso.

Penso que ainda é tempo para mudanças, enquanto seres formadores e transformadores de opinião, temos a obrigação de reverter essa história.

Cristiane Vilas-Bôas - Face-Bahia/Unijui


Uma pequena contribuição...

O homem, ser dito racional, parece não ter sido muito racional ao longo da história da humanidade. Acreditou-se que com o progresso e desenvolvimento tecnológico a felicidade estaria garantida para todos. Infelizmente não se previo que com todos os avanços da ciência viriam conseqüências desastrosas devido a ganância infreada.

Vivemos hoje em um mundo individualista, movido pelo poder (de poucos) e que exclui uma imensa maioria, que sobrevive como pode. O mito? Penso que as pessoas precisam acreditar em algo que lhes conforte em meio a tantas disparidades, algo que lhes dê uma “esperança” de que o futuro pode ser melhor. É por isso que cada pessoa acaba por acreditar em algum tipo de mito, amuleto, reza, simpatia, crença, ritual e assim por diante.

Com relação a felicidade, infelizmente a maioria das pessoas está a sua procura, ou melhor, juntando o dinheiro de cada mês para ver se consegue comprá-la, o grande problema é que a felicidade não está a venda; problema não, solução, mas essa pelo jeito não é a preocupação.

Sabrina Dallepiane – Aluna do Mestrado em Desenvolvimento da UNIJUÍ


O mito nosso de cada dia

O texto nos mostra que não podemos ficar criando mitos para acreditar na solução dos nossos problemas. O homem deve rever seus valores e comportamentos, a fim de viver melhor, seja no convívio em sociedade, seja na relação como o meio ambiente e tudo o que o cerca.

Na verdade, o homem foi evoluindo sem se preocupar com as conseqüências de seus atos: na medida em que a evolução significava destruir o meio ambiente, era entendido como um mal necessário, cuja solução seria pensada posteriormente – acreditava-se que, de alguma forma, a ciência resolveria o problema ; se o sucesso dependesse da exploração do outro, era considerado aceitável....

Enfim, o homem evolui sob a clássica justificativa de que “os fins justificam os meios”, até o momento em que os “meios” se tornaram insustentáveis....

O resultado desse comportamento é o mundo em que vivemos hoje: o meio ambiente degradado, as relações humanas esfaceladas, os valores deslocados.

A atual geração precisa se conscientizar que é hora de repensar seus valores, atos e omissões, a fim de buscar um futuro digno de todo esse “progresso” – caso contrário o “fim” será justificado pelos “meios”...

Sonia Carvalho, Elivana Marambaia, Jandira Barros e Nilzete Silveira.


O mito nosso de cada dia

O mito é um elemento da imaginação que prevalece na sociedade, estabelece linhas de conduta e regras de comportamento, fazendo com que crenças e costumes sejam aceitos como corretos, uma explicação para os medos. A vida e os mitos se fundem e confundem, se adaptam e se submetem, e, com isso, se torna fácil a manipulação das massas, pela crendice popular.

O progresso fugiu do controle, beneficiou alguns da sociedade enquanto a maioria sofre com a exclusão, deixando aparente o abismo social entre ricos e pobres, acentuando a diferença entre o ter e o ser. O mito da modernidade mostra sua face mais dura, onde o progresso, a cura, a riqueza e a igualdade não prevalecem para todos, se tornando intangível para a maior parte da população.

Com a globalização imaginamos que iríamos nos aproximar, mas nos afastamos, prevalecendo o individualismo e o ceticismo. Em resultado, ocorre a busca para preencher esse vazio que existe na sociedade, colocando-se mitos no lugar da solução.

Imaginávamos com isso que nos comunicaríamos com facilidade; em parte conseguimos isso com o acesso às informações. O universo é nosso, mas nós somos de quem?

Perdemos as relações, não sabemos mais o que somos e nem em quem confiar, pois também somos suspeitos. Impera o individualismo buscando suprir esse vazio, inserindo os mitos, depressão, drogas e religiões, entre outras formas de fuga da realidade e busca da solução dos problemas.

No consumismo se almeja comprar a felicidade para suprir o vazio existencial. Almeja mos ser vistos e admirados, mas nos transformamos em seres inanimados, superficiais, frios e distantes com essa exaltação pela a aparência, pelo consumismo, pelo ter. E o ser? O que ocorreu com o ser?! Quem somos? No que nos transformamos? Quais são os valores, a ética? Somos sarcásticos com nós mesmos, fazendo nosso corpo e mente necessitar de doses diárias de drogas para bem funcionar. Acabamos nos transformando em que? É neste contexto que proliferam novos mitos, que se estabelecem as relações entre as pessoas e o mundo dos mitos. Mas necessitamos de uma nova idéia para nos definir além desses mitos e seguir na luta diária pela sobrevivência.

Claudia Cristina Wesendonck - aluna do Mestrado em Desenvolvimento da Unijuí


O Mito

A respeito do artigo “O mito nosso de cada dia”, no que pertence às conquistas modernas e às questões pertinentes ao ser da pessoa, colaciona-se a doutrina de Boff (1999, p.34), que assinala nesse sentido, o modo de ser “cuidado”, a qual defende revelar de maneira concreta como é o ser humano.

Em crenças, atitudes, medos, superstições de quase todo mundo sempre existem alguns mitos; cada cultura ou grupo social tem os seus mitos. Em um mundo, digamos democratizado, temos a falta de valores éticos e morais, com a degeneração de educação; a violência e o crime organizado; a destruição da natureza e do meio ambiente, inseridos em nosso cotidiano, mas qual é o ponto desse mito que chamamos de atual, coloca o homem responsável por tudo isso? E as respostas são encontradas, a cada parâmetro, mito ou ideologia nos dias atuais.


Sandra Pinto / Face –Ba.
Maria do Carmo Carvalho


Comentário à respeito do artigo semanal “ O Mito Nosso de Cada Dia”
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Partindo da premissa que vivemos num mundo de provisoriedade, insegurança, incerteza, podemos além de refletir sobre conceitos, significados e valores, podemos também tentar reconstruí-los adaptando à realidade em que vivemos.

Assim, a ditadura do modo-de-ser-trabalho-dominação está levando a humanidade a um impasse crucial, e a reflexão se perfaz necessário para que pomos limites em certas coisas ou iremos ao encontro do colapso humano. (Boff, 1999, p. 98).

Ainda nas palavras de Boff (1999,p. 98) se pode compreender que “não se vê outra coisa no ser humano senão sua força de trabalho a ser vendida e explorada ou sua capacidade de produção e de consumo”, pois segundo ele 2/3 da população vivem sem qualquer sustentabilidade, inclusive a perda de como “ser” e ainda perdeu-se a criatividade, ternura, cuidado, espiritualidade, pois o modo de ser do mundo destrói aos poucos o planeta, e junto com ele a humanidade, que detém no mito a esperança de que algum dia as coisas em diferentes setores venham à melhorar.

Portanto, como sugestão de novo paradigma para que o ser humano conviva bem entre a natureza e o universo, seria segundo Leonardo Boff (1999, p. 99) o resgate do “cuidado”, ou seja, voltar-se a si mesmo e descobrir em reflexão medidas plausíveis ao desenvolvimento do mundo. Para o ser humano a tecnologia é útil, é bem vinda na praticidade de exercer tarefas cotidianas, mas a tecnologia não trabalha o sentido de ser, de agir, de pensar, e talvez nos falte essa capacidade de interagir consigo mesmo e buscar um desenvolvimento mais humano e menos tecnológico, ora, o mundo atualmente está em crise, porque não concebe mais dedicação, ternura, vocação, sentimento e coração, pois seres humanos parecem verdadeiras máquinas, já que o “cuidado” é a força que faz surgir o ser humano.

Contudo ressalva no pensamento de Boff (1999, p. 101) ao citar um psicanalista norte-americano Rollo May, na qual atende ao drama da civilização moderna e comenta:

“Nossa situação é a seguinte: na atual confusão de episódios racionalistas e técnicos perdemos de vista e nos despreocupamos do ser humano; precisamos agora voltar humildemente ao simples cuidado....; é o mito do cuidado – creio, muitas vezes, que somente ele- que nos permite resistir ao cinismo e à apatia que são as doenças psicológicas do nosso tempo”.

Assim, ao invés de acumularmos riqueza, capital financeiro para nos tornar grandes seres humanos, devemos como resgate á vida, acumular as coisas mais simples que existem nela, e elas não estão à venda, não necessitam grandes reflexões ou esforços, e sim, estão dentro de cada ser humano, estão à espera de um desenvolvimento mais humanitário e menos capitalista, estão à espera de um despertar humilde, solidário, de luta por um bem-estar social global ao alcance de todos sem desigualdades
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Para isso, não significa deixar de viver, de intervir, mas de viver sem a obsessão da eficácia, renunciar ao poder, recusar a dominação, de se colocar o modo de ser da humanidade como relevância seja ela qual for o desafio, assim, necessita-se reconstruir valores, desafiar novas rupturas, resgatar o modo de ser, tendo como relevância o ser humano, para somente depois buscar o “ter”, porque as coisas ideais para a formação de uma humanidade sem mitos, está dentro de cada um de nós, e o ser humano ainda pode recusar-se a se vender.

Anelise Regina Zambra (Mestranda em Desenvolvimento - Unijuí-RS.)

Bibliografia utilizada:
Boff, Leonardo. Saber Cuidar: ética do humano- compaixão pela terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.


Dejalma,

belíssimo artigo, sobre esse mito que nos assombra diariamente, até acho que ele tem uma direção, mas para isso precisamos retomar o velho Marx que afirmava: "Por meio de sua exploração do mercado mundial ,a burguesia deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países...As velhas indústrias nacionais foram destruídas ou estão-se destruindo-se dia a dia....Em lugar das antigas necessidades satisfeitas pela produção nacional, encontramos novas necessidades que querem para a sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas os mais diversos. Em lugar do antigo isolamento local...desenvolvem-se, em todas as direções, um intercâmbio e uma interdependência universais.." - Karl Marx - Manifesto Comunista, 1848 . Pois é, a interdependência de todos os povos e países do nosso planeta, também denominado "aldeia global". As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, radio, TV, internet e outros meios de comunicação, o mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de setembro, o atentado ao World Trade Center (as torres gêmeas), a invasão americana ao Iraque, quem não assistiu o Brasil penta campeão mundial de futebol. Com toda essa tecnologia a serviço da humanidade, da à impressão que o planeta terra ficou menor. Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofre influência direta dessa tal Globalização. Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e os exportam para outros, também podemos observar a fusão de empresas, tudo isso tem como objetivo baixar custos de produção, aumentar a produtividade, então produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo. Até ai tudo muito bem, mas onde esta o homem? o ser humano nisso?. A impressão é que o planeta terra ficou menor, portanto teríamos que estar mais próximos, mas sabemos que não é bem o que acontece. Apesar de todas as evoluções realmente nos sentimos em uma ilha, com pressões que partem de todas as direções em busca de resultados, a cada dia alguns tentam viver como se fosse realmente o último, nossa vaidade aflora, procuramos ter o melhor, viver o melhor, mas sempre a qualquer preço. Portanto precisamos realmente mudar, mudar nosso paradigma, mesmo que isso seja difícil, pois já que em geral está enraizado nas profundezas do inconsciente e por vezes não sujeito a questionamento ou atualização por feedback. Mesmo no meio científico isto ocorre: o próprio Einstein, que revolucionou os paradigmas da Física, teve dificuldades em aceitar a revolução seguinte, a da Mecânica Quântica. Max Planck (citado por Stanislav Grof no livro Além do Cérebro) disse que "uma nova verdade científica triunfa não porque convença seus oponentes fazendo-os ver a luz, mas porque eles eventualmente morrem, e uma nova geração cresce familiarizando-se com ela". Diante disso, mesmo assim precisamos crer e mudar, buscando a essência humana, homem, o ser que habita em nós.

Um grande abraço,

Adair – Formando de Sociologia da UNIJUI. – jxavierster@gmail.com


"O mito nosso de cada dia”

A respeito do artigo “O mito nosso de cada dia”, concordo com tudo que está escrito. Acredito que se não pararmos e criarmos um limite para esse busca incessante pelo progresso acabaremos com o nosso planeta sem nos dar conta do que estamos fazendo.

A criação do mundo e a inserção do homem neste são problemas, que naturalmente, despertam a curiosidade humana, e isto leva ao desdém para com o meio ambiente. Junto com a evolução da raça humana, vêem os importantes avanços na tecnologia, o rápido crescimento da população, onde o progresso foge do domínio humano, deixando o homem cada vez mais vulnerável as respostas que a natureza vem dando.

Penso que não é por acaso que enquanto em algumas regiões a chuva e tempestades destroem tudo, em outras o fogo não pode ser contido. Devemos rever nossos conceitos quanto a essa busca incessante por crescimento econômico e bem estar, até que ponto isso é bom. Não podemos nos esquecer que somos apenas mais uma geração passando pela terra, e as gerações seguintes, será que terá uma planeta Terra para desfrutar? É hora de refletirmos e nos conscientizarmos que temos limites e a natureza impõem limites.

Andressa Feyh (andressa.feyh@unijui.edu.br)


Comentários sobre o artigo semanal (02/11/07)

A respeito do artigo “O mito nosso de cada dia”, no que pertine às conquistas modernas e às questões pertinentes ao ser da pessoa, colaciona-se a doutrina de Boff (1999, p.34), que assinala nesse sentido, o modo de ser “cuidado”, a qual defende revelar de maneira concreta como é o ser humano.

Assim, o autor ao dar centralidade ao “cuidado”, aduz que isso significa: "[...] renunciar à vontade de poder que reduz tudo a objetos, desconectados da subjetividade humana. Significa recusar-se a todo despotismo e toda dominação. Significa impor limites á obsessão pela eficácia a qualquer custo. Significa derrubar a ditadura da racionalidade fria e abstrata para dar lugar ao cuidado. Significa organizar o trabalho em sintonia com a natureza, seus ritmos e suas indicações. Significa respeitar a comunhão que todas as coisas entretêm entre si e conosco. Significa colocar o interesse coletivo da sociedade, da comunidade biótica e terrenal acima dos interesses exclusivamente humanos. Significa colocar-se junto e ao pé de cada coisa que queremos transformar para que ela não sofra, não seja desenraizada de seu habitat e possa manter as condições de desenvolver e co-evoluir junto com seus ecossistemas e com a própria Terra.[...].(p.102)".

No mesmo sentido, Leonardo Boff, em relação ao modo-de-ser-trabalho destaca que a nossa civilização precisa é: " [...] superar a ditadura do modo-de-ser-trabalho-produção-dominação. Ela nos mantém reféns de uma lógica que hoje se mostra destrutiva da Terra e de seus recursos das relações entre os povos, das interações entre capital e trabalho, da espiritualiade e de nosso sentido de pertença a um destino comum. (idem)"

Enfatizando a natureza, destaca que pelo cuidado vê-se a natureza, bem como tudo o que nela existe como objeto, de modo que a relação com a natureza dá-se no sentido de sujeito-sujeito (Boff, 1999, p. 95). Portanto, diferente da maneira que a vivenciamos hoje, ou seja, de sujeito-objeto, numa relação de domínio sobre a natureza, como se fossemos senhores da mesma.

No que diz respeito à construção de um novo paradigma, “[...] que restabeleça as relações entre os homens com a natureza e com o próprio universo”, cabe destacar nesse sentido o que Alain Touraine defende: “[...] um novo dinamismo só poderá surgir a partir de uma ação que consiga recompor o que o modelo ocidental separou, superando todas as polarizações [...].” O que entende já estar evidenciado nos movimentos ecológicos, nas lutas contra a globalização. Ressalta que o movimento maior está nas mulheres, às quais atribui “[...] uma ação mais geral de recomposição de todas as experiências individuais e coletivas.” (2006, p. 242)

Referências:

BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.

TOURAINE, Alain. Um novo paradigma: Para compreender o mundo de hoje. Rio de Janeiro: Vozes, 2006.


Maris Angela Kunz - Aluna do Mestrado em Desenvolvimento da Unijuí - RS

 


05/11/2007


Os conselhos de saúde e a democratização participativa

Gilson Urbano de Araújo


A Democracia participativa pode ser traduzida como um meio para a realização dos valores essenciais da convivência humana, através da parti¬cipação dos cidadãos diretamente na ge¬rência dos atos estatais. Repousa sobre ela dois princípios fundamentais: o princípio da soberania e o princípio da participação popular, que conjugados tendem à realização dos valores da igualdade, liberdade e a construção da cidadania.

A nossa Constituição Cidadã, como diploma que institui a democracia, organi¬za e delimita os poderes do Estado, é dela a fonte da qual provém as garantias e liberdades individuais, bem como os meios de organização e sustentação de um Estado Moderno. Neste contexto, a nossa Carta Magna é considerada uma das mais modernas, pois nos qualifica como nação Republicana, institui o Estado Democrático de Direito e estabelece meca¬nismos de participação ativa não só através do voto, mas também do con¬trole aos poderes instituídos.

A Reforma Sanitária é fruto de nossas experiências de resistências contra o Estado Ditatorial e decisiva pela inserção do SUS na Carta Constitucional. O nascimento do SUS legitima a democracia participativa, pois se encontra amparada na participação da sociedade na gestão das políticas públicas de saúde.

É certo, que o Sistema Único de Saúde somente se aperfeiçoa na proporção em que o povo nele ativamente possa se inserir; na medida em que os representantes da sociedade, dos trabalhadores, prestadores e dos governos forma o conjunto qualificado para avaliar e/ou validar as proposições das políticas públicas. É democracia participativa operando e dando deliberalidade os atos por meios dos verdadeiros anseios populares. Estes mecanismos de controle social foram previstos na Constituição e são reforçados no ordenamento jurídico pelas Leis 8080/ 90 e 8142/90.

Certamente a construção do SUS, como política pública com dimensões nacional e fundamentalmente única política de Estado, só tem sido possível pelo seu caráter democrático participativo. A cidadania erguida e fundamentada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária é um objetivo a ser alcançado pelos representantes populares. Mas somente esses valores não seriam suficientes se não tivessem sido também incorporadas às praticas de avaliação e formulação das políticas governamentais e neste contexto é fundamental que os Conselhos de saúde tenham condições técnicas avaliar, fiscalizar, propor e deliberar através da participação popular.

Os Conselhos de Saúde são as instâncias de controle social do SUS e legitimam e se respaldam quando conseguem paridade entre os atores e autonomia de atuação. Mas é preciso que os gestores do SUS reconheçam os Conselhos de Saúde como espaços legítimos para a participação da comunidade em prol da construção e das conquistas na área da saúde. Pois o reconhecimento dos Conselhos de Saúde por parte dos gestores pressupõe a descentralização, a participação efetiva, a gestão compartilhada e transparência das políticas de saúde em cada uma das esferas de governo.

Para o Sistema Único de Saúde (SUS) o controle social é o mecanismo possível para dar plena eficácia aos postulados democrática legados em nossa Constituição Cidadã. A plena legitimidade dos Conselhos de Saúde passa pelo processo de qualificação para que seus possam fiscalizar e participar da elaboração das políticas de saúde. Para tanto se faz necessário o suporte humano através de capacitação dos conselheiros, o suporte financeiro através de recursos próprios para o custeio das atividades dos órgãos de controle e fundamentalmente a liberdade de ação. Estas condições materializam o es¬pírito da democracia participativa.

Certamente não é por falta de ordenamento jurídico e institucional que nos impedirá a prática da democracia participativa em nosso país. Basta-nos ousar cumprir a Lei e certamente seremos agraciados pelos bons fluidos dos imortais artífices do movimento sanitário, que nos legaram o maior e mais democrático sistema de saúde do mundo. E Viva o SUS!


* Ex-secretário de Saúde de Santa Cruz de Salinas, e adjunto de Saúde Rio Pardo de Minas, desde janeiro de 2005 é Secretário Municipal de Saúde de Várzea da Palma, Presidente do COSEMS Macro Norte de MG e Membro da Diretoria do CONASEMS.

 


O PMDB vem apoiando os partidos que elegem Presidentes da Republica nos últimos anos, com uma falsa moral de partido de centro. O fisiologismo político implantado pelos membros do PMDB vem favorecendo ao seu partido, mas não podemos deixar de lembrar que para a política Nacional isso vem deixando marcas profundas pela falta de compromisso com o povo Brasileiro, o PMDB é hoje o partido dos oportunistas, dos aproveitadores, um partido sem ideologia política, apenas se amparam no clientelismo político.

Na redação do professor Dejalma Cremonese, ele faltou lembrar de mais um dos Ministros do PMDB. O Ministro da Integração Nacional – Sr. Geddel Vieira Lima - PMDB Bahia.

Aluno - Jorge Melo.


Professor!

O PMDB, como está colocado em seu artigo é um caso típico de partido de centro. Neste cenário da política brasileira nos últimos anos, o partido, devido ao expressivo número de senadores e deputados tanto federais como estaduais que sempre elegeu conseguiu um grande poder de barganha. Por isso, embora nas últimas eleições não tenha lançado candidato majoritário à Presidência da República, o apoio deste partido é imprescindível a qualquer candidato que chegue ao Planalto. O PMDB sabe disso e usa esta "carta" de maneira a conseguir Ministérios e altos cargos nas principais estatais controladas pelo governo. Com isso, esteja no governo PT, PSDB ou qualquer outro partido, o PMDB continuará tendo voz ativa nas decisões. O que devemos nos perguntar é por que mesmo agindo desta maneira, o PMDB continua fazendo este expressivo número de Deputados e Senadores?Um abraço.

Luís Cesar Pacoff - Acadêmico de InformáticaUnijuí - Campus de Santa Rosa.


O PMDB e o fisiologismo politico

O PMDB surgiu no início de 1980, com a regularização do antigo MDB segundo as regras da recém-instituída Lei dos Partidos Políticos (de 20 de dezembro de 1979), que reimplantou o pluripartidarismo no Brasil – vale lembrar que os militares tentaram, com a nova lei, dividir a oposição, enfraquecendo-a, além de obrigar a renomeação dos dois partidos então existentes.

A idéia de apenas acrescentar a letra "P" à sigla MDB partiu do então presidente regional da cidade de Guarulhos-SP, Jorge Singh, como forma de manter a força da "marca" antiga, também conhecida como "ManDa Brasa", uma gíria popular na época.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o maior e mais heterogêneo partido político brasileiro, tendo uma orientação política de centro. É, sem dúvida, o partido com a maior capilaridade no território nacional. Tem ocupado papel de destaque em todos os governos desde o fim do regime militar.
Durante a década de 1990, o PMDB perdeu força para o PSDB, uma antiga dissidência do PMDB formada em 1988. Sofreu duas derrotas nas eleições presidenciais de 1989 com Ulysses Guimarães e de 1994 com Orestes Quércia. Em 1986, realizadas as eleições para deputados e senadores, o novo Congresso teve como principal tarefa a elaboração de uma nova constituição para o país. As discussões dos constituintes se prolongaram por dois anos. Cada medida proposta era objeto de infindáveis debates, porque o congresso estava formado por deputados de várias correntes políticas, representadas pelos diversos partidos. Raramente se chegava a um acordo. Além disso, os setores mais conservadores dos vários partidos - PMDB, PDS, PTB, PFL, PDC ( Partido Democrata Cristão ) – fizeram uma ampla aliança política, que ficou conhecida como Centrão e que visava impedir a aprovação de qualquer medida que contrariasse os interesses das classes dominantes. Por outro lado, tentando fazer frente ao Centrão os partidos de esquerda também se aliaram Partido dos Trabalhadores , PT; Partido Comunista brasileiro , PCB, Partido Comunista do Brasil , PC do B; Partido Socialista Brasileiro, PSB; Partido Democrático Trabalhista, PDT. Mediante a liderança manipuladora do PMDB e seus aliados, continuara traçando suas estratégias políticas e assim perpetuará no poder.

Atualmente, o partido ocupa a presidência do Senado, na figura do político alagoano Renan Calheiros – lembrando que este está licenciado do cargo..... O presidente nacional da legenda é o deputado federal pelo estado de São Paulo Michel Temer.

Vale ressaltar que os integrantes do partido têm posturas diferentes perante o governo Lula, fazendo com que o partido “proponha reformas.... mas deixe as coisas como estão” – o que faz com que o partido ganhe mais espaço, continuando no poder.

Jandira de Cássia
Sonia Carvalho
Nilzete Silveira
Elivana Barros


"O PMDB e o fisiologismo político"

Já que fisiologismo seria a satisfação pessoal ou partidária de interesses, o PMDB parece ser um ponto neutro (na minha opinião) digo isso pelo fato de sempre estar no poder em diversos cargos onde seus políticos e "militantes" possuem os mesmo pensamentos e planejamento em comum. Seria o "nom moço" da política, o cara que se dá bem aqui e alí, que de uma forma ou de outra, mesmo tendo "inimigos", consegue espaço por transparecer firmeza e convicção no que diz.

Creio que apesar das críticas realizadas pelo PT aos governos anteriores, muitas vezes acabam cometendo o que criticaram a tempos atrás. É tudo uma bola de neve; onde sómente muda os personagens.

Abraços


Raquel Cassol Maciel
Jornalismo - Unijuí
Disciplina de Teoria Política


Verificamos no quadro político atual, o fisiologismo, ou troca de apoio por cargos, frequentemente ligado a corrupção. A prática é um vicio de origem do sistema, causado pela fraqueza e divisão dos partidos, a falta de fidelidade partidária e a forma como são constituidas as coligações.

O PT, que tinha um discurso quando não era governo, mas agora rendeu-se à situação e o fisiologismo ganhou outro nome: negociação política. Eo PMDB, tem dado um enorme trabalho ao governo. Na verdade hoje o governo está perdendo para o próprio governo. E o que foi verificado também no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Sem a Reforma Política, difícil será reverter este quadro.

Alberto Evangelista da Silva


Comentário sobre artigo O PMDB e o fisiologismo político

Lido o artigo chego a conclusão que o PMDB nem quer se desgastar para concorrer a presidencia do país. Tendo a maioria dos executivos no governos o mesmo sente-se acomodado, tambem exerce pressão sobre o governo que está no mandato para que possa adquirir as cadeiras da camara que mais interessa aos memos, onde a partir da maioria exercem voto sempre a favor do partido

Marcos M. Nachtigall (marcosn@mksnet.com.br)


Ideologia

Ideologia é um termo usado no senso comum contendo o sentido de "conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". A ideologia, segundo Karl Marx, pode ser considerado um instrumento de dominação que age através do convencimento (e não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade.

Lendo a definição de ideologia posso opinar sabre a posição do PMDB na politica nacional, seus esqueceram da etica da moral e a ideologia foi para o breja, o que mais interessa hoje a classe politica isso falando em geral independente de partido quase em sua maioria o que interessa e estar no poder ou perto dele, mas o PMDB e o partido que mais se destaca nesta estratégia politica. Não vamos faze injustiça Professor em partes eles estão correto, de acordo com o conceito de ideologia , senso comum fazendo parte do conjunto de idéias.
Um abraço.

Edenilson pereira Dias
Salto do Jacui



Lulismo ou petismo, na minha opinião a politica em torno do governo federal, pelo passado do lula sua luta na defesa dos trabalhadores moldou uma figura ou melhor um personagem que num futuro será objeto de estudos por que fez parte da históriacomo outros que passaram ( como exemplo Jucelino kubitschek) quase que posso dizer que lula é idolatrado pelos seus seguidores, eo partido que defende no caso o PT hoje pode-se dizer que é a cara do lula, pois eu fico com o lulismo .

Edenilson pereira Dias - Salto do jacui


O Lulismo é maior que o petismo


Lula conta com uma popularidade em alta para um governante, e isso é bom para uma pessoa exposta a midia, Lula segue dizendo que não vai mexer na constituição para que possa ser reeleger, onde possivelmente ocuparia o cargo pela terceira vez. O Lula é um homem que se benificiou muito por ajudar os pobres, em minha opinião acredito que o mesmo sempre vai ter mais votos na região norte do país justamente pela politica que adotou, deixando um pouco de lado a população do sul.

mais... MARCOS MARCELO NACHTIGALL
ALUNO TEORIA POLITICA A DISTANCIA


Caro Professor!

Os países da América Latina, devido as grandes diferenças sociais presentes, são terrenos férteis aos políticos com vocação populista. Iniciando com Vargas e Perón que até hoje são lembrados pelos mais velhos e chegando aos dias atuais com Chaves, Morales e Lula o que observamos é que todos possuem algo em comum: a linguagem simples e popular e a identificação com o “povão”, qualidades que eles procuram exaltar em todos os momentos. A propaganda pessoal, o carisma e a idéia que passam ao povo de que não são iguais aos outros políticos, são fatores que contribuem para que isto aconteça.

Outro detalhe que também deve ser levado em conta é o enfraquecimento dos partidos políticos, principalmente no Brasil, onde não há mais uma ideologia partidária, e salvo alguns casos como o do Senador Pedro Simon, não há a identificação do político com o partido como havia até algum tempo atrás com exemplos como Brizola, Arraes, Ulisses e até do próprio presidente Lula. Este conseguiu desvincular sua imagem do PT, um partido marcado por escândalos, que perdeu sua própria identidade ao esquecer de seus pilares principais que eram a idoneidade, a integridade e a incorruptibilidade.

Como está muito bem colocado em seu artigo, enquanto o petismo afunda no mar de lama e escândalos que o atingiu, o presidente Lula adotou esta política populista, sempre ressaltando fato de que foi nordestino retirante da seca, trabalhador, metalúrgico, não possui curso superior, fatos que o identificaram com a grande maioria da população e criaram esta imagem quase que messiânica influenciada por programas assistencialistas dentre os quais a bolsa-família.

Todos estes fatos aliados fizeram com que o presidente Lula criasse uma “blindagem” e sua imagem ficasse quase que intacta aos escândalos de corrupção que envolve o seu partido.

Luís Cesar Pacoff – aluno de graduação do Curso
Informática – Sistemas de Informação da Uniju


Lulismo X Petismo

O texto se sobrepõe a própria filosofia ou ideologia impregnada pela organização politica,social ou religiosa. Garalmente os conceitos com o passar dos anos são disvirtuados em favor de um grupo, em favorecimento de uma minoria, enquanto obrilho imaculado do lider ofusca a consciência do povo que plaude todas as ações, mesmo aquelas que tem o bojo a exploração alheia. o texto poderia usar o termo fanatismo uma substituição ao culto a pessoa. Ha sempre um culpado, ha sempre um responsável que deve ser sacrificado, mas a imagem do lider permanece inabalada.A organização sobrevive através do seu lider ou seu lider sobrevive através da organização?

O lulismo é uma força apreciável e bastante deslocada da imagem que o grande público tem do partido.

Diria que Lula está indo muito bem, apesar- e não por causa do PT. Ele está se valendo, para angariar os votos do povo de 2 fatores(entre outros...) igualmente importantes: seu imenso carisma e sua imensa cara de pau.

O germe da corupção. deixou o petismo com uma cicartiz indelével no rosto.


Ana Cristina
Avaneide Macêdo
Jane Meire
Marluce Silva
Sonia Bomfim
Vanusa Lima
Formandas de Sociologia- Unijui


O Lulismo é maior que o Petismo

- Respondendo a questão que finaliza o artigo, creio que o Partido dos Trabalhadores (PT) possa sobreviver sem Luís Inácio, mas não da mesma forma que se encontra atualmente.

A popularidade de Lula é enorme entre a população brasileira tanto positivamente quanto negativamente. Ou seja, independentemente dos escândalos e “falatórios” transmitidos pela imprensa, a postura que Lula adota frente às crises, pelo menos frente as câmeras, é de “tirar o chapéu”. A imagem que o atual presidente utiliza, formalmente (terno, gestos, e a “tentativa” de um bom vocabulário), gerou ganhos para ele e para o PT. Antes, quando usava roupas simples, talvez uma tentativa de mostrar um sujeito simples, do povão mesmo, Luis Inácio nunca conseguiu alcançar a presidência do país. No momento em que foi investido em sua imagem pessoal e nas campanhas com materiais (VT, jingle, adesivos, camisetas, etc.) de maior qualidade acabou atingindo, não somente camadas populares que se identificavam c/ o cidadão “humilde”, mas com firmeza ao falar.

A principal característica de Lula tem sido o humor, e isso está contando e muito.

Não acredito que será fácil colocar outro petista no poder, mas se este for Lula, talvez lá esteja novamente, isso se mexer na constituição, segundo comenta o próprio artigo.

Raquel Cassol Maciel (kel_cmaciel@hotmail.com)


LULISMO X PT

O lulismo pode ser compreendido com o uma tentativa de modelo gerencial do Estado e da governabilidade política. Como tentativa de modelo gerencial, o lulismo consome, mas não se limita à figura política que lhe empresta o nome. Lula é menor que o lulismo e compõe, mas não determina, suas condições.

Sabe-se que o discurso carismático procura compor as inúmeras demandas sociais pela identidade afetiva, pela indignação em relação às injustiças sociais e pela promessa de mudança radical. No PT, está concepção materializou-se numa prática assembleísta, na estrutura em rede, constituída na multiplicidade de organismo de base.

A fusão do poder da burocracia partidária com o poder do saber técnico gerou uma nova estrutura partidária, mais centralizada, mais profissional, mais técnica e menos dinâmica e participativa que deu vazão, ao que denominamos de lulismo. O lulismo, em outros termos, é mais personalista e centralizador e busca a sua legitimação pela precisão técnica, pela negociação, pelo controle político e pela sedução do discurso afetivo da liderança partidária. É, efetivamente, o oposto do processo de legitimação do período do PT, onde o consenso construído num longo processo de debates internos, com ampla participação e poder da base partidária é que definia a confiança e legitimava a direção partidária.
O lulismo é, portanto, uma nova faceta da organização, prática e discurso petista.

Alberto Evangelista Silva (albertoevangelistasilva@bol.com.br)


Lulismo x Petismo

É certo que a imagem política do PT é hoje altamente questionada até pelos próprios petistas. Umas séries de escândalos, envolvendo corrupção, ocorreram e estão ocorrendo, na gestão Lula. No primeiro mandato, Lula contava com uma equipe de ministros endeusados, bem vistos pela opinião pública, e bem vistos pela crítica informativa. Porém, quase todos foram derrubados pelas ondas do mensalão e das quase 20 CPI’s instauradas pelos próprios companheiros de partido.

Lula carrega o PT nas costas. Sempre foi assim. Desde o primeiro mandato, o partido mostrou que não estava preparado para governar. Depois de tantos anos, o PT já deveria ter posto de lado suas divisões, suas tendências, e trabalhado mais como um partido no governo e não fazer oposição ou questionar as ações de seu próprio governo.

As contradições do partido são tantas que Lula teve até mesmo de tirar sua roupagem de presidente pra se colocar como militante e passar a mão na cabeça de um partido estraçalhado, chegando a ponto de praticamente anistiar os mensaleiros. Não foi uma boa jogada, mas Lula não tinha outra saída.

A diferença entre lulismo e petismo é tão grande que em todas as pesquisas de opinião o presidente está com a popularidade em alta e seu partido, não. Em todas as denúncias que se faz contra o governo, o PT está lá envolvido, como envolvidos estão vários integrantes do partido no julgamento do STF, mas nada atinge o presidente. Claro que partido e Lula vão se encontrar em algum momento, mas o futuro do PT depende essencialmente de Lula.

Sonia Carvalho
Elivana Marambaia
Nilzete Silveira
Jandira Barros
Contato: renatacarvalho15@hotmail.com


Olá Dejalma,

Lendo teu artigo constatei que nós brasileiros, costumamos fazer comparações entre governos muitas vezes para nos convencermos da situação ou para acreditarmos que sempre existe uma esperança, uma melhora ou até mesmo uma justificativa das nossas opções nas urnas. Portanto em recente pesquisa divulgada a comparação com o governo Fernando Henrique Cardoso confere a Lula maioria esmagadora. Lula é o responsável pela estabilidade da economia para 67% dos eleitores; FHC recebe 7% das menções. Dá apoio aos mais pobres segundo 80%; FHC, 9%. Na melhoria do poder de compra do brasileiro Lula é citado por 73%; FHC por 16%. Também 73% atribuem ao atual presidente o custo da cesta básica; a FHC, 15%. No controle da inflação, 66% para Lula e 19% para o ex-presidente.” Isso tudo prova que a população acredita que o presidente Lula não está diretamente ligado aos esquemas de corrupção. Para 35,4% dos entrevistados, a corrupção está vinculada à Câmara dos Deputados. Outros 31,2% disseram que a corrupção está ligada ao PT e apenas 12% a atrelaram ao presidente Lula. Mas ainda existem outras comparações, pois tem aqueles que acham que o Brasil está crescendo apenas porque o resto do mundo vive a mesma situação. A explicação é apenas parcialmente verdadeira. O país cresce, sim, porque o resto do mundo vive um bom período, mas boa parte do desenvolvimento interno se deve à política econômica do governo Lula. A ação do Banco Central em abaixar a taxa básica de juros, aliado as medidas como o crédito consignado, teve como efeito uma consistente baixa nos juros cobrados do consumidor, que já são os menores desde 1994 para pessoas físicas. Então houve mudanças que acabaram convencendo o povo de que o governo LULA, realmente tem agido, mesmo que sua gestão esteja marcada pela corrupção já existente em governos anteriores, mas que se enrustiu nos bastidores da câmara, do senado e nas demais dependências de Brasília. Baseado nestes dados e aproveitando a sua citação que “Talvez por estas razões deu-se a vitória da reeleição e a manutenção dos percentuais de avaliação tão positivos”. Será, sei lá ???????

Um forte abraço,

Adair
jxavierster@gmail.com
Formando de sociologia – UNIJUI



FIDELIDADE PARTIDÁRIA.

Uma sociedade politicamente organiza é formada e representada por poder constitucionalmente legitimado e acima de tudo, com o reconhecimento das esferas sociais que a constitui. Dessa forma, o poder político se torna um dos pontos importantes para a manutenção da legalidade, do ser e do existir representativa e, além disso, esse poder precisa estar em todos os espaços sociais representando e sendo representado pela e na sociedade.

Uma agremiação política precisa antes de tudo se auto-legitimar através de seus princípios e sua razão de existir. Está ciente dessa premissa, é deveras significativo para que haja uma clareza do que é e significa uma representação política, pois, esta representação necessita ter claro consigo os passos, os caminhos a serem seguidos e qual o objetivo atingir e que todos os membros tenham acesso a está lógica político partidária.

Ser fiel a um partido político passa pela instância de se ter um grau de consciência do que é um partido político, suas funções, seus objetivos, sua área de ação e acima de tudo, a capacidade de perceber que este partido representa um corpo da sociedade e que dessa maneira, este se posiciona constantemente no sentido de defender esta parcela da população. Para que isto aconteça, é preciso um certo grau de consciência política para que se possa definir com objetividade o que se quer e defender seus interesses com responsabilidade e compromisso social e político.

Ser fiel a um partido político é antes de qualquer coisa um compromisso seu com uma ação pública na sociedade e por conta disso, defender o que é de mais interessante para a população de forma geral. Dessa forma, o representante político, não pode se sentir dono do seu mandato, este é do povo, este individuo está representando uma parte da sociedade, pois foi o povo que o colocou elegeu.

Quando o TSE diz que o mandato não é do político e sim do povo, ele está afirmando em outras palavras, que o político precisa compreender que seu mandato lhe foi dado, através da disputa eleitoral, pelas pessoas que o votaram e devido a isso, ele deverá ser respeitado fielmente e que qualquer conduto de infidelidade se trata de uma traição ao seu eleitorado.

Sabemos que a história política do Brasil é constituída de muitos vícios e resquícios de autoritarismo, traição, corrupção, desmando, incompetência, irresponsabilidade, ligações com violência, tráfico de drogas, perseguição e isso tudo trouxe uma razão de fazer política muito deturpada do que realmente esta seja. Pensar na política no Brasil é falar, sentir, dizer, ouvir muito sobre tudo isso. Como se falar em fidelidade partidária dentro desta estrutura? Como dizer às pessoas que a política é uma das ciências mais interessante na sociedade? Como dizer às pessoas que é a política que faz o homem ser e existir socialmente?

Há uma consciência coletiva de que na política só tem bandido, ladrão... isto se deve a toda esta estrutura partidária que foi construída neste país. Falar de fidelidade partidária, de certa forma, não soa muito bem, porque a idéia de político está absolutamente condicionada a pessoa, não se acredita nos partidos, na instituição com seus princípios e valores. E isso enfraquece a representatividade social, dessa forma a sociedade não tem como ser representada. Na modernidade esta representação é muito exigida pela sociedade constitucionalmente formada, por isso, também há muita dificuldade das pessoas procurarem se organizar em algum tipo de associação na sociedade.

Os políticos, de forma geral, não respeitam esta fidelidade partidária. Eles não têm esta preocupação, formação, consciência política. Acham que esta troca de legenda é natural e que não vai causar algum tipo de problema. Este individuo, não imagina que é através da política que se pode realizar ações que beneficiam a população e que esta sua participação precisa ser fiel, responsável e verdadeira seguindo as regras de seu partido.

A população não sente que isso é importante para a sociedade. Percebe que o mais importante é o político realizar as obras e o benefício na sociedade. Ele não imagina que o mais importante é criar na sociedade uma razão política segura, consciente, onde todos reconheçam a política como uma possibilidade através da qual se consegue a organização social. E acima de tudo, quando se tem uma nação politicamente consciente, a sociedade se sente mais bem representada, porque ela participa de todo processo.

Falar de fidelidade partidária neste país incorre neste ângulo de formação política da sociedade. É algo histórico, está enraizado no fazer política de nosso povo, mas isso não dá o direito de dizer que as coisas, na área da política, sempre vão ser assim, não, esta atitude do TSE é o começo de uma nova história política. Neste momento, está quebrando alguns paradigmas modernos capitalista e abrindo o espaço para uma outra estrutura partidária neste país continental. Apesar de ter sido de cima para baixo, mas vale apenas experimentar esta conjuntura revolucionária que se estabelece neste momento.


Julival Alves da Silva


(IN) FIDELIDADE PARTIDÁRIA


No dia 16 de outubro os Ministros do TSE decidiram, por unanimidade (sete votos a zero!!!), que os mandatos pertencem aos partidos também nos casos de eleição majoritária, ou seja, eleição para prefeitos, governadores, senadores e presidente da República.

Na verdade, no dia 27 de março o TSE já havia decidido que os mandatos proporcionais (deputados e vereadores) pertencem ao partido. Vale ressaltar que esta decisão foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal em 04 de outubro. Nesse intervalo de cerca de 2 semanas foi intensificada a discussão sobre “a quem pertence o mandato?” - uma vez que não existe candidatura avulsa, ou seja, todo candidato deve ser filiado a um partido.

Vale ressaltar que na de eleição proporcional pouco mais de 5% dos candidatos são eleitos com votos próprios – os demais são eleitos com os votos da legenda, da coligação e das sobras eleitorais.

O fato de na eleição majoritária o voto será dado diretamente ao candidato faz com que muitas pessoas defendam que o mandato pertence a este. No entanto, não se pode esquecer que mesmo nas eleições majoritárias os candidatos são escolhidos em convenções partidárias, integrando listas partidárias, beneficiando-se dos recursos do Fundo Partidário e freqüentando o horário eleitoral gratuito em rádio e TV, destinado aos partidos.

Por todos os motivos acima citados, aliado ao fato de não existir no Brasil a candidatura avulsa, o TSE decidiu que também nos casos de eleição majoritária os mandatos pertencem aos partidos.

Essa é uma decisão que deve ser avaliada também pelo STF, que decidirá a partir de quando esta vale: 27 de março (data da primeira decisão do TSE) ou 16 de outubro? Mas desde já esta decisão deverá inibir a mudança de partido por quem ocupa cargo eletivo, sob pena de perda do mandato.De fato, é um grande passo na tentativa de moralizar a tão imunda política brasileira.


Sônia Carvalho
Elivana Marambaia
Jandira Barros
Nilzete Silveira
contato: renatacarvalho15@hotmail.com


Sou extremamente contrario as trocas de partido, isto porque essas trocas mostra claramente que isso acontece por interreses particulares de cada legislador, troca de favores e vantagens, que eram para ser em beneficio do povo. um abraço

dedsdias@bol.com.br] 


Reforma Política é o conjunto de propostas que visam a alterar, principalmente a nível constitucional, a legislação nacional no que se refere à estrutura política, isso entendido, as eleições, partidos políticos e assuntos relacionados ao mandato e a representação política.

O assunto, porém, permaneceu como objeto de estudo do Congresso. De fato, estas alterações, como podem mudar substancialmente a forma das eleições parecem não ser muito empolgantes para os titulares de mandato, pois as mudanças podem representar ameaça à situação de cada um em particular.
Mas não só no Legislativo e no Executivo o assunto foi estudado. De longa data o assunto é preocupação dos tribunais eleitorais, principalmente o Tribunal Superior Eleitoral, onde já foram elaboradas inúmeras sugestões de alteração de vários aspectos da lei. Os estudiosos de política são unânimes ao enxergar, no atual quadro partidário marcado pela proliferação de legendas sem nenhum conteúdo, e na ausência de uma legislação eleitoral duradoura, um risco à estabilização da democracia brasileira. Existe a necessidade de se promover uma ampla reforma política, capaz de fortalecer as instituições democráticas e reforçar a importância do exercício da cidadania e a legitimidade dos mandatos conquistados pelo voto.

Alunas : Sonia Carvalho
Jandira de Cássia
Elivana Marambaia
Contato: renatacarvalho15@hotmail.com


Olha só Dejalma,

Baseado em que a reforma política pode ser pensada como mudanças no conjunto de regras e instituições que formam o sistema político, conceito referente à instância detentora da autoridade decisória pública. E que o sistema político abrange, sobretudo, o governo e sua forma (presidencialista ou parlamentarista), o Poder Legislativo, a organização político-administrativa federativa ou unitária do Estado, o sistema eleitoral e as instituições politicamente importantes da sociedade civil. O sistema político diz respeito, principalmente, à forma de governo, à organização e representação dos interesses, aos procedimentos legais para a disputa, conquista o exercício da alternância do poder e à organização administrativa do Estado. Resumindo, reforma política tem a ver com mudanças na estrutura política do sistema jurídico do Estado. As características do sistema político resultam de uma combinação de fatores, como as lutas políticas travadas pelos partidos, classes e frações, elites burocráticas, sindicatos, movimentos sociais, grupos de interesses, lobbies, enfim, pelos atores políticos no sentido de controlar o Estado, interferir no processo decisório público, alcançar o governo e assim por diante. Portanto, me parece utópico pensar que iremos conseguir essa dádiva, pois que é necessário todos sabemos, porém nos falta crer que nossos políticos enraizados na corrupção e no “toma la, da ca” queiram caminhar nessa direção. Penso que a reforma política depende da índole,do caráter,do respeito ao povo,da cidadania e da vontade de mudar que nossos políticos deveriam ter. Vieira escreveu outro dia que: "Se é necessário para a conservação da pátria, tire-se a carne, tire-se o sangue, tirem-se os ossos, que assim é razão que seja; mas tire-se com tal modo, com tal indústria, com tal suavidade, que os homens não o sintam, nem quase o vejam." (Vieira, 1995, p. 12). Feliz será o povo que tem no seu governo homens com o comprometimento com seu país e respeito ao seu povo. Será que temos esse governo????sei lá.

Jose Adair Xavier Chaves,ENDESA CIEN (jxavier@endesabr.com.br)

Acadêmico do curso de Sociologia da Unijuí - RS


Reforma Política: entraves e perspectivas

É difícil pensar a política brasileira sem automaticamente relacioná-la com a corrupção. Pensando dessa forma, como podemos acreditar neste país? Como acreditar em uma sociedade justa e igualitária?

A reforma política é essencial e urgente. Ela deve ser feita e escancarada. É preciso desmascarar os falsos políticos. Saber quem protege quem e o quê.

Se a votação do Renan Calheiros tivesse sido aberta o resultado certamente seria outro. Não é possível permitirmos situações como essa.

É difícil acreditar, mas é o que nos resta.

Estela Hoffmann - Aluna EAD Teoria Política
Date: Sun, 7 Oct 2007 17:27:26 -0300
From: estela_hoff@yahoo.com.br


Tema: Reforma Agrária


Na conjuntura nacional percebemos a clara necessidade da redistribuição de bens e propriedades. Não discutimos a existência da pobreza, dos desabrigados, dos sem acesso a educação, ou pior, daqueles que não têm o suficiente para sua alimentação.
O princípio da função social da propriedade está presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição e foi criado exatamente para que houvesse a superação dos graves problemas e distorções sociais causados pelos ilimitados direitos e pela intocabilidade e inviolabilidade da propriedade privada.
Os direitos individuais e coletivos expressos na Constituição estabelecem que todos são iguais perante a lei, com direito à propriedade. A terra é um fator indispensável à estabilidade social e econômica do homem do campo.
A vontade do povo expressa nas lutas dos movimentos sociais não pode ser negada pela nossa sociedade e seus poderes constituídos, pois constituem-se nos mais modernos e legítimos instrumentos de reivindicação e de eqüidade socioeconômica nas democracias modernas.
Os movimentos sociais dos trabalhadores são uma grande esperança para aqueles que foram excluídos dos meios de produção e almejam um pedaço de chão para produzir seu alimento e lutam por dignidade neste país.
A propriedade da terra não pode mais ser vista como um direito inalienável e absoluto, pois isso não contribui para o crescimento da sociedade, ao contrário, facilita a dissociação entre aqueles que possuem vultosa posse, patrimônios e aqueles que não as têm nem para seu sustento, havendo a possibilidade constante de conflitos.
Essas crises geradas pelo acesso desigual a terra, recurso essencial à satisfação das necessidades materiais e culturais do homem do campo, não contribuem para o processo de construção do bem-estar coletivo.
O Brasil possui uma das mais anacrônicas estruturas agrárias do planeta. A concentração da terra altíssima, leva à concentração de renda, que assola milhares de famílias pela miséria, fome e injustiça social.
A falta de coragem dos governantes brasileiros para realizar a Reforma Agrária massiva e que venha atender aos interesses dos trabalhadores rurais sem-terra resulta num aprofundamento da exclusão social, conflitos e mortes no campo.
A lei nº. 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, considera propriedade produtiva aquela que é explorada econômica e racionalmente, atingindo, simultaneamente, graus de utilização da terra e de eficiência na exploração, segundo
Para que a Reforma Agrária avance a passos mais rápidos, o governo deveria alterar a legislação agrária, principalmente regulamentando e normatizando os dispositivos constitucionais previstos no Título VII, Cap. III, que versa sobre a Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, atualizando o Índice de Produtividade da Terra, sendo passíveis de alienação e desapropriação aquelas propriedades que não estivessem cumprindo a função social.
A maioria dos políticos da atual legislatura do Congresso Nacional é avessa à Reforma Agrária. Os ruralistas protegem os interesses do latifúndio e do monocultivo predatório com o apoio de magistrados que se utilizam do ordenamento jurídico que protege a propriedade privada a qualquer custo.
Esses parâmetros utilizados hoje correspondem a um retrato defasado da agricultura brasileira de 1975 e sua atualização disponibilizará uma infinidade de terras improdutivas, que vivem sob o manto da especulação, para desapropriação e Reforma Agrária. Necessita-se vontade política, coragem para sua aprovação e aumento dos recursos para Reforma Agrária

Rita de Cassia Souza Garcia Garcia (garciasrita@hotmail.com)


Reforma Agrária

O importante a ressaltar aqui é que a reforma agrária aparecia no fim dos anos cinqüenta como o remédio para a crise agrária e para a crise agrícola por que passava o país. A reforma agrária visava então a alterar a estrutura de posse e uso da terra no Brasil, para que pudesse haver um desenvolvimento mais rápido das forças produtivas no campo. Como se dizia na época, era preciso acelerar a penetração das relações capitalistas de produção na agricultura brasileira. Pretendia-se assim exorcizar os fantasmas dos “restos semifeudais” escondidos nos latifúndios que atormentavam a vida dos trabalhadores rurais. A reforma agrária, entregando esses latifúndios para os camponeses, suprimiria as “relações pré-capitalistas”(isto é, resolveria a questão agrária) e faria aumentar a produção, uma vez que colocaria as terras ociosas dos latifúndios em cultivo ( isto é, resolveria a questão agrícola ).

A questão agrária se alia hoje a uma série de “outras” questões, como a questão energética, a questão indígena, a questão ecológica, a questão urbana e a questão das desigualdades regionais. Ou seja, a questão agrária permeia hoje uma série de problemas fundamentais da sociedade brasileira. No fundo, todos eles têm a ver com o caráter parasitário que atingiu a forma específica como se desenvolveu o capitalismo neste país.
Assim, o remédio “reforma agrária” tem que se apresentar hoje não apenas com uma nova embalagem, mas tem que ter também um outro conteúdo. A reforma agrária já não é mais hoje no Brasil uma reivindicação do desenvolvimento capitalista, e sim um questionamento da forma que assumiu esse desenvolvimento. Por isso, a reforma agrária é hoje - mais do nunca - uma questão eminentemente política. Ela não visa fundamentalmente aumentar a produção, embora isso também seja desejável e possível de obter. A reforma agrária é hoje a expressão da reivindicação dos trabalhadores rurais pela apropriação dos frutos do seu trabalho. E é nesse sentido que a reforma agrária não é mais apenas uma reivindicação dentro da “legalidade capitalista”: não é mais o direito de cada um à sua propriedade, mas o direito dos trabalhadores ao resultado da sua produção.

A reforma agrária é agora uma bandeira de luta política capaz de unificar não só os trabalhadores do campo, mas inclusive de se estender aos trabalhadores urbanos. A reforma agrária começa a se apresentar hoje como uma luta pela transformação da própria sociedade brasileira para um outro sistema, onde o trabalhador não só trabalhe, mas também se aproprie dos frutos do seu trabalho.
Evidentemente, não basta desejarmos isso. Essa é uma luta política de muitos, durante muito tempo. E apenas a organização dos trabalhadores do campo e da cidade em sindicatos livres e autênticos levá-la à frente. Resumindo em poucas palavras, o futuro da agricultura brasileira depende basicamente do futuro da democracia brasileira.

Sandra Ribeiro – FACE /BA
Maria do Carmo Carvalho –FACE/BA


Realmente Sr. Walter!
O debate fica difícil com o Sr.
Não encontrei novamente nenhum argumento "técnico científico" por parte do Sr. quanto a este tema tão polêmico que é a Reforma Agrária.
O que encontro é novamente um argumento raivoso, preconceituoso e rancoroso por parte do Sr.
a) O Senhor começa ironizando a minha titularidade, não sei por te incomodas tanto... (recalque, talvez!)
b) Lhe falei que tenho esta posição amparada em teorias clássicas das Ciências Sociais do Brasil (que citei anteriormente) e que, pelo visto, o Sr. nunca ouviu falar, nem sequer leu uma linha (se tivesse lido o Sr. falaria)...
c) Se eu sou simplista e ingênuo gostaria que o Sr. me informasse com seus argumentos "tecnicos científicos" (cite autores que defendem a posição do Sr. - de extrema direita é claro, mas mesmo assim aceitaria). O que não aceito é o seu debate vazio e pessoal, em outras palavras, não dá prá debater com quem não tem conteúdo... (tá cheio de biblioteca no Brasil)
d) Vou esperar os argumentos "técnicos científicos" por parte do Sr. Talvez o Sr. me convessa do meu engodo... e, assim, eu possa mudar meu posicionamento...

Passar bem...

Dejalma Cremonese



Prezado "Dr." Dejalma.

Como pode alguém nominar-se cientista político e demonstrar esse rancor político histórico pertinente àqueles que carecem de um preparo técnico-científico mais consistente.

Os títulos e cargos universitários não impressionam tanto quanto deveriam, em nosso país. Nossas universidades encontram-se repletas de professores totalmente despreparados e muitíssimo mal formados.

Portanto, meu caro, a primeira impressão é a que fica. Continuo a cultivar a mesma imagem de um profissional simplista e ingênuo abstraída daquele artigo de conteudo superficial e tendencioso.
Sendo assim, passe bem.


Walter


Professor Dejalma.

A História do Brasil é profundamente marcada pela questão fundiária [da terra]. Desde a chegada dos portugueses, teve início, a ferro, fogo, a luta pela posse da terra. No começo, as principais vitimas eram os índios, para quem a terra é sagrada, parte de sua história e de sua pele. Os colonizadores portugueses procuravam subjulgar os índios e escravizá-los e apoderavam-se também de suas terras.

A primeira "reforma agrária" no Brasil aconteceu em 1532, quando nosso território foi dividido em catorze capitanias hereditárias.

A história da reforma agrária, no Brasil, é uma historia de oportunidade perdidas.

Segundo João Pedro, diretor nacional do MST o país precisa de um novo modelo agrícola, que gere trabalho e emprego e que sirva para o povo ter renda. O primeiro passo deste novo tipo de Reforma Agrária é a democratização da propriedade da terra, uma bandeira que possa ser estabelecida por meios de limites no tamanho da propriedade rural. O maior mercado potencial de produtos agrícolas não é a Europa nem os Estados Unidos, são os pobres do Brasil, pois 60% da população se alimentam mal e a reforma agrária não é simplesmente dá um pedaço de terra ao trabalhador rural, mas da implementação de políticas de infra-estrutura para o campo e crédito para a produção.Os pequenos proprietários da terra precisa da ajuda do governo, pois eles consomem o que plantam, eles sim não tem outro meio de sobrevivência e o governo precisa da um incentivo maior a agricultura familiar e ajudar a resolver os problemas sociais para que as pessoas possam viver no campo tendo os serviços públicos, especialmente educação formal e o conhecimento para formar o cidadão camponês. Sem o estudo ele não compreende a complexibilidade da sociedade brasileira e a luta de classe. Famílias pobres que foram expulsas do campo mudaram para a periferia das cidades aumentando o número de desempregados, pedintes e a violência. Mas que querem voltar ao campo e clama pela reforma agrária, um pedaço de terra e garantir uma vida melhor para sua família.

Sonia Bomfim Curso de Sociologia.
Face: Ba unijui


 

Entendendo o processo de desenvolvimento e todos os demais problemas correlacionados , encontramos um problema marcante que é o movimento sem terra ou sem teto que abrange uma grande parte da população . E consequentemente ele é formado pela camada menos favorecida economicamente da sociedade , a realidade social é que a desigualdade social é a grande vilã da sociedade atual .

O estado burguês é o grande culpado por esse déficit habitacional que estamos enfrentando e que vem cada vez mais a fomentar as apropriações e desapropriações , terras improdutivas e de latifundiários que não estão exercendo a função social adequada.


HÁDILA MOREIRA DE OLIVEIRA
FACE /UNIJUI
BAHIA


Reforma Agrária – Direito ou Utópia?

A atual discussão , Reforma Agrária é uma questão de redistribuição de renda, de poder e de direito. Os trabalhadores rurais vivem uma utópia de mudanças na estrutura política e social do país. Essas reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), são lutas incansáveis há mais de 10 anos na nossa história num processo neo-liberal.

Uma das maiores aspirações do MST é a Reforma Agrária. O capitalismo no país favorece uma minoria, existiam esperanças que esse processo iria beneficiar a burguesia e os trabalhadores, por isso, criou-se alianças entre trabalhadores rurais e urbanos, e a burguesia nacional, contra o latifúndio e o imperialismo. Hoje além dos latifúndios são também as multinacionais, o capitalismo revela, a injustiça social que cada vez mais adentra os trabalhadores rurais e urbanos. Essa medidas são tratadas com violência, e falta de respeito aos direitos do cidadão brasileiro, que busca no Estado, não só direito privados, mas também públicos.

Segundo Bobbio, 1990, o Estado de direito é o Estado dos cidadãos. A função do Estado é garantir os direitos públicos de todos e não apenas o direito privado de poucos.

Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, comprova que 4,9 milhões de imóveis rurais cadastarados no Brasil, em torno de 10% corresponde a média e grande propriedade e ocupam 80% da área total de terras cadastradas. Já os pequenos imóveis representam 90% ocupam 20% dessa área total. Porém, os indicadores revelam que os pequenos agricultores produzem mais.

È inegável que o governo federal prioriza mais o avanço do agronegócio no Brasil em detrimento a agricultura familiar. Vale lembrar, o nosso cantor e compositor Chico Buarque, quando ele canta:”Não é terra grande é terra medida, é a parte que te cabe nesse latifundio, a terra devia ser dividida...”

O direito a terra, tão almejado anteriormente pelo governo federal quando oposição, hoje, com todo poder que lhe é delegado em pleno século XXI, é uma utopia, os trabalhadores são tratados com violência e insegurança, e, a falta de respeito ao cidadão no congresso é cada vez mais gritante.

Enfim, é preciso que, a sociedade busque junto as políticas públicas o resgate a cidadania dos trabalhadores no campo e na cidade, dando condições de sobrevivências, amenizando as mazelas acentuadas do êxodo rural, tentando reconstruir um Brasil com cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, em prol do fortalecimento da democracia.

Maria Jose (mariajoseedington@hotmail.com)


Para que Reforma Agrária?

A Reforma Agrária tão discutida em nossos dias está longe de ser um problema dos novos tempos, pois esta já existe desde o Brasil colonial.

E hoje a injusta distribuição de renda no país nos leva a lutar a favor da Reforma Agrária, não só a rural como também urbana.

Muitos problemas poderiam ser contornados com uma melhor redistribuição das terras. Visto que no Brasil menos de 3% dos proprietários detêm mais de 50% das terras agricultáveis enquanto que cerca de 90% ficam com menos de 25% destas. E percebemos que os grandes latifúndios não oferecem empregos, pois concentram em suas terras a monocultura e seus lucros. Já os pequenos proprietários são os responsáveis pela maior produção agrícola do país.

Nos grandes centros com o aumento desordenado da população muitos habitam em condições precárias mínimas de sobrevivência.

Daí a necessidade de uma redistribuição de terras, com projetos que incentivem a agricultura e assegurem esta produção e talvez assim, teremos êxito na política social econômica do país.

Sílvia Santana (prossilvia@hotmail.com)


Reforma agrária


A reforma agrária que visa dar um pedacinho de terra para cada elemento não servirá a nenhum propósito, a não ser o de continuar a mantê-lo subalterno ao sistema e simples fornecedor a preço de banana de seu esforço de trabalho para os grandes atravessadores e grandes agronegócios, portanto a reforma agrária competitiva e verdadeiramente agregadora de valores para a nação é a meu ver aquela que pega o sem terra e o organiza em um grande modelo de agronegócio cuja base de constituição é a sociedade anônima por cotas, ou seja, estaríamos gerando empresas de médio porte, várias, e que poderiam cultivar inúmeros produtos, desde culturas destinadas a combustíveis verdes, até alimentos e frutos do mar, e outros inúmeros produtos destinados ao mercado interno e à exportação gerando em pouco tempo um desenvolvimento sem precedentes em nossa nação.

Maria do Carmo Veiga


Calma Sr. Walter!

Foi apenas um artigo de opinião, não quis afrontar ninguém...(aliás, acredito que estamos em uma democracia e a livre expressão é prerrogativa básica).

Gostaria de ouvir a sua posição frente a esse assunto (Reforma Agrária)... O que li foi apenas um xingamento grosseiro por parte do Sr., assim não tem como debater... O debate não pode ser levado a nível pessoal...

A minha posição não vem do senso comum, nem acho que seja "simplista, ingênuo ou absurdo..."

Gostaria de saber se o Sr. conhece a literatura científica das Ciências Sociais do Brasil que tratam sobre este tema da Reforma Agrária e de outras mazelas políticas e sociais do Brasil: ouviu falar de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Raymundo Faoro (para citar alguns). Se não leu, lhe provoco a ler...

Foi a partir destas leituras que cheguei 'a minha conclusão..

Negligenciar o problema da Reforma Agrária é negligenciar um problema histórico...

Pela posição do Sr. acredito que seja remanescente da ditadura militar, pois, fala em cassar títulos e outras coisas mais...

Sr., ninguém é dono da verdade, todos podem se manifestar e defender seus princípios...

Abraço, sucesso profissional...

Continue se manifestando.

Dr. Dejalma Cremonese – Cientista Político pela UFRGS



Dejalma!
A visão simplista e ingenuidade técnica contida no artigo "Para que Reforma Agrária" chega às raias do absurdo. O título de cientista político contido na qualificação do autor, sabe-se lá de que fonte foi outorgado, deveria ser peremptoriamente cassado. São sujeitos dessa qualidade técnica que se arvorejam em buscar soluções para os problemas sociais brasileiros. Daí a razão do embrólio em que estão metendo esse nosso País.
Tenha a paciência.


Walter
walter.consultoria@terra.com.br


A Reforma Agrária

A concentração da propriedade da terra é a base material de um sistema econômico, social e político de um país, existe hoje no Brasil uma demanda de terra para a produção familiar de trabalhadores rurais sem terra e de filhos de trabalhadores rurais que foram obrigados a trabalhar na cidade mas que desejam voltar a cultivar a terra. A reforma agrária que os trabalhadores rurais em geral reivindicam não é a pulverização antieconômica da terra; é sim uma redistribuição da renda, de poder e de direitos, aparecendo as formas multifamiliar e cooperativa como alternativas viáveis para o não fracionamento da propriedade. Em resumo, não desejam a mera distribuição de pequenos lotes, o que apenas os habilitaria a continuarem sendo uma forma de barateamento da mão-de-obra para as grandes propriedades. Mas almejam uma mudança na estrutura política e social no campo, sobre a qual se assenta o poder dos grandes proprietários de terras. O importante a ressaltar aqui é que a reforma agrária aparecia no fim dos anos cinqüenta como o remédio para a crise agrária e para a crise agrícola por que passava o país. A reforma agrária visava então a alterar a estrutura de posse e uso da terra no Brasil, para que pudesse haver um desenvolvimento mais rápido das forças produtivas no campo. Como se dizia na época, era preciso acelerar a penetração das relações capitalistas de produção na agricultura brasileira. Pretendia-se assim exorcizar os fantasmas dos “restos semifeudais” escondidos nos latifúndios que atormentavam a vida dos trabalhadores rurais. A reforma agrária, entregando esses latifúndios para os camponeses, suprimiria as “relações pré-capitalistas”(isto é, resolveria a questão agrária) e faria aumentar a produção, uma vez que colocaria as terras ociosas dos latifúndios em cultivo. . Hoje está claro que o processo de desenvolvimento capitalista no Brasil, como em todas as partes, criou riqueza em poucas mãos e miséria generalizada. Muita gente tinha esperança de que esse processo fosse representar não apenas a redenção da burguesia nacional, mas também a dos trabalhadores brasileiros em geral. Por isso, as alianças propostas eram as dos trabalhadores (rurais e urbanos) com a burguesia nacional, contra seus inimigos comuns: o latifúndio e o imperialismo. Hoje, o latifúndio se aburguesou e se internacionalizou. Não são mais apenas os velhos coronéis do Nordeste. O capitalismo brasileiro mostrou no campo uma face do seu desenvolvimento profundamente prejudicial e parasitária, não só do ponto de vista dos trabalhadores, mas também da sociedade no seu conjunto. É ilustrativo, por exemplo, o nível que atingiu a especulação imobiliária, com a propriedade da terra funcionando apenas como reserva de valor contra a corrosão inflacionária e meio de acesso aos favores fiscais e creditícios das políticas governamentais. Como resultado disso são expulsas do campo, a cada ano que passa, milhares de famílias, que não têm para onde se dirigir a não ser às favelas das periferias das cidades. Ë por isso que a reforma agrária aparece hoje como a única solução democrática possível para a questão agrária. A questão agrária se alia hoje a uma série de “outras” questões, como a questão energética, a questão indígena, a questão ecológica, a questão urbana e a questão das desigualdades regionais. Ou seja, a questão agrária permeia hoje uma série de problemas fundamentais da sociedade brasileira. No fundo, todos eles têm a ver com o caráter parasitário que atingiu a forma específica como se desenvolveu o capitalismo neste país. Assim, o remédio “reforma agrária” tem que se apresentar hoje não apenas com uma nova embalagem, mas tem que ter também um outro conteúdo. A reforma agrária é agora uma bandeira de luta política capaz de unificar não só os trabalhadores do campo, mas inclusive de se estender aos trabalhadores urbanos, começa a se apresentar hoje como uma luta pela transformação da própria sociedade brasileira para um outro sistema, onde o trabalhador não só trabalhe, mas também se aproprie dos frutos do seu trabalho. Evidentemente, não basta desejarmos isso. Essa é uma luta política de muitos, durante muito tempo. E apenas a organização dos trabalhadores do campo e da cidade em sindicatos livres e autênticos poderá levá-la à frente. Resumindo em poucas palavras, o futuro da agricultura brasileira depende basicamente do futuro da democracia brasileira.


Antonio Rosiery Bulhões de Santa Ines Bulhões de Santa Ines (arb_ines@hotmail.com)


 

Dejalma,

Eu li outro dia que existe uma tradição passada de boca em boca que afirma a liberdade da terra, ou seja;"a terra é de Deus e por isso é de todos". MENTIRA...porém como trata-se de uma palavra forte, prefiro dizer que trata-se de uma inverdade, a partir do momento em que a propriedade privada entrou em nosso meio, como extensão do poder pessoal, da família do clã.... A história da reforma agrária, no Brasil, é uma história de oportunidades perdidas. Ainda colônia de Portugal, o Brasil não teve os movimentos sociais que, no século 18, democratizaram o acesso à propriedade da terra e mudaram a face da Europa. No século 19, o fantasma que rondou a Europa e contribuiu para acelerar os avanços sociais não cruzou o Oceano Atlântico, para assombrar o Brasil e sua injusta concentração de terras.

E, ao contrário dos Estados Unidos que, no período da ocupação dos territórios do nordeste e do centro-oeste, resolveram o problema do acesso à terra, a ocupação brasileira - que ainda está longe de se completar - continuou seguindo o velho modelo do latifúndio, sob o domínio da mesma velha oligarquia rural. As revoluções socialistas do século 20 - russa e chinesa, principalmente - embora tenham chamado a atenção de parcela da elite intelectual brasileira, não tiveram mais do que influência teórica. O Brasil também não passou pelas guerras que impulsionaram a reforma agrária na Itália e no Japão, por exemplo.

Tampouco fez uma revolução de bases fortemente camponesas, como a de Emiliano Zapata, no México do começo do século. Portanto a má distribuição de terra no Brasil tem razões históricas, e a luta pela reforma agrária envolve aspectos econômicos, políticos e sociais.

Vale lembrar que a questão fundiária atinge os interesses de um quarto da população brasileira que tira seu sustento do campo, entre grandes e pequenos agricultores, pecuaristas, trabalhadores rurais e os sem-terra. Ou seja Montar uma nova estrutura fundiária socialmente justa e economicamente viável é dos maiores desafios do Brasil. Na opinião de alguns estudiosos, a questão agrária está para a República assim como a escravidão estava para a Monarquia. De certa forma, o país se libertou quando tornou livre os escravos. Quando não precisar mais discutir a propriedade da terra, terá alcançado nova libertação. As vezes temos esperança que haja mudanças , mas logo logo percebemos sinais concretos de que a reforma agrária brasileira quando funciona, funciona equivocadamente. "Apenas um quinto dos que recebem terra consegue gerar renda suficiente para se manter no campo", informa o pesquisador Eliseu Roberto Alves, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. E dai fico me perguntando, será que ainda podemos acreditar que esse cancer possa ter cura??? É uma resposta que esperamos ter de nossos políticos que dispersam suas condições de ações, juntamente com a falta de vontade política para agir e trazer ao povo brasileiro e as futuras gerações tudo aquilo que se propuseram e que passados anos e mais anos as pendências e o caos continuam.

As fotos em anexo foram tiradas por mim no dia 12/09/07 aqui em São luiz Gonzaga, foi uma manifestação dos sem terra que foi dispersa por um temporal logo após as fotos, muita chuva mesmo.

Marcha dos Trabalhadores Sem Terra - São Luíz Gonzaga (RS)
Foto 1 -- Foto 2 -- Foto 3

Um forte abraço

Adair - jxavierster@gmail.com.br - formando de sociologia - UNIJUI.


Para quê Reforma Agrária?

O movimento dos trabalhadores sem terra (MST) reivindica do governo uma melhor distribuição das terras, para que haja a justiça social e o aumento da produtividade, o objetivo principal é a distribuição igualitária das terras e promover a tecnificação das pequenas e medias propriedades, tornando-as mais produtivas.

A reforma agrária é a maior aspiração dos trabalhadores rurais brasileiros. Existe uma grande concentração de terra em mãos de grandes latifundiários, muitas vezes essas terras não são produtivas e não são aproveitadas de forma condizente com sua capacidade. Por isso há uma grande briga e discussão sobre as soluções para esse problema.

Mas não adianta somente a distribuição de terras, é preciso incentivo do governo para que haja subsídios e créditos para os pequenos e médios proprietários. Mas isso não acontece no Brasil, geralmente os que se beneficiam são os latifundiários, que muitas vezes se engajam na política para que possam se manter sempre favorecidos.

Hoje, no país, é geralmente política a questão agrária. O Brasil possuí uma grande quantidade de terras produtivas, mas não poderá aumentar a produtividade de alimentos e melhorar a vida de milhares de brasileiros se continuar com uma política voltada para os latifundiários.

Aluna: Georgina Mª de Oliveira e Silva
FACE – Bahia


Reforma Agrária

Claramente percebemos que os latifundiários e os detentores do poder econômico utilizam-se dos discursos para proteção da propriedade privada a fim de não permitir que suas terras sejam adquiridas pelo Estado para fins de reforma agrária. Os detentores do poder não conseguem imaginar o poder sendo distribuídos equitativamente, as decisões sendo tomadas pela maioria em favor da maioria. Querem reinar de forma vertical, utilizando-se apenas do discurso democrático e ações ditatoriais. Eles não estão nem aí para o outro. O outro é um sujeito estranho que só serve para atrapalhar.

Diversos programas foram efetivados no Brasil contrapondo à reforma agrária, baseado na função social da propriedade, desenvolvendo uma política de compra e venda de terra. Programas desenvolvidos pelo Banco Mundial que sublinarmente expõe seu maior objetivo que é a manutenção do projeto neoliberal. Essa sistemática privilegia a visão mercadológica e o modelo do agronegócio para as plantações.

Os programas do Banco Mundial privilegiam o latifúndio improdutivo com o pagamento à vista da terra, com aquisição de terras devolutas, muitas de má qualidade e com preço superfaturado. As associações criadas para a compra das áreas são muitas vezes organizadas apelos próprios latifundiários, sendo que diversas terras adquiridas poderiam ser passíveis de desapropriação.

As famílias não escolheram suas terras, a grande maioria não participa da negociação, desconhece o teor do contrato ou cédula de crédito rural. As condições dos projetos e o desenvolvimento de suas regras impossibilitam o pagamento dos empréstimos pelos trabalhadores rurais, metade das famílias abandona os lotes comprados e inviabilizam a produção até mesmo para a subsistência das famílias.

Não existe apoio financeiro para dar início às atividades para a grande maioria. O resultado do cultivo da terra inicialmente não é suficiente para suprir às necessidades básicas das famílias e para aquelas que conseguiram tomar os recursos nos bancos a situação ainda é pior. Muitos vivem em estado de pobreza total.

Por conseguinte, são estratégias que são tomadas para fins de não enfraquecimento desse projeto neoliberal, buscando a desestabilização da reforma agrária e a redução do Estado para dificultar as ações do Estado no sentido de buscar soluções urgentes para esse grande contingente que está à busca de uma dignidade mínima.

E nós ainda temos que ouvir, muitas vezes, de pessoas “ditas informadas” - “informações televisivas”, que esse grande contingente de pessoas sem terras são um bando de baderneiros. ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


"Cada dia a natureza produz o suficiente para
nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe
fosse necessário, não havia pobreza no mundo
e ninguém morreria de fome."

( Mahatma Gandhi )

De: aldoe (aldoe@uol.com.br)
Enviada: sexta-feira, 28 de setembro de 2007 22:07:20


Reforma Agrária?

Esperamos que a REFORMA AGRÁRIA, seja uma bandeira de luta politica capaz de unificar não só os trabalhadores do campo, mas inclusive de se estender aos trabalhadores urbanos.

A Reforma Agrária deve se apresentar hoje como uma luta pela transformação da própria sociedade brasileira, para outro sistema, onde o trabalhador não só trabalhe, mas também se apropie dos frutos do seu trabalho.

Hoje está claro que o processo de desenvolvimento capitalista no Brasil, como em todas as partes, criou riqueza em poucas mãos e miséria generalizada.

Verificamos que nossos representantes no governo atual, não demonstram interesses para diminuir as desigualdades em relação a TERRA.

Alberto E. da Silva
De: albertoevangelistasilva (albertoevangelistasilva@bol.com.br)
Enviada: sábado, 29 de setembro de 2007 0:37:25


Reforma Agrária

O Brasil no início do século XIX, ao fim de três séculos de colonização, era um país de contrastes, assim como o é, de situações extremas, litoral e sertão, riqueza, pobreza, cultura popular, ortodoxia filosófica e religiosa, valores cristãos e escravidão, mandonismo rural e massa servil, economia exportadora e produção de autoconsumo. Faltava o equilíbrio de elementos intermediários, que permitissem o desenvolvimento de novas formas sócias: mercado interno, classe média, fontes diversificadas de poder, respeitabilidade pela pluralidade cultural e religiosa. Ao contrário, prevalece a contradição de um país dividido em múltiplas dicotomias.

A reforma agrária se faz necessária no Brasil, pois a estrutura fundiária em nosso país é muito injusta. Durante os dois primeiros séculos da colonização portuguesa, a metrópole dividiu e distribui as terras da colônia de forma injusta. No sistema de Capitanias Hereditárias, poucos donatários receberam faixas enormes de terra (pedaços comparados a alguns estados atuais) para explorar e colonizar. Desde então, o acesso a terra foi dificultado para grande parte dos brasileiros. O latifúndio (grande propriedade rural improdutivo) tornou-se padrão, gerando um sistema injusto de distribuição da terra. Para termos uma idéia desta desigualdade, basta observarmos o seguinte dado: quase metade das terras brasileiras está nas mãos de 1% da população
.
Nas últimas décadas vem sendo desenvolvido em nosso país o sistema de reforma agrária. Embora lento, já tem demonstrado bons resultados. Os trabalhadores rurais organizaram o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que pressiona o governo, através de manifestações e ocupações, para conseguir acelerar a reforma agrária e garantir o acesso à terra para milhares de trabalhadores rurais.

Cabe ao governo todo o processo de reforma agrária através de um órgão federal chamado INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Ao contrário do que muitos pensam, a reforma agrária é realizada em nosso país dentro das leis vigentes, respeitando a propriedade privada e os direitos constituídos. Não visa apenas distribuir terras, mas sim garantir, aos pequenos agricultores, condições de desenvolvimento agrário e produtividade, gerando renda e melhores condições de vidas para as famílias assentadas.

Jandira Barros
Elivana Marambaia
Sonia Carvalho
Nilzete Silveira
Contato: (renatacarvalho15@hotmail.com)
Enviada: sexta-feira, 28 de setembro de 2007 22:36:16


Reforma Agrária

A Reforma Agrária é uma necessidade para o nosso país. Ela é fundamental para democratizar a nossa sociedade. Só com a conquista da propriedade da terra, que ocorre com o processo de reforma agrária, podemos enfrentar a desigualdade social. Não existiria o movimento se não houvesse o alto índice de pobreza. O MST, tem o privilégio de ter acordado, reanimado, balançado a grande luta pela tão almejada reforma à agenda nacional.A reforma agrária é uma questão meramente social onde milhares de trabalhadores tentam a propriedade da terra para sua subsistência e sem a mesma resultaria no tão preocupante exôdo rural. Na disputa pela posse da terra os participantes sofrem ameaças e estão expostos a diversos tipos de violência muitas da vezes resultando em mortes. Dezenas são mortos vitima do sistema dominante .Esse número, mostra o lado mais triste e deprimente. O projeto de reforma agrária, apresentado como uma solução para os conflitos de terra no país,certamente não os solucionará sem a ajuda de outras providências. O pior é que o tempo passa luta continua e a reforma é lenta e intensa e fica a pressão,a opressão e a desigualdade reina.

De: romenilda almeida [mailto:romenildaalmeida@hotmail.com]
Enviada: sex 28/9/2007 20:56


Política brasileira: igual corrupção e impunidade?


Quem estuda e conhece um pouco da historia do Brasil, sabe que a situação política na qual vivemos, não é tão diferente daquela que tínhamos desde os primeiros tempos da República, isso, pelo menos no fato marcante da corrupção, que sempre assola nosso país, deixando suas marcas profundas nas mentes do nosso povo, querendo fazer-nos aceitar e internalizar que a corrupção faz parte da política.

Quem nunca ouviu falar da política do café-com-leite, do voto de cabresto, do governo provisório de Vargas (que de provisório não teve nada), entre outros fatos marcantes?

Todas as aberrações que a história narra da nossa política, e como se não bastasse, as que vivenciamos nos últimos anos – e porque não falar nos últimos meses – fatos trágicos deixam nosso povo desnorteado e cada vez mais se perguntando: será que não existe mais político sério? Será que todos são iguais? Vale à pena votar? Em quem confiar?

É até natural a gente ouvir comentários frustrados a respeito da situação política brasileira, pois, pessoas eleitas pelo povo para representara população e lutar pelos direitos e melhores condições para todos nós, aparecem constantemente mídia, envolvidas em casos de corrupção. O que se vê há anos é a luta deles por interesses próprios, enriquecimento desastroso e cada vez mais o descaso com a justiça, com a certeza da impunidade.

Diante do escândalo de Renan Calheiros, mais uma vez o senado e a política brasileira, mostram o descaso com a justiça e dão cada vez mais liberdade para atos ilícitos e corrupção por parte dos nossos governantes.

Muitos podem até achar precipitado qualquer conclusão ou ação por parte da justiça, sobre tais fatos que circulam na imprensa, mas tudo isso dá-nos uma certeza que a impunidade e a conivência estão sempre cercando os representantes legais do povo, que foram eleitos para legislar e fiscalizar a ação do líder maior da nossa República. E, quando falamos da Câmara dos Deputados e do Senado, parece até que a “coisa” foi feita para funcionar como um sistema de protecionismo ou de um efeito cascata, onde o que prevalece é: não me denuncie senão te denunciarei também. Isso foi o que percebemos no caso Renan, pois nem as evidencias dos fatos mostrados na mídia tiravam a tranqüilidade do nosso representante (senador), que por muitas vezes, muito seguro, afirmou que não renunciaria ao cargo, saindo vitorioso, como muitos já esperavam.

Infelizmente, no Brasil, a palavra política e desonestidade aparecem juntas e fazem lembrar a palavra corrupção. Isso não tem nada a ver, mas, dá-nos uma conotação errônea da ação política.

Não se sabe até quando isso perdurará. Espera-se que um dia (e tomara que não muito longe), nosso povo possa estudar mais, abrir mais a mente, e, conseqüentemente não se deixar mis enganar por esses políticos inescrupulosos.

Alunas: Sônia Carvalho e Jandira de Cássia Barros - FACE/Unijuí (contato- renatacarvalho15@hotmail.com)


Interessante texto professor Dejalma,

Más se na época Maquiavélica, os meios justificavam os fins, desde que fosse por uma boa causa, hoje na política brasileira, aplica-se esta teoria de certa forma alterada. Vale tudo (meios), para alcançar o objetivo benéfico principal (é claro em beneficio do próprio "príncipe").

As atrocidades vêm de muito longe na historia, o "Old Nick", não deixa de estar presente em nossa volta, quando em não em nós mesmos. Tudo em beneficio próprio. Vivemos num mundo capitalista. De certa forma são alternativas de sobrevivência. Quem de nós nunca comprou um CD falsificado, ou fez compras no país vizinho, vendados os olhos quanto à origem dos produtos. Tão comum infrações de trânsito, que ganham liberação mediante pagamento de propinas. Não vale a pena nos lamentar com as matérias que estão enriquecendo a Rede Globo. Precisamos agir. Más de que forma? Pergunto.

Se em 1748, o magistrado francês Montesquieu já estava em busca de solução, porque a confusão dos Poderes imperava por toda parte e sempre. Devido ao despotismo (poder absoluto e arbitrário que opera com tirania), opressão; quando ocorria desequilibro dos Poderes. Acreditou e tornou realidade à divisão dos Poderes com o objetivo de um frear o outro, impedir o abuso por parte deste. Más, no entanto deixou outra frase, que de certa forma permite nos deixar de mãos amarradas: "Todo homem que tem poder é levado a abusar dele; vai até encontrar limites". Más encontrar limites onde, se a corrupção maior vem dos chefes do Poder. Ou seja, eu não vejo limites para eles.

Sou consciente quando deito a cabeça no travesseiro, acreditando que quando votei em certos deles, eles fosse pessoas do bem, humildes e desconhecedoras do Poder, como é o caso do Presidente da Casa, Renan Calheiros, um cidadão humilde vindo lá do interior de Alagoas. E, se nos hoje, conquistássemos o Poder, tivéssemos acesso às fortunas do País (povo), conhecendo e tendo comando do funcionamento das mesmas, tendo a possibilidade de corrompê-las em beneficio próprio, ficaríamos andando de Mondeo 97, e economizando o ano todo para juntar dois ou três mil para ir para praia no final do ano, e ainda possível somente se nenhum imprevisto acontecesse? Sabendo que a vida é curta é a imagem perante o povão, de onde vem a maioria dos votos, se torna limpa com dois ou três teatrinhos pela TV... O que você faria?

Cheguei a conclusão que a maioria dos integrantes do Senado declararam através dos votos para cassação do Renan. Até pareço estar fazendo errado, não deveria falar, posso estar me condenando falando o que eu penso hoje. O correto mesmo é ter conclusões próprias, e talvez agir seguindo o exemplo do Presidente da Republica: “eu não sei de nada, eu não disse nada”.

Eliane Cordeiro – Acadêmica de Direito na Unijuí.
(eliuniverso@hotmail.com)


Comentário sobre o caso e Renan e a política Brasileira.

Na minha opinião o que acontece nos dias atuais é a não-política, pois política segundo Aristóteles é a ciência que deve procurar o bem star dos indivíduos (homem), sendo que ela deve oferecer aos seus governantes, condições para adaptar sua forma de governo às necessidades do povo, e não as suas necessidades particulares e individuais.

Acredito, que a política e seus governantes, os políticos, deveriam andar de mãos dadas com a ética (a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade), ou melhor, dizendo, é a ciência de uma forma específica de comportamento humano. A ética se ocupa de um objeto próprio, sendo esse objeto é o setor da realidade humana, que chamamos de moral, constituído por fatos e atos humanos, mas, parece que isso é impossível em nossa nação.

Os três primeiros comentários que analisei me pareceram partidários, ou seja, defendem algum partido de oposição ou não. Devido a isso vou fazer um breve comentário sobre o comentário da aluna de Sociologia Face/ Unijuí, Margarida Carvalho.

Concordo com a Margarida quando ela cita que nós Brasileiros desconhecemos a verdadeira significância da palavra democracia, que é governo do povo, para o povo. Talvez tenhamos uma parcela de culpa, embora pequena em relação aos homens do poder, no momento lastimável em que a política brasileira se encontra, pois quem os confiou e os colocou lá foram nós mesmos, cidadãos, eleitores, cegos....

É preciso que nós brasileiros permaneçamos sempre em alerta, de olhos bem arregalados para tudo que nos rodeia, nos cerca e nos envergonha. Será que os 40 votos obtidos a favor do Dr. Renan foram todos sinceros, todos de boa índole? Acho que não. Com certeza a mais sujeira, suborno, pairando no plenário.

Como ficamos nós estudantes, trabalhadores, do bem, honestos, cidadãos, brasileiros? Eu respondo, INDIGNADOS!!!!!!!; Com tamanha coisa errada em nosso país. Concordo com o senhor professor Dejalma, quando afirma que no Brasil tudo infelizmente é possível e permitido......

Carla Dinat Teixeira – aluna de Educação Física EaD – Unijuí.


Excelente oportunidade falar a respeito de Nicolau Maquiavel nesse momento que toda a sociedade enxerga como, efetivamente, nos bastidores, funciona a política, ou melhor, a politicagem atualmente.

Na verdade não é de se estranhar esse fenômeno que se traz à tona, para aqueles que acompanham o desenvolvimento da sociedade ao longo dos anos, desde a época em que Nicolau Maquiavel expôs com objetividade toda essa trama do poder, fundamentado no princípio que os fins justificam o meio. A sociedade permanece com ,certa, surdez e mudez, assistindo tudo como telespectadores para no máximo servir como objeto de discussões evasivas, passivas em todos os fóruns de discussões.

No meu momento de reflexão percebo que não somos totalmente humanos, visto que existe uma parte de nós que não tem tido tanta funcionalidade: a língua. O que faz de nós completo é a voz. A voz que faz ecoar a repulsa pelo que é daninho. A voz que emerge de uma consciência da interioridade em sincronia da exterioridade. A voz que faz um homem reagir proativamente, buscando extirpar as raízes de todos os comportamentos de desvios, para não contaminar os comportamentos, pautados na ética e justiça. Não adianta medicar a doença, os sintomas, deve-se extrair com incisões cirúrgicas precisas o nódulo cancerígeno, pois que senão suas raízes invisíveis edificarão novos nódulos e novos sintomas emergirão em outros lugares.

A sociedade precisa reagir, não devemos permanecer sentados à frente da televisão, deixando as coisas acontecerem, esperando “o revolucionário” chegar e ser sacrificado em benefício da maioria. A maioria deve buscar essa linguagem que retrate uma sociedade desenvolvida, expressão de uma nova identidade social sem limitações.

Nós, pessoas do bem, somos covardes!!!!!!!

“Ô Vida de Gado” . Até quando........Até quando....

aldoe (aldoe@uol.com.br)


Professor Dejalma,

Parabéns pela simplicidade e clareza com que trata em seu texto o contexto atual da política brasileira através da analogia com a obra de Maquiavel.

É provável que “Old Nick” anda solto nos corredores e gabinetes de grande parcela dos políticos, ou sempre esteve solto e a gente não percebia?

Acabei de ler o Príncipe de Maquiavel e é verdadeiramente magnífico o seu sentimento em ver a sua Itália unificada, para tanto ele propõe o uso de outros meios não propriamente éticos e morais para vê-la unificada. O Príncipe, o grande líder, para atingir seu objetivo maior poderia então, se preciso fosse, empregar certos meios pouco lícitos, pois os fins justificariam os meios. Mas este posicionamento de Maquiavel tinha uma justificativa: Unificar a Itália.

Mas o que vemos hoje no Brasil e em especial em Brasília é uso indiscriminado de todos os recursos ilícitos, amorais e antiéticos para dá sustentação aos amigos do Governo. O que vale mais para o Governo é manter a base aliada ao seu projeto de poder. O governo manda e os amigos do “homem” fazem e pronto!

O que mais nos assusta é o estado de letargia em que vive a nação. Parece que nada mais nos assusta, e os poucos que se indignam, são ignorados. Nossos gritos se perdem, e vamos codificando a condição de que não existe uma nova possibilidade de mudança... Será mesmo?
Será que o medo venceu a esperança? Ou foi a estrela que deixou de brilhar?

Gilson Urbano – Minas Gerais gilson.urbano@bol.com.br


Professor Dejalma,

Muito bom o seu texto “sobre o caso Renan”, nos permite relembrar o verdadeiro significado da política e a sua finalidade. Embora os membros do Senado tenham dado as costas aos princípios éticos que deveriam alicerçar àquela instituição.

Somente para lembrar, pela Constituição Federal o Senado é a casa Guardiã da Republica Brasileira, ou seja no sistema bicameral é a casa que zela pelo Estado Nacional. É o Senado que escolhe os Ministros dos Superiores Tribunais de Justiça, da Suprema Corte Federal, os Diretores do Banco Central e das Agencias Reguladoras.

Neste contexto, o envolvimento do Presidente daquela Casa em vários e variados crimes (lobbimos, corrupção passiva, utilização de recursos públicos em benefício próprio, etc.) e já comprovados pelo Conselho de Ética, seria mais do que suficiente para a cassação do mandato do Senador Renan Calheiros. Mas o que vimos foi que no “escurinho do cinema” os Senadores deu as costas ao povo brasileiro e fragilizou as bases do Estado Nacional. Quem guardará o nosso pobre e desprotegido Estado Brasileiro?

Gilson Urbano – Minas Gerais gilson.urbano@bol.com.br



Professor Dejalma

A política no Brasil a cada dia entra em descrédito com a sociedade, temos que nos policiar diante dos problemas que vemos diariamente e aparentemente sem soluções e darmos as respostas para essa turma do mal nas urnas somente assim eles os (Renans) serão punidos.

Maria do Carmo Barreto Matos (mcbm500@yahoo.com.br)


Até quando será possível que personagem como Renan Calheiros continue tendo poder na Republica.O senado perdeu a oportunidade de restaurar a ética à sombra da indignação e discussão da mais nova amoralidade Mais uma vez o senado e a política brasileira mostram o descaso com a justiça e dão cada vez mais ousadia para os atos (vergonhosos) ilícitos. No nosso país infelismente a política passou a ser sinônimo de corrupção e estão caminhando juntas. Os escândalos políticos passou a ser humor nos nossos canais de televisão, e somos obrigados a assistir e também chamar tais anarquias de democracia. É inadimissível que o caso Calheiros e outros estejam acima da lei e da ordem em nosso país.

Romenilda Almeida - Acadêmica da FACE/Unijuí [romenildaalmeida@hotmail.com]


Se lá em naquela época (1513-1514) algumas pessoas já pensavam na política como: algo para se dar bem, cupidez, rapacidade (avidez de lucro), fraude, dolo, roubo, libertinagem, deboche, velhacaria, perfídia, traição, dissimulação. Tudo é permitido desde que se alcance o resultado desejado; por isso, todos os meios são considerados honestos. É por isso que nossa política não vai pra frente, e nosso pais só decai. Nossos políticos chegam se estorvar pra roubar do povo, que está passando necessidade de saúde, alimentação, moradia e segurança. Mas, mesmo assim, votamos nessas pessoas desonestas para estar lá no plenário nos representando, por quê?

Talvez por tentar dar mais um voto de confiança e pensar que esses políticos corruptos mudaram, ou de apenas por estar cansado de lutar por seus direitos sem êxito.

Mas quando isso vai mudar? Perguntas e perguntas mudar não sei, mas ainda temos esperança numa política honesta e que no final da história o povo se dê bem e não os políticos.

Maquiavel, esse sim vai ser lembrado, imitado em seus conceitos pelos políticos mas, pelo povo, com certeza vai ser esquecido e muito odiado por ter mostrado o quanto a política pode ser corrupta.

Simone Bourscheidt - acadêmica da Unijuí [simoneedf@hotmail.com]


PROFESSOR DEJALMA!

Não sei se nossos políticos andam lendo ou estudando a obra o Príncipe, mas, concordo plenamente que muitos de nossos políticos estão colocando em prática os ensinamentos de Maquiavel e seu Príncipe. Não tenho acompanhado com muita atenção o caso Renan, mas pelos poucos fragmentos das notícias que escutei e com as informações obtidas nos artigos e comentários do professor e colegas, me deixaram ainda mais resignado, com um sentimento de revolta que a maioria da população também deve estar sentindo. Se analisarmos de uma forma geral o tamanho e a dimensão da corrupção, da roubalheira e da falta de respeito de alguns políticos com seus eleitores não dá para acreditar como tudo isso acontece e nós só assistimos. Sinto-me frustrado por não fazer algo para mudar isto.

Talvez devêssemos a arrumar a casa começando nas próximas eleições municipais, analisando bem em quem vamos votar exigir que cumpram as promessas feitas em campanha, e mais que isso, acompanhar o trabalho deles, para que não governem em causa própria.

rodrigonova@bol.com.br



Daí Dejalma!

Um belo texto em que te reportas á Maquiavel, para tentar explicar um pouco essa política brasileira, ou melhor essa balbúrdia brasileira, pois tenho vivido em dúvidas, por não saber distinguir o que é política o que é balburdia, uma vez que a última significa a desordem barulhenta, vozearia, algazarra, tumulto, situação confusa ou, ainda, complicação. Ou seja, tudo que temos presenciado nos últimos dias em Brasília e até fora do país quando vejo e ouço um presidente dizer que deve manter a CPMF, porque dessa forma pode colocar os dentes nos desdentados e descamisados, pois fica melhor para “namorar”, “arrumar emprego”, “beijar” é melhor pra tudo. Então basta abrirmos os olhos para acreditarmos que o “Old Nick” pode estar realmente solto. Afinal para qualquer lado que se corra deparamos com uma CPI,com um Renan, com um lobby, com um picareta de gravata, enfim até com um Cacciola , o qual todo mundo havia esquecido. Pois bem acho que chegamos ao fundo do poço mesmo, meu único consolo e que ainda aja umidade por lá, para que eu possa viver mais alguns dias.

Jose Adair Xavier Chaves- Acadêmico do curso de Sociologia da Unijuí - (jxavier@endesabr.com.br)


Caso Renan Calheiros

O episódio envolvendo o presidente do Senado Renan Calheiros é mais um entre tantos incontáveis e intermináveis escândalos, cifras astronômicas e impunidade.

Lutamos para sobreviver à ditadura imposta a nós, por 20 anos e, nos vemos, hoje, sob a ameaça de forças que querem jogar no lixo nossas conquistas.

Esta norma quase sempre é extrapolada, leva a escândalos com o do mensalão, das sanguessugas, do valerioduto e outros mais que sobejamente conhecemos, e que levaram o congresso a conviver com a pior crise moral jamais vivida no País.

É um desrespeito à população brasileira que é formada, na sua grande maioria, por cidadãos de bem, cumpridores de suas obrigações, mas acima de tudo, é uma afronta ao estado de direito e a democracia.

Tudo isso mostra um país onde os conchavos se perpetuam, onde o interesse de alguns se sobrepõe à necessidade de muitos e onde a apatia da sociedade aponta para uma perigosa inversão de valores: rabo preso, edibilidade dos políticos deste país.

Isto implica que as políticas governamentais beneficiem os agentes da corrupção ativa e passiva, em detrimento dos cidadãos honestos e pacatos, que pagam os impostos que sustentam a máquina governista tem que permitir que a sua base de sustentação lance mão dos despojos do governo em benefício próprio.

Enquanto corruptos e corruptores saqueiam os cofres públicos, usufruindo e ostentando livremente seus ganhos escusos, a sociedade fica com o pesado ônus dos serviços públicos de péssima qualidade, das estradas esburacadas, da violência, das escolas sucateadas, do apagão aéreo e do descrédito nas instituições e em seus representantes.

Este é um mal que, em conjunto com a impunidade, carcomem as nossas leis fundamentais, que passam a ser consideradas como meras formalidades.

Entre o político que rouba e o jovem que espanca mulheres na rua, existe uma infinidade de praticas absurdas que atingem vários segmentos da nossa sociedade.

Portanto, precisamos nos nortear pela necessidade urgente de mudança. Os Parlamentares brasileiros estão mesmo brincando de esconde-esconde com os problemas nacionais.

Pode parecer utópico quando dito assim; afinal de contas estamos em um país continental, com quase 200 milhões de pessoas.

A não cassação de Renan Calheiros será a mostra cabal de que o Congresso Nacional é um castelo de areia que, rui estrondosamente, carcomido pela corrupção reinante, pelo acobertamento descarado, por um corporativismo indecente, pela falta de ética e pelo cinismo das parlamentares que lá habitam.

Como servidores públicos que são pagos com o dinheiro de nós cidadãos, deveriam dar o exemplo de seriedade, comportamento ilibado, ético e moral, expurgando um de seus pares que não honra a casa nem seu mandato, mas ao contrário, age como pulha, enlameando uma casa que, em princípio, deveria ser o abrigo da ética, da probidade, da retidão de caráter, da honestidade e virtude.

Rita de Cassia Souza Garcia Garcia (garciasrita@hotmail.com)



Comentário sobre a absolvição presidente do Senado.

A política é um sistema social organizado para cuidar, administrar e coordenador os serviços públicos e neste sentido, oferecer a população meios para que esta possa concretizar seus desejos e necessidades no intuito de propor a todos o bem - estar social aos indivíduos que compõe aquela sociedade. È através da política que o homem administra uma sociedade planeja suas metas e ações e as executa dentro dos princípios éticos, morais, humanistas e de coerência social.
No Brasil a política apresenta algumas características que nos remetem a épocas do colonialismo, imperialismo, feudalismo e muito se deve ao modelo moderno da ideologia capitalista. Este sistema é recheado de vícios, valores, princípios que nos coloca dentro de uma realidade antidemocrática e por isso, autoritário. O perfil ideológico de nossa política não consegue desvencilhar desta realidade e por conta disso, se constata situações inacreditáveis no cenário nacional. A cada momento histórico na política assistimos atitudes, comportamentos e medidas que faz imaginar e que se encontra seguindo na contra mão da história.
No caso particular do Presidente do Sendo, trazendo consigo, graves acusações, o que se constitui em falta de decoro parlamentar, foi mais uma das muitas, na área política, que acontecem neste País. Imagina-se que para ser um político o individuo precisa ter ou ser dotado de alguns princípios morais e éticos apreciáveis e que possa representar o povo da melhor forma possível. Sempre, na medida do possível, estar propondo boas alternativas para melhorar qualidade de vida da população. Não se tornando um trapaceiro, corrupto enganador. O presidente do Senado, nega as acusações feitas a ele, diz que não foi e não é o culpado. Entendo que, dessa forma, ele está validando o modelo político que está inserido e que, poderia ser mais difícil compreender que estivesse um comportamento contrário.
Há de se analisar também, nesta perspectiva, que a legislação política do País precisa ser reformulada para atender a uma realidade em franco processo de mudança, pois esta estrutura que está aí, facilita o processo de corrupção e impunidade. Não se sabe que, mudando as leis seria o bastante para transformar esta realidade, mas seria uma iniciativa a mais, além de outras que poderiam ser seguidas, para tornar esta legislação mais severa e transparente.
A situação no Brasil é tão seria que o povo, em nenhum momento, se manifestou publicamente, se imagina que, o que aconteceu é coisa de política e que é problema do Senado. Não existe uma consciência a respeito da importância da política na vida de cada um e como algo significativo para as tomadas de decisões para o bem da população. O modelo político capitalista moderno, procura de certa forma, desqualificar as organizações políticas, propondo um individualismo singular e maléfico para a sobrevivência social. E isto, no decorrer dos tempos, foi se tornando realidade e hoje, é um dos entraves na sociedade. A população não se dispõe a compreender e organizar-se politicamente para discutir as coisas da suas comunidade. O que se percebe, é uma despolitização política no fazer e no ser social.
No nosso entender, esta situação do Senado da Nossa Republica, com o seu Presidente, é mais uma dos nossos políticos, pois eles são produtos de uma sociedade mal organizada politicamente, com uma legislação antiga, imperialista e antidemocrática. Enquanto não houver consciência política na população, será difícil reverter esta realidade. Alguma coisa tem mudado, mas ainda é muito pouco para o momento histórico que estamos passando.



Comentários:

Na minha opinião percebo que a democracia está cada dia mais se fortalecendo, sabendo-se que o Senador foi denunciado por um cidadão comum Heloisa Helena, as instituições tiveram a liberdade de instrumentalizar de materiais e documentos o máximo que possível o senado, para se fazer um processo justo, ouvindo todas as partes no processo, o tempo necessário foi concedido suficientemente para o trâmite de todas as etapas, a mídia acompanhou e divulgou todos os fatos. Entretanto, por outro lado, o resultado pode não ter satisfeito a maioria de nós que zela por uma política movida por meios e fins éticos. A justiça age de acordo com os fatos documentais, testemunhais. Se por um lado o crime foi perfeito, movido de ações que caracterizam a falta de prova contra o senador, não podemos desmerecer o regime de governo democrático em vigor.

Portanto, o Senado como todo corpo político foram eleitos por nós que por mais que queiramos nos distanciar não podemos, porque esses indivíduos representam a essência da sociedade brasileira. Cada político, cada partido, representa aquilo que optamos como melhor para nossa sociedade, mesmo sabendo de suas histórias e relações antes mesmo de serem eleitos. O perfil do político brasileiro é o perfil da sociedade brasileira. Quantas empresas recolhem 100% dos tributos sobre suas vendas? Será que atinge uma parcela de 0,01%? O que mais nos deparamos no dia a dia são pessoas levando a máxima da lei de gerson “ levar vantagem em tudo”. Quantas pessoas físicas declaram efetivamente os seus rendimentos brutos para o Imposto de Renda. Todos efetivamente abatem apenas o que de direito? Quando o indivíduo chega ao banco e encontra uma fila quilométrica e utiliza do “jeitinho brasileiro” para pedir a um colega para providenciar a autenticação de seus documentos, desrespeitando todos os cidadãos que chegaram cedo e estão há horas para ser atendido, o que isso significa?

Sabemos que as pessoas que se predispuseram a lutar pelo bem comum deverá ter uma postura ativa em favor da maioria, sabendo-se que o interesse particular, quer queira ou não, está enraizado no ser humano e que é natural o indivíduo sublinarmente desejar os interesses particulares, seja simplesmente pelo poder, seja pelo crescimento financeiro, proveniente, exclusivamente, de seu cargo, pelo status. No entanto, o que acontece, na maioria das vezes, são os interesses particulares sobrepondo aos interesses coletivos, numa perspectiva inclusive de benefícios ilícitos ou legais, mas não morais.

Para mim não causou tanta estranheza, pois o resultado dessa votação interessou principalmente o PT e o governo que na perspectiva de perder uma aliado do governo e com receio da condenação do senador com a perspectiva de uma nova eleição no senado, favorecendo os opositores, preferiu, através de meios não éticos, ferindo suas consciências, absolvê-lo.

Do governo, pela governabilidade, para a governabilidade utiliza-se de meios não éticos para fins éticos. O PT está coerente? Lula diz “Agora o importante é o senado voltar a funcionar (quer dizer “votar”). Que doença é essa que deve ser combatida com o mal para se atingir o bem? Parece até doutrina fundamentalista religiosa, não acham?

ALDO RAMOS DE BRITO - Aluno de Sociologia FACE/Unijui.

SANTO ANTONIO DE JESUS BAHIA E-mail: aldoe@uol.com.br


Oi Dejalma!

De fato o Brasil vive um momento muito dificil e precisamos as vezes entender o que efetivamente acontece. Não acompanhei no detalhe os fatos do dia politico então não sei exatamente o que aconteceu. Porém, a política e feita por pessoas que marcam uma trajetoria de vida e de políticos. A Senadora Ideli em especial tem demonstrado muitas qualidades positivas dentre elas a coerencia e a ética. Também o Mercadante, mesmo que eu muitas vezes não goste das suas posições. O PT e muitos desses companheiros estão numa luta em condições desiguais/ desfavoraveis e tem a responsabilidade da defesa de um governo estrategicamente não favoravel aos interesses do "centrão". Mas, é apenas um governo e não o "poder para a classe trabalhadora" e nem para a sociedade civil, que no Brasil ainda não tem o nivel de organização para sustentar posições de enfrentamento dos "interésses... como diria o Brizola". Por isso é um governo de alianças, nem sempre as mais queridas (olhas as companias como diria o Olivio), mas o Lula tem que ser um articulador e manter as possibilidades da essência de um projeto de Brasil, em contrução. A historia não esta pronta, ainda bem. Os homens fazem a história, não como a queremos ou desejamos, mas tambem coforme as circustâncias, ja dizia um importante pensador da humanidade.

O que o prezado cientista político está convidado a me ajudar a entender é o porquê desse contexto. As "forças nem tão ocultas" tentaram acabar com o lula (mensalão, Lula sabia, Lula não sabia...etc) e não conseguiram, o povo não engoliu os formadores de opinião, descolbrimos que o povo brasileiro também tem opinião. Mas essas forças talvez tenham conseguido um golpe muito duto no pt e na esquerda brasileira. Qual o alcance desse golpe, dessa paulada depende do poder de reação de articulação. O PT reagiu com as eleições diretas internas, com o congresso e novas eleições que vão acontecer nesse ano. Nãs ultima eleições conseguimos bons resultados, poderia ser melhores, mas pelos bombardeios o PT poderia ter desaparecido. O fato de ser poder executivo produz um afastamento dos movimentos sociais na medida em que se envolve mais com o Estado.O Brasil precisa do PT e demais partidos de esquerda, a direita sabe disso e por isso faz tudo para nos destruir, nós é que precisamos tambem saber, ser críticos, autocríticos, mas também fraternos. Perceber as manobras de uma imprensa comprometida com os "interésses...olha o Briza"

São algumas rapidas reflexões para continuar o debate.

Saudações

Leonardo Azambuja - Professor do Departamento de Ciências Sociais da Unijui
nardo@unijui.edu.br


Olá Colegas

Eu fico me perguntando o que será desse país se não pudermos fazer frente a esse disparate da oposição contra um Presidente Operário. Isso não é chavão, é de fato um "fato" que a oposição não engole, o sapo está atravessado e por mais que esteja quase chegando no estomago, mesmo assim, não admitem salivar e engolir. Ou seja, sabíamos que seria díficil, complicado, mas torna-se insuportável tanta pressão, tanta moral de cueca, por parte de políticos que por exemplo venderam a preço de banana a Cia Ciderurgica Nacional e agora querem fazer escandá-lo com os 300 mil dos bois do Renan.

Como vamos produzir saídas para discutir e resolver problemas sérios como este do Renan sem perder de vista que o Presidente Lula e os Petistas compromissados com as questões sociais no Brasil, possam dar um passo a frente, pois até agora, está praticamente impossível darmos alguns passos se que a mídia e a oposição produzam fatos/escandá-los para desviar iniciativas e alguns feitos que tem surtido alguns efeitos, é só irmos conversar com alguns excluídos e pensarmos certas alianças externas, que, apesar de toda pressão, de todos as artimanhas, (eu gostaria de ser uma formiga para ver tudo o que a oposição vem tramando), todo o desgaste do Lula está acontecendo.

Um abraço Célia - Professora do Departamento de Ciências Sociais da Unijuí


Prof. Dejalma!

Concordo plenamente e aproveito para fazer o meu protesto, além de reivindicar um protesto coletivo, vamos aproveitar a rede em nosso favor:

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de poder expor a minha opinião sobre esse lastimável episódio na nossa política.

Em quem devemos confiar? Eles obtêm as nossas procurações com plenos poderes para nos representarem. E o que fazem? Será que cada voto contra a cassação do Sr. Renam Calheiros foi devidamente pesado, pensando em atender os interesses dos seus milhões de outorgantes? Será que um dia eles pensarão nos seus eleitores antes de acionar o painel da vergonha. E ainda tem aqueles covardes que se abstêm.

Aqui no Brasil ainda não se conhece o significado da para palavra democracia (governo do povo), pois o governo do povo tem que ser para o povo. Nossos governantes fazem tudo errado, e nós temos contribuído com isso, pois sempre que somos enganados pelos nossos eleitos, elegemos novos substitutos, e a roubalheira continua companheiro.

O que será bem comum para os nossos políticos? Pois eu respondo. É o sangue e o suor do povo brasileiro, pois sempre que eles precisam de mais dinheiro, metem a mão no nosso bolso, na nossa esperança, nossos sonhos, não agüentamos mais pagar tantos impostos para sustentar empreiteiras e políticos desonestos, etc.
Promover distribuição de renda seria um ato de democracia se fosse feito de forma justa e honesta. Não é honesto fazer uma sangria das empresas e do povo produtivo para distribuir com superfaturamentos e mensalões e compra de votos, etc.

Não acredito na democracia brasileira, ela é unilateral, na democracia direitos e obrigações são depositados em uma balança, cada um em uma concha e não deve pender para nenhum dos lados, mas no Brasil é diferente: as obrigações são todas para o povo e o direito para os seus eleitos. Que democracia é essa.

Poderíamos fazer um protesto. Poderíamos aproveitar a rede e difundir a idéia de 01 minuto de silêncio, no dia 02 de novembro (o dia de finados), desligaremos tudo que consumisse energia em nossos lares, todos os aparelhos de comunicação, e rezemos para que esses nossos outorgados se toquem e pensem um pouco mais em nós, o seu povo.

Poderíamos fazer isso ao meio dia, do dia 02 de novembro.

Margarida Carvalho - Aluna de Sociologia Face/Unijui


Caso Renan

É preciso levar em conta que o caso Renan Calheiros, apresenta-se para a sociedade como um espetáculo na mídia. Dos acontecimentos percebemos o baixo nível da vida política no Brasil e principalmente, a falta de comprometimento da grande maioria dos políticos com aquilo que deveria ser de fato a política.
A força do Governo Federal e a sessão secreta, o voto secreto, são fatores que contribuíram para absolvição do senador. Mas o que mais pesa são as atitudes e discursos covardes das figuras políticas que representam a sociedade no Senado. Dos 81 senadores, 40 votaram a favor de Renan, 35 contra e 6, covardes, abstiveram-se. 41 votos eram necessários para que o senador tivesse seu mandato cassado. O pior é que depois disso, alguns daqueles que foram contra não tiveram coragem de assumir, dando depoimento contrários na imprensa.

A absolvição de Renan Calheiros surpreende a todos. Manifestações e opiniões na imprensa revelavam a confiança das pessoas, de que o presidente do senado perderia seu mandato. Diante de tal resultado, surgem novas manifestações, mas agora de indignação e desapontamento de como foi conduzido o processo de votação pelo Senado. A sociedade acompanhava o caso e esperava, no mínimo, transparência da casa.

O caso Renan é um exemplo nítido de como esta configurada a política brasileira: a partir de uma cultura corrupta, com atos de lobismo, propinas, fraudes e mentiras. É visível, tanto nas posições defendidas pelos envolvidos no caso, seja a favor ou contra Renan Calheiros, quanto nas manifestações de espetacularização midiáticas, elementos adjacentes de uma cultura onde os interesses individuais sobrepõem aos interesses coletivos e o bem comum é substituído pelo bem privado. E dessa forma, práticas para influenciar decisões políticas e votações que deveriam se públicas e transparentes, são criadas através de obstáculos. E tudo isso reflete, em parte, a constituição do ser humano, aquilo que ele representa: um indivíduo destituído de sua natureza humana, conforme nos traz Edgar Morin.

Outro ponto relevante é a transformação social e cultura a que a sociedade é induzida. É possível assim, compreender as razões que motivam até a degradação do trabalho e a desvalorização dos trabalhadores. Como ficam estes últimos que, ao pagarem impostos, contribuem na manutenção das instituições governamentais, garantindo o pagamento dos salários de políticos que visam apenas beneficiar-se? Que motivos terão eles para levar uma vida digna e correta, se aqueles que deveriam conduzir a sociedade, são os que mais defraudam o sistema?

A atuação dos senadores em não divulgar e clarificar o processo como um todo, a absolvição do acusado e o fato em si, é um desrespeito aos cidadãos brasileiros. A dúvida que surge é, como o Senado irá contornar, superar a crise e estabelecer um acordo com a sociedade para voltar a funcionar com competência e credibilidade? É possível que isso ocorra diante de um sentimento de impotência, misturado com sentimentos de frustração e impunidade, presente na vida social, política e cultural do país?

Temos de concordar, por fim, que a vida política, no sentido originário, não se aplica a realidade brasileira. E, sem dúvida, os reflexos no trabalho, na economia, nas relações sociais, vão transformando a cultura de um povo e a sociedade. Transformam o próprio ser humano. O que não devemos permitir é que o ser humano deixe de ser humano e se transforme em um animal irracional que busca apenas o interesse próprio sem preocupar-se com o bem do próximo. Edgar Morin destaca que é preciso restaurar a natureza humana, de modo que cada um, onde quer que se encontre, tome conhecimento e consciência, ao mesmo tempo, de sua identidade complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos. Ele destaca que isso é possível através da educação, fazendo-se reconhecer a unidade e a complexidade humanas, reunindo e organizando conhecimentos dispersos nas ciências da natureza, nas ciências humanas, na literatura e na filosofia, enfim, tudo que evidência o elo indissolúvel entre a unidade e a diversidade de tudo que é humano.

Candida Oliveira - aluna da Comunicação Social da Unijuí [candy.ijui@gmail.com]


O caso Renan

O fosso entre os políticos e a sociedade brasileira está aumentando de forma perigosa. Há mais de dez anos sabe-se como isso acontece. Desde a descoberta dos anões do orçamento nos anos 90. Mas, não se modificam os procedimentos legislativos. É raro um episódio de grandeza entre os políticos. Os eleitores também se sentem à vontade para fazer o que bem entendem. Não enxergam o Estado como um bem comum, mas apenas algo distante e pronto para ser desrespeitado.

Uma sociedade ainda pouco organizada, cindida por graves desníveis de renda, escolaridade e informação, cuida de enfrentar, a duras penas, um tipo de comportamento político fundado no sigilo, no compadrio, no paternalismo, na chantagem e no tráfico de influências.

Tivemos, sucessivamente, a cassação de José Dirceu e Roberto Jefferson e a absolvição de muitos mensaleiros; a reeleição de alguns deles e a derrota de outros; a dura decisão do STF nesse mesmo escândalo e o relativo esquecimento em que caíram outros flagrantes de desmandos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, no plano federal, nos Estados e nos municípios.

Mais um episódio trágico na nossa história política. O estopim ocorreu durante as investigações feitas pela Polícia Federal no caso que ficou conhecido como Operação Navalha, onde o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia ajuda financeira de um lobista.

Cento e dez dias depois de reveladas suas ligações com o lobista de uma empreiteira, num episódio a que não conseguiu dar explicações minimamente satisfatórias; após uma seqüência devastadora de notícias a respeito do crescimento vertiginoso de seu patrimônio pessoal; cercando-se de uma vacilante pilha de notas fiscais suspeitas; valendo-se da própria influência do cargo para dar um curso favorável ao processo o senador Renan Calheiros obteve, entre quatro paredes, um vergonhoso e temporário prolongamento de sua sinuosa trajetória política.

Todos os tristes episódios que vêm se multiplicando nesses anos mostram com é pobre, abjeta, imoral nossa cultura cívica. Comparemos, por exemplo, o Brasil com o Japão. Neste país renunciou o premiê Shinzo Abe por conta de suspeita de corrupção. Sua aprovação popular que era de 70% quando assumiu o cargo havia caído para 29%, o que demonstra que no Japão tem povo no sentido de impor conduta e direção aos governantes. E na sua despedida em cadeia de televisão, disse Shinzo Abe: “eu me vejo incapaz de cumprir minhas promessas – e eu me tornei um obstáculo para cumpri-las”. “É hora de alguém mais viável assumi-las”. Nessas breves palavras, quanta diferença em relação ao que se passa entre nós, quando mesmo em face das mais claras evidências, altas autoridades que deviam dar exemplo se agarram desavergonhadamente aos cargos demonstrando que a elas só interessa o poder pelo poder.

Antonio Rosiery Bulhões - Aluno de Sociologia Face/Unijui- (arb_ines@hotmail.com)


 

Comentários:

Dejalma,
Permito-me algmas observações (impressionistas) após uma leitura rápida. Ocorre que não acompanhei o noticiário e as análises sobre o congresso do PT, fica assim um pouco prejudicado qualquer opinião, mas vá lá.

I . Seria interessante dimensionar qual a magnitude do ganho rentista dos bancos (como se modificou o perfil e a magnitude da renda auferida pelo sistema bancário e financeiro em geral. Não tenho as informações mas talvez se possa dimensionar oq que representou de gsanho para os bancos, por exemplo a adoção do crédito consignado para aposentados com o pagamento das parcelas fluindo diretamente do INSS para os bancos e os empréstimos sendo feito com garantia total de pagamento. O risco do Banco é zero, mas o juro que cobra é ainda um assalto, embora em percentuais menores que o crédito pessoal em geral. Neste caso o banco corre riscos, naquele não!!

O Balanço dos bancos públicos e privados aponta lucros astronômicos e crescentes - semestre a semestre.

Em contraponto o Bolsa família é uma política compensatória ou meramente clientelista (uma das últimas vejas ou época traz interessante matéria de capa a respeito.

II . Esta política que beneficia banqueiros e os marginalizados é um tanto "esquizofrenica" a demonstrar um comportamento bipolar (alguma referencia psiquiatrica ou psicanalitica ajudaria a exlicar o que seja isso efetivamente. Esta mesma bipolaridade se revela na liberação dos transgênicos e ao mesmo tempo na "ortodoxia' do Ibama que não libvera a construção das usinas e outros que tais como a reforma agrária que não anda, ou a imobilidade dos movimentos sindical e social. Alguns anos atrás o presidente do IBASE em conferencia aqui na Unijui defendia a tese que os movimentos sociais precisavam ir para a rua, para pressionar o geverno...

III. Esta questão dos movimentos sociais é um ponto nevrálgico - os mesmos foram cooptados pelo PT num primeiro momento (nesse caso seria mais adequado dizer "aparelhados") e agora são cooptados pelo governo. Os sindicatos nitidamente "amarelaram" no sentido que se usava ao tempo da Ditadura varguista e os movimentos se desarticularam por razões diversas- ou suas bandeiras foram rasgadas pelo governo que ajudaram a eleger, ou seus líderes estão no aparelho de estado (viraram CCs.)

IV. Para onde vai o PT? Ora, essa pergunta é retórica, o PT já foi. Tarso pretendeu refundar o PT e foi derrotado na eleição interna pelo grupo do Dirceu, agora neste Congresso pelo que se pode ver, levou nova surra. Ninguém do PT esta interessado em qualquer choque de ética, "o negócio é negociar" - cargos, alianças, como qualquer outro partido político "desse país" (essa é a velha prática do PCBão e do PC do B é agora assumida também pelo PT). Os fins políticos do PT não são quaisquer compromissos doutrinários ou ideológicos mas unicamente a conquista ou manutenção do poder como possibilidade do exercício do poder do usofruto privado do estado.

V. Essa discussão entre o PT (partido) e o Lula é puro jogo de cena. Os petistas perderam a coluna cervical ao aproximarem-se do poder, não fizerem igual a Ulysses que se amarrou ao mastro de seu barco para não ser seduzido pelo canto das sereias.

VI. Um pouco de reflexão sobre a história do Brasil permitiria observar exemplos de situações análogas e de outra parte é preciso estar atento para reflexões que nos advém da compreensão do sentido e extensão das mudanças trazidas pela posmodernidade. Certas análise de Marx(Karl) ou de Max (Weber) talvez estejam superadas dado que outra é a realidade.

Professor Jaeme Callai - Departamento de Ciências Sociais da Unijuí

jcallai@unijui.edu.br


 

Professor Dejalma,

Para onde caminha o PT, realmente não sei. Desconfio que as coisas não irão mudar muito, mas o que realmente me preocupa é para onde caminha os cidadãos depois do PT? Essa geração que cresceu junto com o partido e, assim como eu, que desde criança enxergava aquele fulano, aquela figura barbuda clamando por igualdade em comícios, mesmo sem muita consciência política vislumbrava e idealizava uma representação mais ativa e, principalmente incorruptível, lembro bem o quanto me senti forte quando votei pela primeira vez no LULA, meu pai não se conformava, ele fazia de tudo para os filhos não acreditarem naquele barbudo e naquela bandeira vermelha, sem muito argumento ele dizia que nós estávamos errados, e que era só o PT subir a rampa do Palácio do Planalto para mostrar a sua verdadeira face. Na minha casa em época de eleições as discussões eram ricas e excitantes, meu querido pai de extrema direita impunha sua autoridade na tentativa de nós coagir, e fazer com que mudássemos de opinião, minha mãe de centro apaziguadora, tentava mudar de assunto, fazia sinais para que ficássemos quietos, e chegava a pedir para que mentíssemos a respeito da nossa escolha, até porque o voto é secreto e ele não saberia mesmo, e assim ficaria mais feliz.

Éramos maioria e eles não conseguiram nos convencer, acreditamos e depositamos eu e toda aquela galera nossos mais sinceros e fieis votos políticos, éramos tietes do PT, camisetas, brincos, bandeiras, carreatas... O engraçado é que nossa campanha política era financiada por nosso maior oponente, com direito a adesivos no seu carro - ele ficava louco. Nas eleições de 2002 eu não estava no Brasil, mas acompanhei firmemente fiz questão de votar na embaixada, e lembro bem do embaixador que era gaúcho, cochichando no meu ouvido. – Dessa vez a gente ganha! E ele estava certo, ganhamos, e que vitória, sentia-me tão feliz, e não me conformava por não estar no meu país com o meu povo, com a minha nação, a bandeira do Brasil estendida na minha janela junto com a do PT era a confissão em outras terras e para uma outra nação de uma utopia política. Lá pelas tantas lembrei do meu querido pai, e de como ele deveria estar se sentindo, mas era a oportunidade de mostrar a ele que estava errado, e que a política do PT era diferente.

Acompanhei tudo pela televisão, foi uma festa incrível desejei estar no meu país para pular gritar e comemorar com todos aqueles companheiros e companheiras de luta política por um lugar no governo e para deixar definitivamente nossa marca na história.

Não era simplesmente um partido ou um presidente que estavam assumindo um governo, eram todos aqueles cidadãos brasileiros que sempre votaram, acreditando em mudanças. Havia muita expectativa sobre a administração como seria? o que fariam? Quais as mudanças?????? Tudo poderia acontecer, menos o que aconteceu. O PT despencou, nos mesmos vícios políticos que marcam a trajetória dos governos anteriores - corrupção, clientelismos, assistencialismo, elitismo e tantos outros, com direito a alguns novos ismos. E o meu pai? O que acha? Ria as gargalhadas da sua prole, e repetia – Eu avisei, eu avisei! – O macambúzio governo do PT nos calou, e isso me preocupa, pois espero que nosso caminho não seja o mesmo, que não nos deixemos enfraquecer e seduzir pelos vícios dos cidadãos brasileiros como: conformismos, comodismo, individualismo... E que nosso destino não seja o mesmo dos nossos pais, como declara Elis Regina na canção que marcou as lutas políticas na década de 70.

Luciane Frota - Acadêmica do Curso de Sociologia e bolsita de Iniciação Científica do CNPQ

luciane_44@hotmail.com


Dejalma,

Li o texto e sinceramente, não teria o que acrescentar. Uma analise sucinta e precisa sobre o PT.
Na sequência deste texto, creio que caberia duas perguntas: Como fica os setores de esquerda que ainda tem referencia no PT diante desse cenário? e, Como fica o Brasil, diante da falta de um partido como o PT para sustentar um projeto alternativo ao Brasil?
Att.

Fábio Lemes - Aluno do Mestrado em desenvolvimento da Unijuí

lemescst@yahoo.com.br



"A utopia é o motor para as grandes revoluções" O Brasil está em estado de choque com a grande frustração que sofreu ao ver o PT, um partido que representava para a maioria, a salvação do país. enveredar pelos mesmos caminhos dos partidos elitistas que comandaram o país por séculos. Ideologia política só existe em partidos de oposição que querem chegar ao poder. Só não sabe disso quem não quer saber. Mas não demora e vai surgir novo grupo com um nome de partido, apresentando linda ideologia e a utipoia levará o povo a um novo caminhar para "a mudança". É assim que vejo política partidária no nosso país.

Edelzuite Sodre Ramos da Cruz - Aluna FACE/Unijui - 08/09/2007
21:13:53


Caro Professor Dejalma!

Concordo plenamente e aproveito para comentar um pouco da desilusão do povo brasileiro...

Na verdade ainda não sabemos se realmente seria o início do fim do PT, mas com certeza o fim do petismo. Só sei que faço parte dos milhões de estudantes que empunharam a lanterna do PT, em época de ditadura militar, de censura, enfim de trevas políticas. Assim como os outros milhões, eu também acreditei e até sonhei, sonhei com um país menos desigual e mais politizado. Sonhei com mais oportunidades e juntamente com os milhões de irmãos brasileiros, fizemos por onde realizar essa nossa esperança. Utilizamos a nossa única arma: o voto.

Durante duas décadas persistimos na guerra, após a perda de várias batalhas, enfim obtivemos a nossa “vitória?”. Vitória? Que vitória? Estamos que nem cachorro de pobre, só restam migalhas para os pobres. Esmolas: bolsa escola, renda, gás, bolsa família, etc. E as oportunidades? Cadê as oportunidades prometidas ao pobre povo nordestino e nortistas, etc. Enfim cadê a oportunidade de viver dignamente, de ganhar o sustento com o próprio suor.

Nunca se pagou tanto imposto como nesses tempos de PT (Partido das Tormentas). E a CPMF até quando agüentaremos perder sempre um pouco do nosso capital (força de trabalho) toda vez que o transformamos em comida, vestuário e remédios.

O PT, quero dizer o Partido das Tormentas, criticava o FHC por gerar emprego fora do país com os investimentos da Petrobrás pelo mundo afora, e atualmente geramos empregos no mundo inteiro, especialmente na China e em Cuba, os produtos chineses entram no Brasil com preços tão baixos que a indústria nacionais de confecções e calçadistas estão passando por sérias crises. Combatemos o tabagismo com aumento de impostos para o produto nacional, inclusive buscando implementar políticas agrícolas para substituição da cultura do fumo. Acontece que não existe uma outra alternativa para os minifúndios no nordeste. Não estou defendendo a cultura do fumo e muito menos o tabagismo, só estou querendo demonstrar que combatemos a produção interna, enquanto incentivamos a externa, uma vez que os charutos cubanos entram no Brasil sem nenhuma tarifação alfandegária e os nossos são tributados em 26% pelo mundo afora.

Qual será o socialismo do PT? Distribuir esmolas? Cobrar 42% do PIB em impostos? Quem vai gerar os empregos necessários para o nosso povo se o capital é corroído com uma brutal carga tributária e juros monstruosos.

Prof. Djalma, lembro-me de uma citação do nosso Robin Hood nordestino (Presidente Lula) em seu discurso de posse: “Companheiros nosso governo não vai distribuir peixes, ensinaremos a pescar”, entendi que naquele momento viveríamos uma nova era, os mais de 50.000.000 de pessoas pobres e abaixo da linha da pobreza, iriam ter a oportunidade de viver dignamente às custas do seu próprio suor, pura ilusão.


Margarida Carvalho - Aluna de Sociologia FACE/Unijui
Para: dcremo@uol.com.br
Data: 10/09/2007 15:59


Dia 31-07-07 (terça feira) A invenção da crise - Marilena Chauí (leia a entrevista)


30-05-07


Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias Diárias do IHU de 20 a 29 de maio de 2007 (ler análise completa)

VENEZUELA - Por que defender a RCTV?

Por Elaine Tavares em 8/5/2007

Quem já esteve na Venezuela, sabe muito bem: liberdade de opinião é tudo o que há. Nas rádios e emissoras de televisão comerciais, o presidente Hugo Chávez é xingado, humilhado, destratado e desmoralizado. As palavras usadas pelos jornalistas são de uma violência sem par. E ainda assim, ali estão, eles e elas, a disseminar suas diatribes, sem que ninguém os impeça. (leia artigo completo)

A MAIOR BRONCA - 5% apenas

Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro, apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Os outros 95% servem apenas para fazer volume. São medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. (leia mensagem completa)


24-05-07

IMPOSTURA E MISTIFICAÇÃO

Comentário meu: para quem acha que o filme de Al Gore trás alguma esperança na conscientização e resolução dos problemas mundiais (aquecimento global) equivoca-se. Faz-se terrorismo com uma informação para esconder o que é mais trágico e nebuloso: "Mas este senhor (Al Gore) – que posa como progressista e foi candidato à presidência dos Estados Unidos – nunca abriu a boca contra as invasões do Iraque, do Afeganistão, do Líbano, da ex-Jugoslávia, com todo o seu cortejo de crimes de lesa humanidade. Confira a informação abaixo:

O imperialismo agita falsos problemas para esconder os verdadeiros, por ele próprio provocados. O envenenamento do planeta com urânio empobrecido caminha a passos largos. Centenas de toneladas deste veneno químico, físico e radiológico já foram ou continuam a ser espalhados no Iraque, Afeganistão, Líbano e antiga Jugoslávia. O urânio empobrecido tem uma semi-vida de muitos milhões de anos e não será possível limpá-lo da face da Terra. O dano é irreversível. O imperialismo e os seus acólitos, como Israel e a Grã-Bretanha, estão a praticar uma política de extermínio da vida no Planeta Terra. Como afirma Leuren Moret , basta uma tempestade de areia no Iraque para que num par de dias esse pó com efeitos teratogénicos esteja na estratosfera, sobre a Europa e os Estados Unidos.

Contudo, este problema vital para os destinos de todas as espécies existentes no nosso planeta está absolutamente ausente dos medias corporativos que se proclamam "de referência". É como se não existisse. Eles mentem-nos por omissão. O silenciamento é deliberado. São cúmplices da catástrofe ecológica e biológica agora em curso, provocada pelo militarismo ensandecido dos EUA.

Mas o que nos diz a desinformação praticada pelos tais medias auto-proclamados "de referência"? Entretem-nos com tretas, enganam-nos com mistificações em escala maciça. É o caso da impostura do aquecimento global , de que nos despejam doses cavalares. Fazem terrorismo com um problema inventado e escondem aqueles realmente existentes, e gravíssimos, como o envenenamento planetário pelo depleted uranium. Por sua vez, políticos tão ignorantes quanto os jornalistas que escrevem tais estórias, fartam-se de repetir as ladainhas do International Panel of Climate Change (IPCC).

Ainda agora, o sr. Al Gore produziu um filme a propagandear o dito "aquecimento global" (confundindo problemas climatológicos com problemas ambientais). Mas este senhor – que posa como progressista e foi candidato à presidência dos Estados Unidos – nunca abriu a boca contra as invasões do Iraque, do Afeganistão, do Líbano, da ex-Jugoslávia, com todo o seu cortejo de crimes de lesa humanidade.

A barragem avassaladora da desinformação provoca um défice de consciência quanto aos problemas reais que estão em causa. Não é nada fácil combate-lo.


15-05-07

A Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias Diárias do IHU de 09 a 15 de maio de 2007

A Análise da Conjuntura da semana é uma (re)leitura das "Notícias do Dia" publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência o que foi publicado de 09 a 15 de maio de 2007. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT - com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos - IHU. (Eis a análise).


14-05-07

Tempo que resta. Artigo de Rubens Ricupero


"Temos apenas oito anos para salvar o planeta. O relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas deixa claro que, para limitar o aumento da temperatura a 2C, é preciso que as emissões de gases-estufa se estabilizem em 2015 e caiam, em seguida, a algo entre 50% e 80% do nível de 2000", escreve Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo e ex-secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-05-2007. Segundo ele, "se o pior acontecer, serão nossos descendentes aqui, não em Londres, que verão a Amazônia virar fumaça, o sertão se converter em novo deserto do Saara e as galerias de Copacabana se tornarem tocas de polvos e meros". (leia artigo)


09-05-07

A Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias Diárias do IHU de 02 a 08 de maio de 2007

Comentário meu: A análise contempla a crescente desindustrialização do Brasil que optou pela exportação de commodities agrícolas, invés de fortalecer o seu setor industrial (há 25 anos o Brasil parou de crescer). Trata da quebra de patente anti-aids (deve-se louvar esta decisão política do governo Lula), decisão elogiada pelos setores da saúde. Trata do confronto entre Igreja e o Estado (na questão do aborto), fala da religião do Brasil (maioria católica, mas com um crescente de religiões pentecostais), além da vitória da direita na frança. (leia análise completa)

O PAC do Governo Lula - poderia ser traduzido por Programa de Atendimento aos Credores (enviado pelo prof. Dr. Geraldo C. Coelho - Unijuí)

Na realidade, o PAC aprofunda a política de superávits primários e de priorização aos gastos com a dívida pública, adotando medidas que implementam a proposta feita recentemente por Delfim Netto, do chamado “Déficit Nominal Zero”. Esta proposta consiste em aumentar o superávit primário de forma a viabilizar o pagamento de todos os juros da dívida. (leia matéria completa)


04-05-07

Árvores transgênicas: ameaça à biodiversidade por jpereira - Pesquisadora dos Estados Unidos alerta que o Brasil está na mira de empresas que desenvolvem árvores geneticamente modificadas (leia entrevista completa)


03-05-07

Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias Diárias do IHU de 25 de abril a 01 de maio de 2007 (leia análise completa)


02-05-07

Os cem dias do governo Yeda. Uma análise. Entrevista especial com Maria Izabel Noll (leia matéria)

Zygmunt Bauman: "Uma filosofia finamente gasificada" (ler artigo)

Zigmunt Bauman integrou serviço secreto na Polônia, acusa historiador (leia matéria)


25-04-07

Conjuntura Política da Semana (17 a 24 de abril de 2007)

Lula se distancia cada vez mais dos Movimentos Sociais... Entraves ambientais atrapalham o governo Lula... (leia análise completa)


24-04-07

Conjuntura Politica da Semana (09 a 17 de abril de 2007)

Governo Lula. Um segundo mandato ainda mais conservador do que o primeiro

Uma interpretação política das notícias postadas no sítio do IHU ao longo dos últimos dias permite afirmar que o segundo mandato do governo Lula será ainda mais conservador do que o primeiro. O prognóstico em questão reforça a análise já realizada aqui anteriormente na qual afirmávamos que Lula realiza um governo cada vez mais à direita. Um governo ambíguo ou, se preferirmos, esquizofrênico, nas palavras de Paul Singer. (leia análise completa)


22-04-07

A evolução da esquerda na América Latina: mito ou realidade? por Dejalma Cremonese (veja slide multimídia)

Comentário meu:

Ao contrário do que se pensa, a maioria do eleitorado da América Latina continua moderado (ao centro do espectro político). Segundo o Latinobarômetro a América Latina em seu conjunto encontra-se situada no centro do espectro político, com uma média de 5,4 em uma escala de 0 a 10, na qual o 0 representa a extrema esquerda e o 10, a extrema direita”. Mais: os que se identificam com a esquerda (nota entre 0 e 3) nunca são mais do que 34% da população. Ao contrario, há países em que cerca da metade da população se considera de direita (entre 7 e 10). ‘É um erro dizer que a América Latina converge para a esquerda’, diz Marta Lagos. “O que se vê com mais clareza é uma renovação das elites”.

Países com eleitores situados à direita: Colômbia, El Salvador, República Dominicana, Honduras e Nicarágua.

Países com metade dos eleitores situados no centro e outra metade na esquerda e na direita: México, Guatemala, Peru e Equador.

O Uruguai, tem o eleitorado mais a esquerda. Nenhum país da região apresenta mais de 34% da população à esquerda. O Uruguai é exceção...

A Venezuela é paradoxal: 33% do eleitorado venezuelano afirmam ser de direita e 40% de centro. No entanto, foi eleito um presidente nitidamente de esquerda... Da mesma forma na Nicarágua: um país onde o esquerdista Ortega foi eleito presidente, apesar de a “maioria da população não ter votado nele” e, dentro dessa maioria, “a maior parte não se encontra no centro senão na direita”.

Vitória pelo viés eleitoral. Os presidentes eleitos de esquerda precisam dos votos do centro... A esquerda latino-americana achou um meio para conquistar o poder pelo viés eleitoral: para isso precisou conquistar o eleitor mediano que está no centro do espectro político. Este eleitor define as eleições.

Qual esquerda? De que esquerda estamos falando? Certamente uma esquerda diferente daquela dos anos 60 com conotações revolucionárias visando a ditadura do proletariado...

O tempo é limitado para as mudanças: segundo especialistas o tempo para mudanças alternativas vão de 7 a 9 anos. Se nesse período não ocorrer transformações radicais há o perigo dos partidos mais à direita retomar o poder.

A necessidade de construir alternativas concretas: Deve-se aproveitar este momento privilegiado em que os partidos de esquerda chegaram ao poder na América Latina para construir alternativas concretas na solução das desigualdades sociais, empobrecimento e no próprio desenvolvimento eqüitativo.

A identidade étnica como forma de resistência. A maioria da população da Bolívia provém da etnia indígena o que favorece a resistência da coletividade nacional. No Brasil, por exemplo, não há uma identidade étnica (negra ou indígena) apesar dessas etnias serem maioria entre nós.

Uma resposta ao neoliberalismo excludente: A vitória de alguns candidatos de esquerda na América Latina foi uma resposta momentânea do eleitorado às reformas neoliberais mal sucedidas dos anos 90, no entanto, isso não significa que a tendência ideológica permaneça... Aliás, isso não está intimamente ligado à um partido ser de esquerda ou de direita, mas, está ligado há um certo clamor por uma democracia mais participativa (mais substantiva) no continente, que ultrapasse o formalismo poliárquico proposto pelo Cientista Político Robert Dahl, para uma democracia social e econômica.

As esquerdas "confiáveis" na América Latina: Lula do Brasil, ", também o Uruguai de Tabaré Vasquez e o Chile de Michelle Bachelet. "Não confiáveis": é capitaneada por Chávez da Venezuela, secundada por Evo Morales da Bolívia e Rafael Correa do Equador.



16-04-07

Restauração ecológica e Participação Humana por Geraldo Ceni Coelho
A Restauração Ecológica tem sido definida como “o processo de auxiliar a recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído”. Seu objetivo principal pode ser o retorno de um ecossistema no sentido de uma aproximação à sua condição estrutural e funcional anterior ao dano ocorrido, mas também pode incluir a criação de um novo ecossistema que nunca teria existido antes. Na prática, pode-se afirmar que esta segunda opção é inevitável. Para compreender melhor esta característica, que entendemos intrínseca à Restauração Ecológica, precisamos analisar alguns pressupostos. (leia artigo completo)

A inviabilidade de Pai Querê e a negligência quanto a biodiversidade brasileira por Paulo Brack (leia)

Comentário meu: Pelo que se entende, desenvolvimento não significa, exclusivamente, o crescimento do PND de um país... Outras variáveis devem ser consideradas como, por exemplo a eqüidade social e o cuidado com os recursos naturais que nos cercam... Governo Lula parece não entender isso...


28-03-07
A Espécie em extinção por Lúcia Hipólito (leia)

Comentário meu: Lúcia Hipólito comenta os rumos dos quatro maiores partidos do Brasil: PMDB, PT, PFL (Democrata) e PSDB.

Aquecimento global: Uma mentira conveniente por Andrew Marshall (leia)

Comentário meu: contrariando boa parte dos cientistas, o artigo defende que os efeitos do aquecimento global não são decorrentes da ação direta do homem, mas, um processo natural da própria natureza - vale a pena ler.


20-03-07

Uma serenata no quintal: porque as aberturas latinas de Bush poderão cair em ouvidos moucos - Richard Lapper (Finacial Times) (leia)

Comentário meu:

(Contrapondo-se a ascensão política de Hugo Chaves da Venezuela, o presidente Bush visitará diversos países da América Latina (o quintal - como eles gostam de chamar) depois de 6 anos de indiferença do governo Bush quanto aos problemas econômicos e sociais dos países latino-americanos. Nos últimos anos vê-se uma crescente tendência de países da América elegerem políticos mais voltados ao espectro do centro-esquerda como Evo Morales na Bolívia (primeiro presidente indígena), Daniel Ortega na Nicarágua, além do socialista Tabaré Vázquez do Uruguai, Michelle Bachelet do Chile, Nestor Kirchner da Argentina e o próprio presidente Lula do Brasil. No entanto, os países que se encontram na oposição aos EUA são a Cuba, Equador, Bolívia e Nicarágua (aliados de Chaves da Venezuela), os mais dóceis aos Yanques são a Colômbia, México, Uruguai, Guatemala e o Brasil.


19-03-07

Para o jornal 'NYT': governo Lula é 'tímido' ao investigar torturas (leia)

Comentário meu: Enquanto outros países latino-americanos (Chile e Argentina) avançam nas investigações das torturas durante o regime militar, o governo Lula marca passo nesta questão. Pior, no Brasil, os arquivos da ditadura aparecem sendo queimados em aeroportos (Base aérea de Salvador). Além de atentar contra os direitos humanos (torturados e familiares) que esperam justiça, corremos o risco de ter uma parte da história do país ser negada e completamente desconhecida...


18-03-07

Agora vai?
Auxiliares de Lula dizem que ele pode anunciar nesta semana o ministério que mais tempo levou para ser confirmado na história da Repúblic
a
(leia)

Comentário meu: Está difícil para o presidente acomodar tantos aliados (agradar gregos e troianos)


17-03-07

Garotinho, agora, jura lealdade a Lula

Um dos maiores desafetos do governo Lula no primeiro mandato, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB) defendeu hoje (11) o apoio incondicional do partido à coalizão lulista. Em discurso na convenção do PMDB, o ex-governador disse que não há mais espaço no partido para fazer oposição ao Palácio do Planalto. "Aqueles que fazem o jogo dúbio não terão mais espaço no PMDB. O PMDB não faltará ao governo do presidente Lula", disse.

Apesar de declarar que o PMDB não pode ser uma "sucursal do PT", mandou um recado de apoio ao presidente Lula: "Vossa Excelência tenha a certeza de que o PMDB andará unido pelo desenvolvimento do Brasil". Segundo o ex-governador, que fracassou no ano passado ao tentar se lançar candidato da legenda à sucessão presidencial, Lula terá o PMDB ao seu lado "em todos os momentos em que a direita tramar contra o governo, que o PFL e o PSDB tentarem armar contra o presidente".

Crítico do primeiro mandato do presidente Lula, Garotinho se viu isolado com a aliança entre Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), de quem está cada vez mais distante politicamente. (Site Congresso em Foco)

Comentário meu: Quem é capaz de apostar na nova guinada política de Garotinho? Aliás, Garotinho a muito tempo não é levado a sério na política...


16-03-07

O conflito entre esquerda e direita definiu o século 20. O que vem depois? (leia)


13-03-07

O mito dos biocombustíveis - Nova fase da colonização do Brasil: fornecimento de biocombustíveis baratos para os EUA por Edivan Pinto, Marluce Melo e Maria Luisa Mendonça (leia)

Bioconfusão por Demétrio Alves (leia)

Porque o mercado livre engana os consumidores quanto à inovação energética sustentável por Jeff Vail (leia)

Cinco axiomas da sustentabilidade por Richard Heinberg (leia)

Comentário meu: Prá quem acha que o biocombustível é panacéia dos problemas de energia alternativa e ecologicamente correta é melhor ler os artigos acima...


07-03-07
Lula e Bush, amigos de infância
- Elio Gaspari (leia)

Desafiando Chávez, Bush viaja para o Sul (leia)


22-02-07
Virada para esquerda? Como o plano de Lula para acelerar o crescimento poderia prejudicar o Brasil - Um programa de gastos em infra-estrutura gerou temores que o compromisso de Brasília com a ortodoxia fiscal esteja se enfraquecendo (leia)


19-02-07
Globalização como fim do espírito de época - Márcia Denser (leia)


 

Edição e atualização: Dr. Dejalma Cremonese - dcremoisp@yahoo.com.br
Contato direto MSN dcremo@hotmail.com